Em um país onde o acesso à informação ainda é profundamente desigual, a televisão aberta permanece como o grande ponto de encontro do eleitorado brasileiro. Uma pesquisa BTG/Nexus, realizada em agosto de 2026, revela que 65% dos brasileiros pretendem se informar sobre a disputa presidencial pela TV — um dado que fala menos sobre nostalgia tecnológica e mais sobre as estruturas reais de acesso e confiança que moldam a democracia no Brasil. A persistência desse meio, especialmente entre os mais pobres e nas regiões menos conectadas, lembra que o debate sobre o futuro da informação política não p
TV aberta segue como principal meio para acompanhar eleição de 2026, aponta BTG/Nexus
A TV aberta mantém força na formação de opinião eleitoral
Por que a televisão aberta mantém essa força tão grande, especialmente entre pessoas de menor renda?
A TV aberta é gratuita e não exige conexão à internet. Para quem ganha pouco, é a forma mais acessível de se informar sobre política. Não há custo de assinatura, não há necessidade de aparelho sofisticado.
E por que o Nordeste se destaca tanto?
É uma combinação de fatores. A região tem menor penetração de internet de qualidade, menor acesso a assinaturas de TV por cabo, e a TV aberta historicamente foi o principal meio de comunicação de massa. Essas estruturas não mudam da noite para o dia.
A educação parece fazer diferença. Pessoas com ensino superior usam menos a TV aberta. Por quê?
Quem tem educação superior geralmente tem renda maior, acesso melhor à internet, e consome informação de múltiplas fontes — redes sociais, jornais digitais, podcasts. A TV aberta é vista como menos sofisticada ou menos diversificada.
Isso significa que a TV aberta está perdendo relevância?
Não exatamente. Ela continua alcançando dois terços do eleitorado. O que muda é quem depende dela. A TV aberta é cada vez mais o meio dos pobres, dos idosos, dos menos escolarizados. Isso não a torna irrelevante — torna-a ainda mais importante para campanhas que querem alcançar essas populações.
E as mulheres? Por que 67% delas pretendem usar TV aberta?
Mulheres tendem a ser maioria entre idosos e entre pessoas de menor renda — dois grupos que já mostramos usar mais TV. Mas também há um padrão de consumo diferente: mulheres historicamente assistem mais TV aberta que homens, independentemente de classe social.
O que isso significa para a campanha de 2026?
Significa que nenhum candidato pode ignorar a TV aberta. Ela ainda é o principal canal para alcançar a maioria dos eleitores. As redes sociais importam, mas não substituem a TV — pelo menos não ainda.
O Pulso
- Enquanto o debate público se concentra no poder das redes sociais, dois em cada três brasileiros planejam usar a televisão aberta para acompanhar as eleições de 2026 — um sinal de que a disrupção digital ainda não chegou a todos.
- A dependência da TV é mais intensa justamente entre os grupos com menor renda: sete em cada dez brasileiros que ganham até dois salários mínimos e 72% dos desempregados recorrerão ao veículo tradicional.
- O Nordeste concentra a maior adesão regional, com 70% dos entrevistados afirmando que acompanharão o pleito pela TV, expondo a desigualdade de infraestrutura digital que ainda divide o país.
- Grupos como mulheres, católicos, maiores de 60 anos e pessoas com ensino fundamental também superam a média nacional, revelando um mapa demográfico claro de quem ainda depende da tela aberta para se informar.
- Para especialistas, os números confirmam que a TV mantém papel central na formação da opinião eleitoral — e que estratégias de campanha que ignorarem esse canal correm o risco de não alcançar parcelas decisivas do eleitorado.
Em um país onde o acesso à informação ainda é profundamente desigual, a televisão aberta permanece como o grande ponto de encontro do eleitorado brasileiro. Uma pesquisa BTG/Nexus, realizada em agosto de 2026, revela que 65% dos brasileiros pretendem se informar sobre a disputa presidencial pela TV — um dado que fala menos sobre nostalgia tecnológica e mais sobre as estruturas reais de acesso e confiança que moldam a democracia no Brasil. A persistência desse meio, especialmente entre os mais pobres e nas regiões menos conectadas, lembra que o debate sobre o futuro da informação política não pode ignorar o presente de milhões.
A televisão aberta chega ao ciclo eleitoral de 2026 com uma vitalidade que surpreende quem acompanha a expansão digital no Brasil. Pesquisa BTG/Nexus, realizada entre 14 e 16 de agosto com mais de dois mil entrevistados, mostra que 65% dos brasileiros pretendem usar a TV para se informar sobre a disputa presidencial — enquanto apenas 34% disseram que não recorrerão ao veículo.
O dado ganha peso quando desagregado por renda. Entre quem ganha até dois salários mínimos, sete em cada dez planejam acompanhar a campanha pela TV. O mesmo percentual aparece entre os que vivem com até um salário mínimo, e o índice sobe para 72% entre desempregados e pessoas fora do mercado de trabalho. A televisão aberta, nesse retrato, é menos uma escolha e mais uma realidade estrutural.
Geograficamente, o Nordeste lidera: 70% dos entrevistados da região disseram que usarão a TV, com apenas 29% descartando o meio. Outros grupos também superam a média nacional — mulheres, católicos, maiores de 60 anos e pessoas com ensino fundamental registram entre 67% e 68% de intenção de uso. No polo oposto, praticantes de outras religiões, universitários e trabalhadores formais apresentam os menores índices, ainda assim acima de 56%.
Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os números confirmam que a TV aberta segue como canal de alcance massivo e confiável para grande parte do eleitorado, mesmo diante da fragmentação digital. A pesquisa, com margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%, sugere que compreender o Brasil eleitoral ainda exige olhar para a tela que ilumina a maioria das salas do país.
A televisão aberta segue como o principal instrumento através do qual os brasileiros planejam se informar sobre a disputa presidencial de 2026. Uma pesquisa realizada pela BTG/Nexus revelou que 65% dos entrevistados pretendem usar a TV para acompanhar a campanha. Um terço dos respondentes — 34% — disse que não usará esse meio, enquanto 1% não conseguiu responder.
O padrão de consumo não é uniforme no país. Entre os brasileiros com menor poder aquisitivo, a dependência da televisão aberta é ainda mais pronunciada. Sete em cada dez pessoas que ganham entre um e dois salários mínimos pretendem usar a TV para se informar sobre as eleições. O mesmo percentual aparece entre aqueles cuja renda não ultrapassa um salário mínimo. Entre desempregados e pessoas fora da força de trabalho, o índice chega a 72%.
Geograficamente, o Nordeste se destaca como a região onde a televisão aberta mantém maior penetração. Sete em cada dez nordestinos entrevistados disseram que acompanharão o pleito pela TV, enquanto apenas 29% afirmaram que não usarão esse veículo. Essa concentração regional reflete padrões mais amplos de acesso à informação e infraestrutura digital no país.
Outros grupos demográficos também apresentam índices acima da média nacional. Pessoas com ensino fundamental completo, católicos, maiores de 60 anos e mulheres todos mostram taxas de 67% a 68% de intenção de usar a TV aberta. Em contraste, os menores percentuais aparecem entre praticantes de outras religiões (56%), pessoas com educação superior (60%), trabalhadores com carteira assinada (60%) e aqueles cuja renda situa-se entre dois e cinco salários mínimos (61%).
Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os números indicam que a televisão aberta continua exercendo influência significativa na formação da opinião eleitoral dos brasileiros, mesmo diante da expansão das redes sociais e da crescente fragmentação do consumo de informação na internet. O achado sugere que, apesar das transformações tecnológicas dos últimos anos, a TV tradicional permanece como um canal de alcance massivo e confiável para grande parte do eleitorado.
A pesquisa foi conduzida por telefone entre 14 e 16 de agosto, com 2.003 pessoas entrevistadas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Citações Notáveis
A televisão aberta mantém forte presença na formação de opinião eleitoral, apesar do crescimento das redes sociais e da fragmentação do consumo de informação na internet— Marcelo Tokarski, CEO da Nexus