Tramontina faz queima de estoque com 150 mil produtos e itens a partir de R$ 5

Separar melhor os mercados atendidos para cada público
A Tramontina explica a lógica por trás da criação de submarcas para diferentes segmentos de clientes.
Mark

Por que a Tramontina decidiu fazer essa queima de estoque agora, em outubro, e não em dezembro como é tradicional?

Mimi

A empresa está em pleno processo de reorganização de seu portfólio. Ao criar submarcas para públicos diferentes, ela precisa limpar o estoque atual para fazer espaço para os novos produtos e identidades visuais que virão nos próximos anos.

Luke

Mas o comunicado não explica se há excesso de estoque ou se é apenas uma estratégia de lançamento. Sabemos que há 150 mil produtos, mas não sabemos se isso representa um problema de demanda ou simplesmente um planejamento de transição.

Mark

Os descontos são realmente significativos — 50% em alguns casos. Isso não sugere que a empresa está com dificuldades?

Mimi

Não necessariamente. Para uma empresa do tamanho da Tramontina, uma queima de estoque bem planejada é uma forma de gerar caixa e criar momentum de vendas enquanto reorganiza a marca. Os descontos atraem clientes e limpam o catálogo antigo.

Luke

Verdade, mas também não temos informações sobre a saúde financeira da empresa ou se houve queda de vendas. O comunicado é otimista sobre a reorganização, mas não fornece contexto sobre por que ela foi necessária agora.

Mark

A divisão em submarcas parece bem pensada — Primia para gastronomia, Althea para design exclusivo, Master para profissionais autônomos. Faz sentido?

Mimi

Faz muito sentido. A Tramontina vendia panelas e ferramentas sob o mesmo nome, o que confundia o posicionamento. Um eletricista não procura a marca da mesma forma que um chef de cozinha. Separar essas identidades permite que cada uma fale diretamente com seu público.

Luke

Concordo que a estratégia é lógica, mas o comunicado não diz se isso foi testado com clientes ou se é uma aposta interna. Também não há informações sobre investimento necessário para lançar essas submarcas ou projeções de impacto.

Mark

E a ação de sustentabilidade mencionada — trocar produtos antigos por descontos — isso é parte da estratégia ou apenas um complemento?

Mimi

Parece ser um complemento bem alinhado com a transição. Enquanto a empresa limpa seu estoque, ela também oferece aos clientes uma forma de se livrar de produtos antigos. É uma forma de criar lealdade e reforçar a marca como responsável.

Luke

Mas não há números sobre quantos produtos foram trocados ou qual é o impacto dessa ação. É mencionada brevemente, quase como um detalhe, quando poderia ser uma iniciativa significativa.

  • Com 150 mil itens e preços que chegam a R$ 5, o outlet pressiona consumidores a agir rápido — as datas são curtas e os estoques, finitos.
  • A antecipação da queima de fim de ano para outubro, aproveitando até o feriado de Nossa Senhora Aparecida, sinaliza uma urgência estratégica além do calendário comercial habitual.
  • Descontos agressivos como o jogo de panelas de R$ 899 por R$ 499 e a frigideira de R$ 202 por R$ 79 criam uma corrida por produtos de alto valor a preços de liquidação.
  • A ação de sustentabilidade — que oferece descontos adicionais para quem trouxer produtos antigos — tenta equilibrar o volume de vendas com uma narrativa de responsabilidade ambiental.
  • Por trás da liquidação, a empresa reorganiza seu portfólio em submarcas como Primia, Althea, Master e Oniq, buscando clareza de mercado após mais de um século com tudo sob o mesmo teto.
  • O outlet está sendo percebido como um termômetro do reposicionamento: a Tramontina esvazia prateleiras enquanto redesenha sua identidade para os próximos anos.

Aos 115 anos, a Tramontina abre as portas de um outlet em Carlos Barbosa para oferecer 150 mil produtos com descontos de até 50% — um gesto comercial que, ao mesmo tempo, revela uma empresa em profunda transformação. O evento, distribuído em dois períodos de outubro, não é apenas uma liquidação de estoque: é o reflexo visível de uma reorganização estratégica que busca separar mundos antes reunidos sob um mesmo nome. Entre uma panela vendida por R$ 89 e uma faca por R$ 5, a Tramontina ensaia a passagem de uma marca centenária para um ecossistema de submarcas pensado para durar até 2028.

A Tramontina antecipou sua tradicional queima de estoque de fim de ano e montou um outlet em Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha, com 150 mil produtos e descontos de até 50%. O evento ocorre em dois blocos — de 9 a 12 e de 16 a 18 de outubro — em um pavilhão instalado em frente à Tramontina Factory, com horários que variam conforme o dia da semana e incluem o feriado de Nossa Senhora Aparecida.

O catálogo abrange panelas, talheres, ferramentas, móveis e artigos de jardinagem. Os descontos são expressivos: o jogo de panelas Tunis sai de R$ 899 por R$ 499; a frigideira Allegra de aço inox cai de R$ 202 para R$ 79; e a panela de pressão Vancouver passa de R$ 229 para R$ 149. Nos itens menores, como facas para churrasco e utensílios de cozinha, os preços chegam a R$ 5. O pagamento pode ser feito em dinheiro, Pix ou cartão, com parcelamento em até cinco vezes sem juros. Clientes que levarem produtos antigos para troca ainda recebem descontos adicionais, dentro de uma ação de sustentabilidade paralela.

O outlet coincide com um momento de virada na história da empresa. Aos 115 anos, a Tramontina iniciou em 2026 uma reorganização profunda de seu portfólio, criando submarcas para públicos distintos. A Tramontina Primia, já lançada, atende hospitalidade e gastronomia profissional. Até 2028, devem surgir a Althea, voltada a design exclusivo; a Master, para profissionais autônomos; e a Oniq, focada em produtos conectados para o lar. A lógica é separar mercados que por mais de um século conviveram sob o mesmo nome — e garantir que cada produto chegue ao canal e ao público certo. A queima de estoque, portanto, é também um sinal de que a Tramontina está reorganizando não apenas suas prateleiras, mas sua própria identidade.

A Tramontina antecipou sua tradicional queima de estoque de fim de ano e vai colocar 150 mil produtos à venda em um outlet montado em Carlos Barbosa, na Serra do Rio Grande do Sul. O evento acontece em dois períodos: de 9 a 12 de outubro e de 16 a 18 de outubro, com descontos que chegam a 50% e itens sendo vendidos por apenas R$ 5. A empresa aproveitará inclusive o feriado de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12, para ampliar o período de vendas.

O outlet funcionará em um pavilhão instalado em frente à Tramontina Factory, a loja da empresa na cidade. Nos dias de sexta e sábado, o espaço abrirá das 9h às 17h. Domingos e o feriado terão horário reduzido, das 9h às 16h. Os clientes poderão pagar em dinheiro, Pix ou cartão de crédito, com a opção de parcelar em até cinco vezes sem juros.

O catálogo reúne uma variedade ampla de produtos da marca: panelas, talheres, utensílios de cozinha, ferramentas, móveis e artigos para jardinagem. Alguns itens recebem descontos particularmente agressivos. O jogo de panelas Tunis, com cinco peças, sai de R$ 899 para R$ 499. A frigideira de aço inox da linha Allegra passa de R$ 202 para R$ 79. A caçarola de alumínio de 20 centímetros, que custava R$ 249, será vendida por R$ 89. A panela de pressão Vancouver, com capacidade de 4,5 litros, cai de R$ 229 para R$ 149.

Nos utensílios menores, os preços ficam ainda mais comprimidos. A faca Jumbo para churrasco, antes anunciada por R$ 25, poderá ser comprada por R$ 5. A faca para pão, que era vendida por R$ 32, também terá o mesmo preço. Outros itens como faca de churrasco de aço inox, colher para refresco e pá de bolo também estarão na faixa de R$ 5. Além da liquidação de estoque, a Tramontina realiza simultaneamente uma ação de sustentabilidade que oferece descontos adicionais para clientes que levarem produtos antigos para troca.

Este outlet coincide com um momento de transformação estratégica na empresa. Aos 115 anos, a Tramontina iniciou em 2026 uma reorganização profunda de seu portfólio. Durante mais de um século, a marca utilizou o mesmo nome em produtos de segmentos muito diferentes — desde panelas e talheres até ferramentas industriais, materiais elétricos, móveis e veículos utilitários elétricos. A empresa decidiu criar submarcas para públicos específicos, mantendo a Tramontina como marca principal em cerca de 90% dos produtos.

A primeira submarca já lançada é a Tramontina Primia, direcionada aos setores de hospitalidade e gastronomia profissional. A empresa prevê o lançamento de outras marcas até 2028. A Althea, planejada para 2027, será voltada a produtos de design exclusivo e edições limitadas. No mesmo ano, a Master deverá atender profissionais autônomos como eletricistas, marceneiros, serralheiros e trabalhadores da construção civil. A Oniq, prevista para 2028, deve concentrar produtos conectados e interativos para a casa. A Tramontina PRO, que já existe há 26 anos como linha de ferramentas, também ganhará uma identidade própria dentro da nova estrutura, assim como a T store, operação de varejo do grupo.

Segundo a empresa, essa reorganização busca facilitar a identificação dos produtos por diferentes públicos e adequar os canais de venda. A lógica é separar melhor os mercados atendidos. Produtos destinados à construção civil, por exemplo, precisam estar em lojas especializadas no setor, enquanto equipamentos para cozinhas profissionais exigem uma abordagem direcionada a restaurantes e hotéis. A queima de estoque, portanto, não é apenas uma ação comercial de fim de estação, mas parte de uma estratégia maior de reposicionamento da marca no mercado.

A reorganização busca facilitar a identificação dos produtos por diferentes públicos e também adequar os canais de venda
— Tramontina
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei A Tarde ↗
Kontakt FAQ