Em um momento em que a Tesla reorienta sua identidade da mobilidade humana para a inteligência autônoma, a empresa revelou um Roadster que transcende a definição tradicional de automóvel — capaz de flutuar, aderir a paredes e acelerar com a brutalidade de um foguete. O anúncio, feito com tecnologia desenvolvida em parceria com a SpaceX, levanta questões mais profundas sobre os limites entre veículo, máquina e obra de engenharia especial. Com produção prevista para 2028 e preço ainda indefinido, o carro existe hoje mais como declaração filosófica do que como produto acessível.
Tesla apresenta Roadster que voa e dirige de ponta-cabeça com tecnologia da SpaceX
Um carro que flutua, se gruda em paredes e dirige de ponta-cabeça
Como exatamente um carro consegue flutuar usando ar comprimido? Parece ficção científica.
A tecnologia vem dos foguetes da SpaceX. Tanques de ar comprimido criam empuxo através de dez saídas espalhadas pelo veículo, permitindo que ele se levante do solo. É a mesma física que mantém um foguete no ar.
Mas quanto tempo ele consegue flutuar? O comunicado não especifica a duração ou a altura máxima. Sabemos que funciona na demonstração, mas não temos dados sobre autonomia de voo.
E dirigir de ponta-cabeça? Isso é realmente prático ou apenas um truque de marketing?
Musk deixou claro que não é para dirigir invertido por diversão. O sistema de sucção de dois Gs mantém o carro mais firme contra o solo durante curvas em alta velocidade. É sobre estabilidade, não acrobacia.
Ainda assim, a Tesla não divulgou testes independentes ou números de segurança. Estamos confiando na palavra deles sobre como isso funciona em condições reais.
Quando posso comprar um?
A produção começa em 2028. Você pode fazer uma reserva agora pagando 50 mil dólares, mas o preço final ainda não foi anunciado.
E aí está o ponto: esse carro foi prometido em 2017 para 2020. Agora estamos em 2026 e a produção só começa em 2028. A Tesla tem histórico de atrasos em prazos.
Por que a Tesla está fazendo isso agora, com toda essa tecnologia futurista?
A empresa está mudando de foco. Está deixando de priorizar carros para motoristas humanos e investindo em robótica e direção autônoma. O Roadster é um último hurra para o carro de performance tradicional.
El Pulso
- A Tesla apresentou um supercarro que flutua, gruda em paredes e acelera de 0 a 100 km/h em menos de um segundo — redefinindo o que um automóvel pode ser.
- A tecnologia de ar comprimido, herdada dos sistemas de controle de foguetes da SpaceX, gera até dois Gs de força e permite manobras inimagináveis para veículos convencionais.
- A versão mais extrema, chamada Rocket, é vendida apenas por convite, remove um assento e é a única capaz de levitar completamente — criando uma hierarquia de exclusividade sem precedentes no setor.
- A produção só começa em 2028, o preço final não foi divulgado e as reservas exigem 50 mil dólares antecipados, mantendo o produto num horizonte distante e especulativo.
- O lançamento sinaliza uma Tesla em transformação: a empresa que descontinuou os modelos S e X para fabricar robôs humanoides agora usa seu carro mais icônico para anunciar uma nova era além do motorista humano.
Em um momento em que a Tesla reorienta sua identidade da mobilidade humana para a inteligência autônoma, a empresa revelou um Roadster que transcende a definição tradicional de automóvel — capaz de flutuar, aderir a paredes e acelerar com a brutalidade de um foguete. O anúncio, feito com tecnologia desenvolvida em parceria com a SpaceX, levanta questões mais profundas sobre os limites entre veículo, máquina e obra de engenharia especial. Com produção prevista para 2028 e preço ainda indefinido, o carro existe hoje mais como declaração filosófica do que como produto acessível.
A Tesla revelou uma segunda geração do Roadster que desafia o conceito de automóvel. O supercarro acelera de zero a 100 km/h em menos de um segundo, atinge 370 km/h e, de forma inédita, consegue flutuar e aderir a superfícies verticais — façanhas possíveis graças a dez saídas de ar comprimido desenvolvidas com a SpaceX.
A tecnologia funciona de maneira semelhante aos sistemas de orientação de foguetes. Um ventilador na base cria sucção suficiente para manter o carro preso a uma parede, enquanto os tanques de ar são recarregados a cada uso. Lars Moravy, vice-presidente de engenharia da Tesla, explicou que o sistema gera até dois Gs de força — não para acrobacias, mas para melhorar a estabilidade em curvas de alta velocidade.
O design segue o minimalismo característico da marca: faróis embutidos na carroceria, interior para dois ocupantes e uso de liga de magnésio e titânio para reduzir peso. A autonomia é de 482,8 quilômetros por carga.
Serão três versões: a Performance, voltada à dirigibilidade; a Thrust, em edição limitada, com aceleração abaixo de um segundo; e a Rocket, vendida apenas por convite, com um único assento e capacidade plena de levitação. A fabricação começa em 2028 e o preço final ainda não foi anunciado — reservas seguem ativas mediante 50 mil dólares.
O lançamento acontece enquanto a Tesla se reinventa: a empresa descontinuou os modelos S e X para priorizar robôs humanoides e o Cybercab, um táxi autônomo sem controles manuais. O Roadster, prometido há quase uma década, chega agora como símbolo dessa transição — menos carro para humanos, mais manifesto de uma empresa que mira além deles.
A Tesla revelou nesta quinta-feira uma segunda geração do Roadster que desafia as convenções do que um automóvel pode fazer. O supercarro acelera de zero a 100 quilômetros por hora em menos de um segundo, atinge 370 quilômetros por hora de velocidade máxima e, de forma inédita para a marca, consegue flutuar e se manter preso a superfícies verticais.
A façanha é possível graças a dez saídas de ar comprimido desenvolvidas em colaboração com a SpaceX, a empresa de foguetes também liderada por Elon Musk. A tecnologia funciona de maneira semelhante aos sistemas de controle usados em foguetes para orientar sua trajetória no espaço. Um ventilador na base do veículo cria sucção suficiente para manter o carro grudado contra uma parede, enquanto os tanques de ar podem ser recarregados a cada uso. Durante a apresentação, a Tesla demonstrou essa capacidade de forma prática, mostrando o Roadster flutuando e aderido a superfícies.
O carro também consegue dirigir de ponta-cabeça, uma característica que gerou curiosidade durante o anúncio. Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos na Tesla, explicou que o sistema pode gerar até dois Gs de força, equivalente a duas vezes a pressão atmosférica ao nível do mar. Musk, porém, esclareceu que essa capacidade não foi desenvolvida para permitir que alguém dirija invertido por diversão, mas para manter o veículo mais firme contra o solo durante manobras em alta velocidade, melhorando sua estabilidade nas curvas.
O novo Roadster segue a linguagem de design minimalista que caracteriza os modelos Tesla atuais. Por fora, há poucos detalhes cromados ou coloridos; os faróis estão embutidos na carroceria para melhorar a aerodinâmica. No interior, há espaço apenas para dois ocupantes e um painel com acabamento de textura única. Para reduzir o peso, a Tesla utilizou uma liga de magnésio e titânio, além de fibra de carbono na carroceria. A autonomia é de 482,8 quilômetros com uma carga completa.
A Tesla oferecerá três versões do novo Roadster. A versão Performance usa o sistema de ventilação para aprimorar a dirigibilidade nas curvas. A Thrust, em edição limitada, adiciona saídas de ar comprimido na traseira que auxiliam na aceleração de zero a 100 quilômetros por hora em menos de um segundo. A Rocket, ainda mais rara e vendida apenas por convite, remove um dos dois assentos, acrescenta mais saídas de ar pelo veículo e é a única capaz de flutuar completamente.
Este Roadster foi prometido há quase uma década. Um protótipo foi revelado em 2017 com preço inicial de 200 mil dólares e previsão de entrega para 2020. O valor de tabela nunca foi atualizado, mas as reservas continuam ativas mediante pagamento de 50 mil dólares. Em outubro de 2025, durante entrevista ao podcast de Joe Rogan, Musk afirmou que o novo Roadster poderia voar e expressou frustração com a ausência de carros voadores no mundo atual, sugerindo que as pessoas deveriam ser capazes de comprar um.
A fabricação começará em 2028, mas a Tesla ainda não divulgou o preço final do supercarro. Este lançamento ocorre em um momento de reorientação estratégica da empresa. A Tesla tem transferido sua prioridade da fabricação de veículos para motoristas humanos em direção à robótica e tecnologias de direção autônoma baseadas em inteligência artificial. Neste ano, a montadora descontinuou os modelos S e X para abrir espaço para a produção de seus robôs humanoides Optimus e lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares sem controles manuais.
Citas Notables
Ele pode puxar até 2 Gs para fazer o carro dirigir de ponta-cabeça, e pegamos emprestadas algumas tecnologias da SpaceX para fazer o resto— Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos na Tesla
O poder de sucção não foi pensado para permitir que uma pessoa dirija de ponta-cabeça, mas para manter o veículo mais firme contra o solo e melhorar sua capacidade de fazer manobras em alta velocidade— Elon Musk