Vitória 'sem Neymar' na estreia aumenta confiança na seleção brasileira

O Brasil provou que a dependência de Neymar ficou no passado
Vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia com Neymar tendo desempenho abaixo do esperado mostra que a seleção tem profundidade ofensiva.
Mark

Por que uma vitória sem Neymar em bom nível muda tanto a percepção de um time?

Mimi

Porque durante anos a seleção foi construída em torno dele. Quando você tem um jogador tão talentoso, tudo gira em volta. Ganhar sem ele funcionando bem prova que o time evoluiu, que tem outras soluções.

Mark

Mas Neymar ainda é importante, certo? Não é como se ele não importasse mais.

Mimi

Claro que importa. Mas há uma diferença entre ser importante e ser indispensável. Neymar é importante. Mas agora o time sabe que pode ganhar sem depender dele estar em seu melhor.

Mark

Casemiro foi quem realmente dominou. Como um time muda quando tem um meio-campo assim?

Mimi

Casemiro é o dono do time. Ele organiza, protege, distribui. Com um jogador assim, você pode arriscar mais na frente, pode deixar Paquetá mais recuado. Tudo fica mais fácil.

Mark

E Vinícius Jr? Ele parecia estar em outro patamar.

Mimi

Vinícius foi melhor que Raphinha naquela noite. E isso também é importante — ter opções que funcionam em diferentes noites. Raphinha desperdiçou chances, mas o time não desabou por isso.

Mark

Qual é o risco agora? O que pode dar errado?

Mimi

O risco é sempre o mesmo em um torneio: lesão, falta de ritmo, um adversário que descobre a fórmula. Mas com a profundidade que o Brasil tem, é difícil imaginar uma virada.

  • Neymar desapareceu no primeiro tempo e foi tecnicamente impreciso no segundo, acumulando 9 passes errados e 26 posses perdidas — a pior nota da partida segundo o SofaScore.
  • A Sérvia trouxe pressão tática real, sabendo exatamente como neutralizar o craque brasileiro, o que expôs a fragilidade de um sistema construído ao redor de um único jogador.
  • Casemiro dominou o meio-campo como um maestro, enquanto Vinícius Jr e Richarlison combinaram para os dois gols, e Rodrygo injetou frescor ao entrar no segundo tempo.
  • O Brasil venceu por 2 a 0 e saiu de Lusail com uma certeza nova: o time tem profundidade ofensiva, múltiplas alternativas de ataque e não depende mais exclusivamente de Neymar para ganhar.

No Lusail Stadium, o Brasil estreou na Copa do Mundo com uma vitória tranquila sobre a Sérvia, mas o que a noite revelou vai além do placar. Neymar, por décadas o eixo em torno do qual a seleção girava, teve sua pior atuação recente — e o time venceu assim mesmo. É o tipo de descoberta que transforma uma equipe: a de que a força coletiva pode superar a ausência do gênio individual.

No Lusail Stadium, numa quinta-feira à noite, o Brasil bateu a Sérvia por 2 a 0 na estreia da Copa do Mundo. O placar, porém, contava apenas metade da história. A outra metade estava em quem não brilhou: Neymar teve uma noite para esquecer.

No primeiro tempo, o camisa 10 desapareceu. Quando a bola chegava, parecia desatento, fora do ritmo de um jogo duro contra um adversário que sabia exatamente como neutralizá-lo. No segundo tempo, participou mais, mas a qualidade não acompanhou. Os números confirmam: 81 toques, 9 passes errados, nenhum drible bem-sucedido, 26 posses perdidas. A pior nota da partida, segundo o SofaScore. Acabou substituído, possivelmente carregando algum incômodo físico.

Mas o Brasil venceu assim mesmo. Casemiro orquestrou o meio-campo com autoridade. Vinícius Jr brilhou pela esquerda. Richarlison marcou o primeiro gol após uma jogada em que Neymar até perdeu a bola — e não importou. O segundo saiu de uma nova conexão entre Vinícius e Richarlison. Rodrygo trouxe criatividade ao entrar. A máquina funcionou sem o maestro titular.

O verdadeiro significado da noite estava nisso. O Brasil provou para o mundo — e, principalmente, para si mesmo — que a dependência de Neymar ficou no passado. Não é que ele não importe: importa, e muito. Mas o time descobriu que tem profundidade, que tem alternativas, que pode vencer sem ele em seu melhor. Essa é a mensagem que sai de Lusail.

No Lusail Stadium, na noite de quinta-feira, o Brasil enfrentou a Sérvia em sua estreia na Copa do Mundo. O placar final — 2 a 0 — contou apenas metade da história. A outra metade estava em quem não brilhou: Neymar, o jogador que costuma ser o centro gravitacional da seleção, teve uma noite esquecida.

Neymar não joga sempre de forma espetacular. Nem sempre marca dois gols e distribui três assistências. Mas é raro — muito raro — vê-lo jogando mal. Desta vez, foi diferente. No primeiro tempo, ele desapareceu. Poucas bolas chegaram aos seus pés, e quando chegavam, parecia desatento, incapaz de se conectar com o ritmo de um jogo duro contra um adversário que sabia exatamente o que fazer. No segundo tempo, sua participação aumentou, mas a qualidade não acompanhou. Tecnicamente impreciso, fora do compasso de um time que voltou do intervalo com outra energia. Acabou sendo substituído, talvez carregando alguma incômodo físico que explicasse o desempenho abaixo do padrão.

Os números confirmam a impressão. Segundo o SofaScore, plataforma que usa inteligência artificial para avaliar jogadores, Neymar recebeu a pior nota da partida. Oitenta e um toques na bola, nove passes errados, nenhum drible bem-sucedido, vinte e seis posses perdidas. Era como se estivesse jogando em câmera lenta enquanto o resto do time acelerava.

E no entanto, o Brasil venceu. Casemiro foi quem realmente dominou o jogo, um maestro no meio de campo que orquestrou cada movimento. Vinícius Jr brilhou na ponta esquerda. Richarlison, aquele tipo de atacante que tem faro de gol, marcou o primeiro. O segundo saiu de uma conexão entre Vinícius e Richarlison novamente. Rodrygo, que entrou durante a partida, trouxe frescor e criatividade. Até Raphinha, apesar de desperdiçar duas chances claras no primeiro tempo, mostrou seu valor.

O sistema ofensivo de Tite depende de Neymar — pelo menos em teoria. A formação sacrifica Paquetá, que fica distante dos atacantes, abre dois pontas pelos lados e cria um vasto espaço no meio para o melhor jogador trabalhar entre as linhas. Mas nesta noite, mesmo com Neymar errático, a máquina funcionou. Na jogada do primeiro gol, Neymar tentou enfileirar adversários, errou, perdeu a bola, mas ela sobrou limpa para Vinícius chutar. O goleiro espalmou, e Richarlison completou. Nem precisava de Neymar em seu melhor.

O jogo em si foi bom para o Brasil. A Sérvia trouxe problemas táticos, mas uma vez que o primeiro gol saiu, virou vendaval. É difícil imaginar a seleção de Tite levando uma virada neste torneio — há muitas opções no banco, muitos jogadores espetaculares para atacar o espaço e contra-golpear.

Mas o verdadeiro significado da noite estava em outra coisa. Para a confiança do time, era importante ganhar sem Neymar. O Brasil provou para o mundo e, principalmente, para si mesmo, que a dependência do craque ficou no passado. Não é que Neymar não importe. Importa, e muito. Mas o time descobriu que pode vencer sem ele em seu melhor, que tem profundidade, que tem alternativas. Essa é a mensagem que sai de Lusail.

É muito difícil imaginar o time de Tite levando uma virada no torneio, são muitas as opções de banco e são jogadores espetaculares para atacar o espaço e contra golpear
— Julio Gomes, colunista
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