Um medicamento com décadas de história farmacológica revela uma dimensão inesperada: pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência descobriram que o sildenafil, princípio ativo do Viagra, pode interferir na capacidade das células cancerígenas de migrar pelo organismo, bloqueando o transporte de colesterol essencial à sua mobilidade. O achado, que associa o uso frequente do fármaco a maiores taxas de sobrevida em uma análise de mais de quarenta mil pacientes, não encerra a questão — ele a abre, apontando para ensaios clínicos que ainda precisam transformar promessa em certeza.