Trump considera demitir embaixadora dos EUA na Grécia por conduta imprópria

Não estamos felizes com a conduta relatada
Trump responde a repórteres sobre a embaixadora Kimberly Guilfoyle na Casa Branca.
Mark

Por que Trump está considerando demitir a embaixadora agora, se ela já estava em Atenas há algum tempo?

Mimi

Os relatos do Wall Street Journal saíram no final do mês anterior, e isso parece ter desencadeado a reação. Trump e Rubio só ficaram sabendo dos detalhes através da imprensa.

Luke

Mas espera — Trump disse que está "considerando", não que vai demitir. E a AP citou um "alto funcionário", não Trump diretamente. Quanto dessa urgência é real e quanto é posicionamento?

Mimi

Justo. O que sabemos é que Trump disse estar analisando, e que segundo a AP eles devem decidir "esta semana". Mas "provavelmente" é a palavra-chave — não é uma garantia.

Mark

E quanto às acusações específicas? Ameaças, presentes impróprios, oferecer influência em troca de dinheiro — isso soa grave.

Mimi

O Wall Street Journal reportou isso, sim. Mas Guilfoyle nega tudo. Seus advogados dizem que o dinheiro era pagamento por trabalho anterior e que as viagens seguiram regulamentações.

Luke

Aqui está o problema: não temos a versão completa de nenhum dos lados. O WSJ não publicou as acusações completas que vimos aqui. Os advogados negam, mas não vimos evidências de nenhum lado.

Mark

Então ainda é uma questão em aberto?

Mimi

Completamente. A decisão de Trump esta semana vai depender do que ele e Rubio descobrirem quando investigarem mais a fundo.

Luke

E vale notar: Trump não disse que ela fez algo errado. Ele disse que não estão felizes. Isso é diferente de uma conclusão sobre culpa.

  • Trump admitiu publicamente estar 'não feliz' com Guilfoyle, rompendo o silêncio e expondo uma crise interna que a Casa Branca já não consegue conter.
  • As acusações são graves: ameaças a funcionário grego, presentes impróprios e oferta de influência política em troca do pagamento de dívida pessoal em cartão de crédito.
  • Tanto Trump quanto o secretário Marco Rubio estariam 'extremamente irritados', e uma decisão sobre o futuro da embaixadora foi sinalizada para aquela mesma semana.
  • A defesa de Guilfoyle tenta reencuadrar o escândalo — o dinheiro buscado seria pagamento por palestras anteriores à nomeação, e as viagens em jatos privados teriam seguido orientações do Departamento de Estado.
  • O caso expõe a fragilidade dos padrões de conduta diplomática dentro de uma administração que frequentemente nomeia aliados políticos para postos no exterior.

No cruzamento entre lealdade pessoal e responsabilidade institucional, Donald Trump sinalizou que pode destituir Kimberly Guilfoyle do posto de embaixadora dos EUA na Grécia, após denúncias de condutas que mesclam o privado e o público de maneiras potencialmente ilícitas. O episódio revela como a confiança, moeda rara na diplomacia, pode se desgastar rapidamente quando o comportamento de um representante coloca em xeque a credibilidade do próprio governo que o nomeou. A decisão, anunciada como iminente, ecoa uma tensão antiga entre fidelidade política e exigência de decoro no exercício do poder.

Donald Trump declarou na segunda-feira estar avaliando a demissão de Kimberly Guilfoyle, embaixadora dos EUA na Grécia, após uma série de denúncias sobre sua conduta em Atenas. "Não estamos felizes", disse o presidente a repórteres na Casa Branca. A declaração veio um dia depois de a Associated Press informar, com base em alto funcionário americano, que Trump e o secretário de Estado Marco Rubio estavam "extremamente irritados" e prontos para decidir sobre o futuro da embaixadora ainda naquela semana.

As acusações foram detalhadas pelo Wall Street Journal em reportagens publicadas no final do mês anterior. Segundo o jornal, Guilfoyle teria ameaçado um funcionário do governo grego, aceitado presentes e serviços impróprios, e oferecido sua influência dentro da administração Trump em troca do pagamento de uma grande fatura de cartão de crédito — condutas que apontam tanto para impropriedade quanto para possíveis violações legais.

A defesa de Guilfoyle, representada pelos advogados David Schwartz e Jesse Binnall, negou qualquer irregularidade. Segundo eles, o dinheiro buscado de um doador ligado a Trump era pagamento por aparições públicas e palestras realizadas antes da nomeação como embaixadora. Quanto às viagens em aviões particulares, os advogados afirmaram que Guilfoyle consultou o Departamento de Estado antes de cada voo e seguiu rigorosamente os regulamentos vigentes.

O episódio lança luz sobre as tensões internas da administração em torno de padrões de conduta diplomática. A rapidez com que Trump e Rubio sinalizaram irritação indicava que o caso era tratado como urgente nos círculos da Casa Branca, tornando a semana seguinte decisiva para o destino da embaixadora.

Donald Trump anunciou na segunda-feira que está avaliando a demissão de Kimberly Guilfoyle, embaixadora dos EUA na Grécia, após uma série de denúncias sobre sua conduta durante o mandato em Atenas. "Bem, estamos analisando isso", disse o presidente a repórteres na Casa Branca, acrescentando: "Não estamos felizes." A declaração veio um dia depois que a Associated Press, citando um alto funcionário americano, informou que Trump e o secretário de Estado Marco Rubio estão "extremamente irritados" com os relatos sobre Guilfoyle e que provavelmente tomarão uma decisão sobre seu futuro ainda naquela semana.

O Wall Street Journal havia publicado uma série de reportagens no final do mês anterior detalhando as alegações contra a embaixadora. Segundo o jornal, Guilfoyle teria feito ameaças a um funcionário do governo grego, aceitado presentes e serviços impróprios, e oferecido usar sua influência dentro da administração Trump em troca do pagamento de uma grande fatura de cartão de crédito. As acusações sugerem tanto condutas impróprias quanto possíveis violações legais durante seu tempo representando os EUA no país europeu.

Guilfoyle não respondeu diretamente aos relatos, mas seus advogados, David Schwartz e Jesse Binnall, emitiram uma declaração no final de domingo negando qualquer irregularidade. Segundo a defesa, o dinheiro que ela buscava de um doador ligado a Trump era na verdade pagamento por serviços prestados antes de sua nomeação como embaixadora — especificamente aparições públicas e palestras que não haviam sido remuneradas na época. Os advogados também rejeitaram as acusações relacionadas a viagens em aviões particulares, argumentando que Guilfoyle havia buscado orientação do Departamento de Estado antes de cada voo e seguido rigorosamente os regulamentos de viagem estabelecidos pelo órgão.

O caso coloca em evidência as tensões dentro da administração Trump sobre padrões de conduta diplomática e conformidade com regulamentações federais. A rapidez com que Trump e Rubio sinalizaram irritação, e a indicação de uma decisão iminente sobre o futuro de Guilfoyle, sugerem que a questão é tratada como prioritária nos círculos de poder da Casa Branca. Enquanto isso, a defesa de Guilfoyle tenta recontextualizar as acusações como mal-entendidos sobre compensação por trabalho anterior e conformidade com procedimentos oficiais. A semana seguinte ao anúncio de Trump seria decisiva para determinar se a embaixadora permaneceria em seu cargo ou seria removida.

Bem, estamos analisando isso. Não estamos felizes.
— Donald Trump, presidente dos EUA
O dinheiro que ela estava buscando era pagamento por serviços — aparições públicas e palestras que antecederam sua nomeação como embaixadora — que não haviam sido pagos.
— Advogados de Kimberly Guilfoyle, David Schwartz e Jesse Binnall
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei Folha De Pernambuco ↗
Kontakt FAQ