UMinho apresenta projetos que captaram 50 milhões de euros em financiamento

Transformar investigação em soluções com impacto económico e social
A universidade descreve o objetivo central do evento de apresentação de projetos e inovação.
Mark

Porque é que uma universidade investe tempo em mostrar o que faz? Não seria mais direto vender os projetos às empresas?

Mimi

Porque há um fosso entre o que se descobre e o que se aplica. Muitas empresas não sabem que certas soluções existem. Muitos investigadores não sabem o que as empresas precisam. Este evento tenta fechar esse fosso.

Mark

Mas 50 milhões de euros em financiamento — isso é muito ou pouco para uma universidade?

Mimi

É significativo. Mostra que há confiança externa no trabalho feito. Mas o número que importa é o que vem depois: quantos destes projetos vão gerar empresas, empregos, produtos que as pessoas usam.

Mark

Porque é que o último dia é dedicado a visitas a empresas e não a mais apresentações?

Mimi

Porque ver é diferente de ouvir. Um nano-satélite numa sala é uma coisa. Ver como uma empresa usa tecnologia de IA para melhorar a produção é outra. É a diferença entre conhecer e compreender.

Mark

Uma mistura betuminosa feita com resíduos de solas de sapatos — isso é inovação ou é reciclagem?

Mimi

É ambas. Inovação não é sempre algo completamente novo. Muitas vezes é ver um resíduo e pensar: e se isto pudesse ser útil? É criatividade aplicada a um problema real.

Mark

Qual é o risco de um evento assim?

Mimi

Que fique apenas no espetáculo. Que as pessoas vejam os protótipos, achem interessante, e depois nada mude. O verdadeiro sucesso é medido nos meses seguintes — quantas colaborações começam, quantos projetos ganham financiamento novo.

  • A UMinho reúne três dias de ciência aberta para demonstrar que investigação académica pode gerar impacto económico real e mensurável.
  • Cinquenta milhões de euros em financiamento captado e mais de 50 protótipos em exposição criam uma pressão saudável sobre a universidade para provar o seu valor além das salas de aula.
  • Conferências sobre empreendedorismo, propriedade intelectual e relações universidade-empresa tentam resolver o fosso histórico entre quem faz ciência e quem a quer aplicar.
  • O terceiro dia abandona o campus e leva os visitantes diretamente a empresas, em três roteiros temáticos que tornam a colaboração academia-indústria algo concreto e visitável.
  • A participação é gratuita mas exige inscrição, sinalizando uma abertura calculada — a universidade quer público comprometido, não apenas curioso.

No final de setembro, a Universidade do Minho abre o seu campus de Gualtar ao mundo exterior, revelando décadas de trabalho silencioso que se traduziram em 50 milhões de euros captados e mais de 50 protótipos prontos a mostrar o que a ciência pode fazer pela vida das pessoas. O evento é, no fundo, uma pergunta lançada à sociedade: como queremos que o conhecimento circule entre quem o produz e quem dele precisa? A resposta está nos veículos elétricos, nos nano-satélites, nas misturas betuminosas feitas de solas de sapatos — e nas conversas que ainda estão por acontecer entre investigadores, empresas e cidadãos.

Entre 22 e 24 de setembro, a Universidade do Minho transforma o campus de Gualtar numa montra de tudo o que a investigação científica pode produzir quando encontra financiamento e propósito. O evento — UMinho Research & Innovation Open Days — nasce de um número impressionante: 50 milhões de euros captados através de projetos que vão da descarbonização à exploração espacial, passando pela saúde digital e pela mobilidade elétrica.

O coração da iniciativa é a Mostra Tecnológica, onde mais de 50 protótipos ganham forma visível. Entre eles estão o BEN, um veículo elétrico concebido para o futuro da mobilidade, um Citroën Ami equipado com tecnologias inteligentes, nano-satélites desenvolvidos internamente, sistemas de Inteligência Artificial para deteção de defeitos industriais, e até uma mistura betuminosa fabricada com resíduos de solas de sapatos — prova de que a inovação pode surgir dos lugares mais inesperados.

O programa não se limita às máquinas. Conferências sobre empreendedorismo académico, valorização do conhecimento e propriedade intelectual colocam em debate o papel da universidade como ponte entre a academia e o tecido empresarial. A instituição não quer apenas mostrar o que sabe fazer — quer discutir como esse saber chega a quem dele precisa.

No último dia, os visitantes saem do campus em três roteiros temáticos — saúde, inovação digital e engenharia — para ver de perto projetos já a gerar impacto real na indústria. É uma declaração de intenções: a investigação não termina no laboratório. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

No fim de setembro, a Universidade do Minho abre as portas para mostrar o que conseguiu fazer com investigação e inovação. Entre 22 e 24 de setembro, no campus de Gualtar, a instituição apresenta projetos que já captaram 50 milhões de euros em financiamento — uma cifra que resume anos de trabalho em laboratórios e centros de investigação espalhados pela universidade.

O evento chama-se UMinho Research & Innovation Open Days, e não é apenas uma mostra de prototipagem. A universidade participa em mais de 20 agendas mobilizadoras, aquelas iniciativas que tentam resolver problemas reais — desde a descarbonização até à mobilidade elétrica, passando pela bioeconomia, armazenamento de energia, saúde digital e até exploração espacial. Tudo isto será visível na Mostra Tecnológica, o coração da iniciativa, onde o conhecimento académico ganha forma em tecnologias e aplicações com impacto económico e social.

Os visitantes vão poder ver coisas concretas. Há o BEN, um veículo elétrico pensado para a mobilidade do futuro. Há um Citroën Ami equipado com tecnologias de mobilidade inteligente. Há nano-satélites desenvolvidos na própria universidade. Há sistemas de Inteligência Artificial que detetam automaticamente defeitos em linhas de produção. Há tecnologias para cirurgia e reabilitação remota. E há uma mistura betuminosa feita com resíduos de solas de sapatos — um exemplo de como a inovação pode vir de lugares inesperados. No total, mais de 50 protótipos em exposição, cada um representando uma área diferente: saúde, sustentabilidade, indústria, energia, defesa, mobilidade, transformação digital.

Mas o evento não é só para ver máquinas e protótipos. O programa inclui conferências dedicadas à investigação fundamental, às carreiras científicas, ao empreendedorismo académico, à valorização do conhecimento, à propriedade intelectual e às relações entre universidade e empresas. Estas conversas importam porque mostram como a universidade pensa sobre o seu próprio papel — não apenas como produtora de conhecimento, mas como ponte entre a academia e o mundo empresarial.

O terceiro dia é dedicado a algo diferente: visitas a empresas. Há três roteiros temáticos — um na área da saúde, outro em inovação digital, outro em engenharia. Os visitantes saem do campus e veem de perto projetos que já estão a gerar impacto real na indústria e na sociedade. É uma forma de mostrar que o caminho da investigação até à aplicação prática é possível, e que há oportunidades de colaboração entre quem faz ciência e quem a quer usar.

A universidade descreve o evento como mais do que um encontro científico — é uma montra da capacidade de transformar investigação em soluções com impacto económico e social. Aproxima investigadores, empresas, investidores, decisores políticos e cidadãos. Mostra como a ciência responde aos desafios do território. Reforça a ligação entre a academia e o tecido empresarial. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Os UMinho Research & Innovation Open Days afirmam-se como uma montra da capacidade da Universidade do Minho para transformar investigação em soluções com impacto económico e social
— Universidade do Minho
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