Fazer bem o trabalho, observa a professora Marina Cooley, da Universidade Emory, nem sempre basta para que ele seja percebido. Em conversa recente com um podcast, ela reuniu sete hábitos cotidianos que ajudam profissionais a tornar visíveis suas ambições e conquistas, num tempo em que a atenção alheia é disputada a cada mensagem. Trata-se de conselhos individuais, sem garantias, mas que dizem muito sobre a distância entre o mérito silencioso e o reconhecimento que abre portas.
Visibilidade e carreira: sete atitudes simples que podem abrir portas, segundo especialista da Emory
Acreditamos que fazer um bom trabalho é suficiente, mas não é
Qual é a ideia central de Marina Cooley?
Que competência não basta. É preciso dizer o que você quer e mostrar o que entregou, com resultados concretos, sem virar propaganda pessoal.
Ela apoia isso em algum dado?
Cita uma pesquisa da Catalyst com 3.345 profissionais de alto potencial. Segundo ela, comunicar conquistas teve o maior impacto no avanço salarial das mulheres do estudo.
Vale notar que esse dado vem da fala dela no podcast, não vimos o estudo. E vale só para as mulheres daquela amostra.
E os números das redes sociais?
Um milhão de visualizações no 15º dia numa conta nova, dez milhões de impressões e mais de um milhão de reações no total do exercício com alunos.
Foi um exercício de sala de aula, relatado por ela. A própria matéria diz que não garante resultado igual para qualquer pessoa.
Então são conselhos sem garantia?
São recomendações individuais. O teste dos três segundos no perfil online é simples de fazer, por exemplo.
E não sabemos se funcionam em todo tipo de empresa. O que existe é a opinião de uma especialista.
Le Pouls
- O mérito silencioso corre o risco de passar despercebido, e a dúvida sobre como se apresentar pesa sobre quem quer crescer.
- Uma pesquisa com profissionais de alto potencial mostra que comunicar conquistas foi o fator com maior impacto no avanço salarial das mulheres.
- A saída proposta é falar de ambições em voz alta, relatar resultados nas reuniões e não deixar a visibilidade para a avaliação anual.
- Ainda assim, a reputação digital e o pensamento crítico diante da inteligência artificial tendem a ganhar peso, e o caminho continua aberto, sem promessa de resultado.
Fazer bem o trabalho, observa a professora Marina Cooley, da Universidade Emory, nem sempre basta para que ele seja percebido. Em conversa recente com um podcast, ela reuniu sete hábitos cotidianos que ajudam profissionais a tornar visíveis suas ambições e conquistas, num tempo em que a atenção alheia é disputada a cada mensagem. Trata-se de conselhos individuais, sem garantias, mas que dizem muito sobre a distância entre o mérito silencioso e o reconhecimento que abre portas.
Fazer bem o trabalho é o ponto de partida, mas nem sempre basta para ser reconhecido. Essa é a tese de Marina Cooley, professora de marketing da Escola de Negócios da Universidade Emory, nos Estados Unidos, que reuniu em entrevista ao podcast 'The Mel Robbins Podcast' atitudes cotidianas capazes de ampliar a visibilidade profissional.
O primeiro passo é dizer o que se quer. Muita gente perde oportunidades por silenciar suas ambições, seja por não saber formulá-las, seja por medo de ouvir um não. Cooley chama isso de sonhar em voz alta: manifestar interesse por novas responsabilidades, pedir uma conversa sobre desenvolvimento ou se candidatar a uma vaga. Já mostrar conquistas, sem soar arrogante, exige explicar o que foi feito e que resultados vieram. Uma pesquisa da Catalyst com 3.345 profissionais de alto potencial indicou que essa comunicação teve o maior impacto no avanço salarial das mulheres. "Acreditamos que fazer um bom trabalho é suficiente, mas não é", resumiu.
A visibilidade também se constrói na rotina. Levar ideias às reuniões, preparar-se com antecedência, acompanhar tendências do setor e observar as prioridades da empresa ajudam a ligar entregas às necessidades do negócio. Em um mundo de excesso de mensagens, vale ainda ter uma imagem profissional clara, que deixe evidente suas habilidades e os problemas que você resolve. Um teste simples é pedir que alguém observe seu perfil online por três segundos e diga a impressão que teve.
Por fim, Cooley aponta a reputação digital como ferramenta de longo prazo. Relata que estudantes de sua disciplina, desde 2022, publicam um conteúdo por dia durante 30 dias, com resultados que mostram o alcance possível, mas não garantias. Defende também o pensamento crítico diante da inteligência artificial e a manutenção de um hobby fora do trabalho, para que o reconhecimento não dependa só da carreira. As orientações são individuais e não prometem resultados; o peso da reputação digital e do pensamento crítico tende a crescer com a IA.
Fazer bem o trabalho é o ponto de partida, mas nem sempre basta para ser reconhecido. Essa é a tese central de Marina Cooley, professora de marketing da Escola de Negócios da Universidade Emory, nos Estados Unidos. Em entrevista ao podcast 'The Mel Robbins Podcast', ela reuniu atitudes cotidianas que, segundo diz, ajudam profissionais a ganhar visibilidade, construir reputação e aumentar as chances de alcançar o que desejam.
Segundo Cooley, muita gente deixa passar oportunidades por não saber dizer o que quer ou por temer uma resposta negativa. O primeiro conselho é justamente falar das próprias ambições: manifestar interesse por novas responsabilidades, pedir uma conversa sobre desenvolvimento profissional ou se candidatar a uma vaga. A professora chama isso de sonhar em voz alta. Esperar que colegas e gestores percebam sozinhos o que você pretende é, na leitura dela, uma aposta frágil, e o silêncio também pode deixar oportunidades passarem.
O segundo conselho trata de mostrar conquistas sem soar arrogante. Cooley citou uma pesquisa da organização Catalyst com 3.345 profissionais considerados de alto potencial. De acordo com ela, entre as práticas avaliadas, comunicar as próprias conquistas teve o maior impacto no avanço salarial das mulheres do estudo. "Acreditamos que fazer um bom trabalho é suficiente, mas não é", resumiu. A recomendação não é fazer propaganda pessoal, e sim explicar o que foi feito, que resultados vieram e como o trabalho contribuiu para os objetivos da organização, citando melhorias obtidas ou problemas resolvidos em vez de apenas dizer que participou de um projeto importante.
O terceiro ponto é não reservar essa conversa para a avaliação anual. Ao longo do ano, projetos e soluções merecem chegar aos gestores, e reuniões periódicas servem para isso. Cooley sugere ainda observar as prioridades da empresa, os projetos que recebem atenção e os comportamentos valorizados, para ligar as entregas às necessidades do negócio e ser lembrado pelo impacto, não pelo volume de tarefas.
O quarto conselho é construir uma imagem profissional fácil de reconhecer. Ela relaciona o desafio ao conceito de economia da atenção: as pessoas recebem mensagens demais e disputam o tempo umas das outras. Por isso, vale ter uma mensagem clara sobre habilidades, experiência e problemas que você sabe resolver. Um profissional de finanças pode destacar a análise de custos e a melhoria de processos; alguém de comunicação, a capacidade de aproximar empresas de seus públicos.
O quinto conselho envolve as redes sociais. Cooley contou que, desde 2022, estudantes de sua disciplina de marketing de conteúdo, em grupos, publicam um conteúdo por dia durante 30 dias e acompanham o desempenho. Segundo ela, uma conta nova chegou a um milhão de visualizações no 15º dia, e o conjunto da atividade acumulou dez milhões de impressões e mais de um milhão de reações. Os números mostram o alcance possível, mas não garantem resultado semelhante a qualquer pessoa. A proposta é aprender a comunicar ideias e perder o medo de se expor.
O sexto conselho é de rotina: preparar reuniões com antecedência, chegar mais cedo quando possível, levar uma ou duas ideias e participar das discussões. Em encontros virtuais, ligar a câmera e contribuir com informações relevantes. Acompanhar tendências do setor e o trabalho de outras empresas também ajuda a sugerir algo útil, até nos primeiros dias em um novo emprego.
O sétimo é construir uma reputação que acompanhe a pessoa entre empregos, cargos e áreas. Um teste prático: peça a alguém que olhe seu perfil profissional online por três segundos e diga a impressão que teve. Se a pessoa não identificar sua área, suas habilidades ou os problemas que você resolve, é sinal de que falta clareza. Cooley também defende o pensamento crítico diante da inteligência artificial, que economiza tempo mas não substitui a análise humana, e sugere manter um hobby fora do trabalho para aliviar a pressão de que todo reconhecimento venha da carreira.
As orientações são individuais e não prometem resultados; o peso da reputação digital e do pensamento crítico tende a crescer com a IA.
Citations marquantes
Acreditamos que fazer um bom trabalho é suficiente, mas não é.— Marina Cooley, professora da Escola de Negócios da Emory