O Sol continua capaz de produzir erupções muito energéticas
O Sol, em plena fase descendente do seu ciclo de atividade, lançou uma ejeção de massa coronal captada pelo observatório SOHO junto ao polo sul solar — um lembrete de que a estrela que nos aquece nunca é verdadeiramente silenciosa. A origem do fenómeno na face oculta da estrela reduz o risco de impacto direto na Terra, mas não elimina a possibilidade de que o plasma cósmico toque a magnetosfera terrestre nos próximos dias. Manchas solares ativas continuam a ser vigiadas, e o espetáculo das auroras boreais pode voltar a pintar os céus do norte europeu como resposta a esta conversa antiga entre o Sol e o campo magnético do nosso planeta.
- O Sol disparou uma poderosa ejeção de massa coronal a partir da sua face oculta, criando incerteza sobre a extensão do impacto que poderá atingir a Terra.
- Um buraco coronal ativo continua a enviar vento solar em direção ao nosso planeta, mantendo o ambiente espacial em estado de agitação constante.
- As manchas solares AR4478 e AR4475 apresentam configurações magnéticas explosivas, com 50% de probabilidade de erupções classe M e 10% de classe X nos próximos dias.
- Os modelos de previsão apontam para tempestades geomagnéticas de nível G1, fracas mas suficientes para acender auroras boreais nos céus da Islândia, Noruega e Suécia.
- Portugal deverá ficar fora do alcance visual das auroras, como é habitual para latitudes mais baixas, mas a situação continua a ser monitorizada pelos especialistas.
O Sol atravessa uma fase de intensa atividade e voltou a fazer-se notar: uma poderosa ejeção de massa coronal foi captada pelo observatório espacial SOHO junto ao polo sul solar. O detalhe que traz algum alívio é que a explosão ocorreu muito próximo da face oculta da estrela — aquela que nunca vemos da Terra —, o que reduz significativamente a probabilidade de um impacto frontal na magnetosfera terrestre. Ainda assim, os especialistas não descartam que uma parte da nuvem de plasma possa roçar o nosso planeta.
O ambiente espacial à volta da Terra permanece em movimento. Um buraco coronal continua a enviar vento solar na nossa direção, e os modelos de previsão antecipam períodos de atividade geomagnética elevada nos próximos dias. A atenção dos cientistas recai agora sobre as manchas solares AR4478 e AR4475, ambas com configurações magnéticas complexas: há 50% de probabilidade de erupções de classe M e 10% de classe X — as mais intensas que o Sol consegue produzir.
Se a atividade geomagnética aumentar o suficiente, as auroras boreais poderão voltar a iluminar os céus do norte europeu. Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia e o norte do Reino Unido são os candidatos naturais à observação, com tempestades de nível G1 previstas — fracas, mas suficientes para quem vive perto dos polos. Portugal ficará, como habitualmente, fora do alcance visual do fenómeno.
Importa lembrar que o atual ciclo solar já ultrapassou o seu pico de atividade e está em fase descendente. Mas a história ensina que algumas das maiores explosões solares aconteceram precisamente nesta fase. O Sol continua capaz de surpreender, e os próximos dias dirão como a Terra responde a esta nova manifestação da sua estrela.
O Sol está numa fase de intensa atividade. Nos últimos dias, lançou mais uma poderosa ejeção de massa coronal — um fenómeno que os astrónomos acompanham com atenção porque pode desencadear auroras nos céus do hemisfério norte. O observatório espacial SOHO captou a explosão junto ao polo sul solar, mas há um detalhe importante: a ejeção não parece estar diretamente apontada à Terra. Isto reduz significativamente o risco de um impacto frontal na magnetosfera terrestre, embora os especialistas admitam que uma parte da nuvem de plasma possa ainda atingir o nosso planeta.
A origem da explosão situa-se muito próxima da extremidade do disco solar ou até na face oculta da estrela — aquela que nunca vemos da Terra. Esta localização é, paradoxalmente, uma boa notícia para quem vive em latitudes baixas. Significa que o fenómeno teve menos probabilidade de nos atingir de forma direta e devastadora. Ainda assim, o ambiente espacial à volta da Terra está em movimento. Um buraco coronal continua a enviar vento solar na nossa direção, e os modelos de previsão indicam que poderão ocorrer períodos de atividade geomagnética elevada nos próximos dias.
O que preocupa os cientistas agora são as manchas solares ativas que continuam a ser monitoradas — em particular a AR4478 e a AR4475. Ambas apresentam configurações magnéticas complexas e potencialmente explosivas. As previsões apontam para uma probabilidade de 50% de ocorrerem erupções solares de classe M, e uma probabilidade de 10% de erupções de classe X, as mais intensas que o Sol consegue produzir. Estas ejeções de massa coronal viajam entre um e três dias até à Terra, e quando a sua orientação magnética é favorável, conseguem interagir fortemente com o campo magnético terrestre, originando tempestades geomagnéticas.
Se isso acontecer, as auroras boreais voltarão a iluminar os céus do norte europeu. Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia e o norte do Reino Unido poderão oferecer boas condições de observação caso a atividade geomagnética aumente significativamente. Os modelos indicam que poderão ocorrer tempestades de nível G1 — fracas, mas suficientes para aumentar a probabilidade de ver auroras em regiões próximas dos polos. Em Portugal, estas auroras dificilmente serão visíveis, como é habitual.
O contexto é importante para compreender o que está a acontecer. O atual ciclo solar já ultrapassou o seu máximo de atividade, o que significa que estamos numa fase descendente. Mas isto não significa que o Sol esteja a acalmar. Historicamente, algumas das maiores explosões solares ocorreram precisamente durante esta fase descendente do ciclo. O Sol continua capaz de produzir erupções muito energéticas, e os próximos dias serão reveladores de como a atividade geomagnética terrestre responde aos eventos que estão a ocorrer na superfície solar.
Notable Quotes
Os especialistas admitem que uma parte da nuvem de plasma possa atingir a magnetosfera terrestre e provocar auroras em latitudes elevadas— Especialistas em atividade solar
The Hearth Conversation Another angle on the story
Porque é que uma ejeção de massa coronal que não está diretamente apontada à Terra ainda nos preocupa?
Porque o espaço não é um vácuo perfeitamente vazio. Quando o plasma é ejetado do Sol, expande-se numa nuvem. Mesmo que a trajetória principal não nos atinja, a borda dessa nuvem pode alcançar a magnetosfera terrestre e causar perturbações.
E o que significa exatamente uma tempestade geomagnética de nível G1?
É a escala mais baixa de tempestades geomagnéticas — fraca, mas ainda assim capaz de causar efeitos visíveis. Neste caso, auroras em latitudes elevadas. Não é uma ameaça, é um espetáculo.
Porque é que as manchas solares AR4478 e AR4475 são tão perigosas?
Têm configurações magnéticas complexas — linhas de força magnética enredadas e instáveis. Quando essa instabilidade se liberta, produz explosões. E com 50% de probabilidade de classe M, não é um risco negligenciável.
Se o ciclo solar já passou o máximo, porque é que ainda há tanta atividade?
Porque o máximo não é um pico afiado — é um planalto. E mesmo depois, o Sol continua muito ativo. Historicamente, as maiores explosões ocorrem durante a descida, não durante a subida.
Quanto tempo temos antes de saber se isto vai afetar a Terra?
Entre um e três dias. É o tempo que uma ejeção de massa coronal demora a viajar do Sol até aqui. Os próximos dias dirão tudo.