Há momentos em que uma imagem condensa, de forma perturbadora, questões que a instituição preferiria manter abstratas. Um juiz experiente da segunda instância mineira foi flagrado bebendo vinho diretamente da garrafa durante uma sessão oficial de videoconferência — e o que poderia ter sido um episódio isolado tornou-se um espelho incômodo sobre os padrões de conduta esperados de quem exerce o poder de julgar. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, pressionado pela repercussão, levará o caso ao seu colegiado mais elevado, recusando o silêncio como resposta.