Em Minas Gerais, a lealdade política tem prazo de validade — e o de Marcelo Aro venceu publicamente na quinta-feira, 30 de julho. O ex-secretário que serviu Romeu Zema por quatro anos passou a articular, nos bastidores, sua própria candidatura ao governo estadual, concorrendo contra o atual governador Mateus Simões. Zema, hoje candidato presidencial pelo Novo, respondeu com a linguagem da decepção: chamou o gesto de traição e o ex-aliado de parasita político. O episódio revela, uma vez mais, que nas disputas pelo poder, a gratidão raramente sobrevive à ambição.