Quem depende de bengala, cadeira de rodas ou da audição e da visão para encontrar um carro conhece bem o esforço de antecipar, por mensagem, como será reconhecido na calçada. Agora a Uber transforma esse costume em configuração permanente, com as Preferências de Partida, anunciadas nesta quarta-feira, 21 de outubro. É um gesto pequeno, mas que revela uma verdade antiga: a mobilidade só é plena quando o encontro com o outro deixa de depender de improviso. Resta ver, com o tempo e a liberação gradual pelo Brasil, se a promessa se transforma em rotina nas ruas.
Uber lança Preferências de Partida para facilitar embarque de idosos e pessoas com deficiência
Transformar a mensagem repetida ao motorista em configuração fixa
Qual é a ideia central das Preferências de Partida?
Tirar do improviso algo que muita gente já fazia: avisar o motorista, por mensagem, como ser encontrado. Agora isso fica configurado no perfil.
Que opções existem?
Para a chegada: chamar pelo nome, contatar pelo app, piscar as luzes ou buzinar. Para identificação: óculos escuros ou bengala branca, bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas.
Isso já está disponível para todo mundo?
Não. A Uber diz que chegará gradualmente a todo o Brasil, sem informar um calendário.
E onde se ativa?
Em Conta, Configurações, Acessibilidade e Preferências de Partida.
Há algum dado sobre o efeito real? Menos cancelamentos, embarques mais rápidos?
Nenhum no material. Só há o anúncio e a declaração da executiva Araceli Almeida sobre uma experiência mais personalizada.
E se o motorista ignorar a preferência?
A reportagem não diz. Para cão-guia há um alerta legal ao motorista que tenta cancelar, mas nada equivalente é descrito aqui para esta função.
Então o que dá para afirmar hoje?
Que a ferramenta existe e como funciona. Se melhora o embarque dependerá da implantação e da adesão dos motoristas.
Il Polso
- A cena que motiva a novidade é o desgaste cotidiano de passageiros que precisam mandar mensagens longas para não se perder do motorista na chegada.
- A Uber oferece agora escolhas fixas: ser chamado pelo nome, receber um aviso pelo app, ver faróis piscarem ou ouvir uma buzina.
- Para o reconhecimento no embarque, o usuário informa se usa óculos escuros, bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas.
- A ativação está em Conta, Configurações e Acessibilidade, mas a liberação ocorre aos poucos, e nem todos terão acesso imediato.
- O desfecho ainda está em aberto, pois depende de a ferramenta chegar a todos os usuários e de os motoristas de fato seguirem as preferências registradas.
Quem depende de bengala, cadeira de rodas ou da audição e da visão para encontrar um carro conhece bem o esforço de antecipar, por mensagem, como será reconhecido na calçada. Agora a Uber transforma esse costume em configuração permanente, com as Preferências de Partida, anunciadas nesta quarta-feira, 21 de outubro. É um gesto pequeno, mas que revela uma verdade antiga: a mobilidade só é plena quando o encontro com o outro deixa de depender de improviso. Resta ver, com o tempo e a liberação gradual pelo Brasil, se a promessa se transforma em rotina nas ruas.
Quem pede um carro por aplicativo com dificuldade para andar, enxergar ou ouvir costuma repetir o mesmo ritual: escrever ao motorista explicando como será encontrado. A Uber decidiu transformar esse hábito em configuração fixa, e anunciou nesta quarta-feira, 21 de outubro, as Preferências de Partida, voltadas a idosos e pessoas com deficiência.
A ferramenta permite definir de antemão como o passageiro quer ser avisado da chegada e como o motorista pode identificá-lo. Entre as opções estão ser chamado pelo nome, receber contato pelo aplicativo, ver os faróis piscarem ou ouvir uma buzina. Para o reconhecimento, o passageiro pode indicar o uso de óculos escuros, bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas. Para ativar, basta seguir o caminho Conta, Configurações, Acessibilidade. A novidade chega gradualmente ao Brasil, então nem todos terão acesso imediato.
A executiva Araceli Almeida, chefe de Operações de Segurança da Uber no Brasil, afirmou que a empresa busca compreender os desafios diários de passageiros com deficiência e idosos. A função se soma a recursos já existentes, como a indicação de deficiência visual ou auditiva, o registro de cão-guia e o Uber Sênior, com textos maiores e compatibilidade com leitores de tela.
O que vem a seguir é a chegada progressiva da ferramenta e, depois, a verificação de que os motoristas realmente seguirão as preferências registradas.
Quem pede um carro por aplicativo e tem dificuldade para andar, enxergar ou ouvir costuma repetir o mesmo ritual: mandar uma mensagem ao motorista explicando como será encontrado. Foi esse hábito que a Uber decidiu transformar em configuração fixa. A empresa anunciou nesta quarta-feira, 21 de outubro, as Preferências de Partida, ferramenta voltada a idosos e pessoas com deficiência.
O recurso permite que o passageiro defina de antemão duas coisas: como quer ser avisado da chegada do veículo e como o motorista pode identificá-lo no ponto de embarque. Segundo a Uber, a ferramenta reúne orientações que os usuários já costumam enviar por mensagem, como pedir que o motorista pisque os faróis, buzine ou entre em contato pelo aplicativo.
Para a sinalização da chegada, há quatro opções: chamar o passageiro pelo nome, contatá-lo pelo app, piscar as luzes do carro ou buzinar. Para a identificação, o passageiro pode indicar que usa óculos escuros e/ou bengala branca, bengala comum, muletas, andador ou cadeira de rodas.
Para ativar, o usuário deve seguir o caminho Conta > Configurações > Acessibilidade > Preferências de Partida e marcar as opções desejadas. A novidade chega de forma gradual a todo o Brasil, ou seja, nem todos terão acesso imediato.
Araceli Almeida, chefe de Operações de Segurança da Uber no Brasil, afirmou que a empresa compreende os desafios únicos enfrentados diariamente por passageiros com deficiência e idosos, e que por isso segue criando funcionalidades para oferecer uma experiência melhor e mais personalizada.
A nova função se soma a outros recursos de acessibilidade já existentes. A indicação de deficiência permite informar se o usuário tem deficiência visual ou auditiva, dado que pode ser exibido ao motorista. Quem usa cão-guia pode registrar isso no app; se o motorista tentar cancelar a viagem, aparece um alerta sobre as obrigações da Lei Federal nº 11.126.
Há ainda o Uber Sênior, com textos e ícones maiores e menos telas para pedir corridas; nele, o organizador do perfil familiar pode solicitar viagens, gerenciar pagamentos e acompanhar trajetos. O aplicativo é compatível com os leitores de tela TalkBack, no Android, e VoiceOver, no iOS, e informa por texto dados como a cor do veículo e a distância até o carro.
Passageiros com deficiência que precisam de mais tempo para embarcar podem pedir reembolso ou isenção da taxa de espera. A empresa mantém canais de suporte para questões de acessibilidade e, em parceria com o Me Too Brasil, um canal de apoio psicológico, e afirma não tolerar discriminação durante as viagens.
O que se verá a seguir é a liberação progressiva da ferramenta pelo país e, depois, se os motoristas de fato seguirão as preferências registradas.
Citazioni salienti
A Uber compreende os desafios únicos de passageiros com deficiência e idosos e continuará criando funcionalidades para uma experiência mais personalizada.— Araceli Almeida, chefe de Operações de Segurança da Uber no Brasil