O Estreito de Ormuz, corredor vital por onde passa um quinto do petróleo mundial, registra seu maior volume de fluxo em seis meses — não por abundância de navios, mas pela concentração das exportações sauditas em um número cada vez menor de embarcações dispostas a enfrentar os riscos da rota. Essa escassez de capacidade de transporte eleva os custos de frete a patamares extraordinários, e o peso dessa tensão geopolítica e logística não fica retido nos balanços das empresas: ele viaja, barril a barril, até o consumidor final nos postos de gasolina ao redor do mundo.