Vigilante morre baleado em tiroteio entre PMs e bandidos no Rio Comprido

Um homem morto e pelo menos oito pessoas feridas em confrontos entre policiais e traficantes, incluindo civis atingidos por balas perdidas.
Ele estava bem. Agora o médico disse que ele não resistiu
A viúva de Denis Francisco Paes, vigilante morto após ser baleado durante confronto entre policiais e traficantes.
Mark

Por que um vigilante que estava apenas voltando do trabalho acabou morrendo em um confronto entre polícia e tráfico?

Mimi

Ele estava no lugar errado na hora errada. A Rua Barrão de Petrópolis virou uma zona de fogo cruzado entre policiais e bandidos. Denis não tinha nada a ver com isso, mas levou um tiro na perna que perfurou seu cóccix. Os ferimentos foram fatais.

Luke

A gente sabe mesmo que foi bala perdida? Ou ele estava realmente envolvido e a família está protegendo a memória dele?

Mimi

A família insiste que ele era vigilante voltando do trabalho. Testemunhas confirmam isso. Não há indicação de que ele tivesse ligação com o tráfico.

Mark

E essa mulher, Bruna, que levou um tiro no pescoço?

Mimi

Ela estava em uma van a caminho da casa da filha para comemorar o aniversário da neta. A bala entrou pela lataria e acertou seu pescoço. Ficou alojada lá. Segundo a família, ela perdeu os movimentos dos membros.

Luke

A Secretaria de Saúde não confirmou a paralisia. Isso é importante notar — estamos ouvindo a versão da família, não uma confirmação médica oficial.

Mimi

Verdade. Mas ela está internada, consciente, com uma bala no pescoço. Seja qual for o grau exato da lesão, é grave.

Mark

Quantas pessoas morreram no total?

Mimi

Pelo menos três. Denis, e dois suspeitos apontados como traficantes — um deles era chefe do tráfico no Morro dos Prazeres.

Luke

"Apontados" é a palavra certa. A PM diz que eram traficantes, mas um deles nem foi identificado.

Mark

E isso tudo aconteceu em uma única manhã?

Mimi

Sim. Três confrontos diferentes na cidade. Rio Comprido, Morro do Juramento, Morro da Mangueira. Oito feridos adicionais nos outros dois locais.

  • Denis Francisco Paes, 46 anos, vigilante, morreu no Hospital Souza Aguiar após ser baleado na perna durante confronto na Rua Barrão de Petrópolis
  • Bruna Barros Viana, 39 anos, operadora de caixa, levou tiro no pescoço dentro de van e perdeu movimentos dos membros, segundo relatos familiares
  • Confronto deixou seis feridos no Rio Comprido; dois suspeitos também morreram, incluindo Marcelo da Silva Guilherme, apontado como chefe do tráfico
  • Manhã de terça-feira teve três confrontos na cidade: Rio Comprido, Morro do Juramento (sete feridos) e Morro da Mangueira (um policial baleado)

Vigilante Denis Paes foi atingido na perna durante confronto na Rua Barrão de Petrópolis e não resistiu aos ferimentos no Hospital Souza Aguiar. Operadora de caixa Bruna Barros Viana, 39 anos, levou tiro no pescoço dentro de van e perdeu movimentos dos membros, segundo relatos familiares.

Denis Francisco Paes, 46 anos, morreu após ser baleado na perna durante tiroteio entre policiais e bandidos no Rio Comprido. O confronto deixou ainda seis feridos, incluindo uma mulher com bala alojada no pescoço.

Denis Francisco Paes tinha 46 anos e trabalhava como vigilante. Na madrugada de terça-feira, ele voltava do trabalho pela Rua Barrão de Petrópolis, no Rio Comprido, quando uma troca de tiros entre policiais militares e traficantes o atingiu na perna. Ele chegou ao Hospital Souza Aguiar ainda caminhando, dizendo aos médicos que era vigilante e não tinha envolvimento com o confronto. Poucas horas depois, não resistiu aos ferimentos. A bala havia perfurado seu cóccix. Sua viúva, Carla, recebeu a notícia da morte às 6 da manhã. "Ele estava bem. Agora o médico disse que ele não resistiu aos ferimentos e morreu", lamentou, ainda em choque. Denis morava com a família no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa.

O mesmo tiroteio que matou Denis deixou outras seis pessoas feridas. Entre elas estava Bruna Barros Viana, uma operadora de caixa de 39 anos que morava no Catete. Bruna estava dentro de uma van na noite de segunda-feira, a caminho da casa da filha no Rio Comprido. Ela planejava dormir lá para comemorar o aniversário de dois anos da neta na terça. A bala entrou pela lataria do veículo e acertou seu pescoço, ficando alojada. Dentro da van havia pelo menos outras três pessoas que não se feriram.

A filha de Bruna estranhou a demora da mãe para chegar e ligou para seu celular. Alguém atendeu informando que ela estava no hospital. Segundo relatos de seus familiares, Bruna permanecia consciente, mas havia perdido os movimentos dos membros superiores e inferiores após o disparo. A Secretaria Municipal de Saúde não confirmou essa informação. Uma de suas irmãs descreveu a situação com precisão: "A bala pegou na região do pescoço e ela está sem movimentos".

A Polícia Militar identificou dois dos suspeitos mortos no confronto. Um deles era Marcelo da Silva Guilherme, conhecido como Marcelinho dos Prazeres, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres. O outro suspeito morto não foi identificado. Dois outros feridos foram nomeados: Aucemir Joaquim Santana, de 30 anos, e Thiago F. Silva, de 32. Testemunhas confirmaram que Denis era vigilante e estava simplesmente voltando do trabalho quando foi atingido.

O confronto no Rio Comprido foi parte de uma manhã particularmente violenta na cidade. Quase simultaneamente, outros dois confrontos ocorreram na Zona Norte. No Morro do Juramento, sete pessoas foram baleadas durante um tiroteio com policiais militares. De acordo com a corporação, tudo começou quando bandidos em uma passarela na Avenida Pastor Martin Luther King Júnior abriram fogo contra as equipes. Os feridos foram levados ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. No Morro da Mangueira, um policial militar foi baleado no braço esquerdo durante o que a PM descreveu como um ataque de criminosos a uma base da UPP, ocorrido durante a troca de turno das equipes. Esse policial foi levado ao Hospital Souza Aguiar e passa bem. No total, oito pessoas ficaram feridas nesses dois confrontos adicionais, somando-se aos seis feridos no Rio Comprido.

Ele chegou andando ao hospital. Falou que era vigilante e que não tinha nada com a história. Meu marido está morto. Os médicos disseram que a bala acertou uma das pernas e perfurou o cóccix
— Carla, viúva de Denis Francisco Paes
A bala pegou na região do pescoço e ela está sem movimentos
— Irmã de Bruna Barros Viana
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