Precisamos que as pessoas continuem comparecendo para atingir 90% de cobertura
Em meio à pressão dupla de uma pandemia ainda em curso, Teresina iniciou sua campanha anual de vacinação contra a gripe com uma estratégia cuidadosa: proteger primeiro os mais vulneráveis, sem interferir no calendário da Covid-19. Nos primeiros dez dias, mais de 20 mil pessoas — sobretudo crianças — já haviam recebido a vacina em 69 pontos espalhados pela capital piauiense. O gesto coletivo de comparecer a uma unidade de saúde, simples em aparência, carrega o peso de aliviar um sistema que já sustenta o esforço de uma geração inteira.
- Com hospitais e UBS já sobrecarregados pela Covid-19, cada caso de gripe não prevenido representa uma pressão a mais sobre um sistema no limite.
- Em apenas dez dias, 15.955 crianças foram imunizadas — o maior grupo atendido —, sinalizando adesão expressiva logo na largada da campanha.
- A divisão da campanha em etapas não é burocracia: é uma solução prática para evitar que a vacinação contra gripe e Covid-19 se sobreponham no mesmo momento para os mesmos grupos.
- Idosos, que já estão sendo vacinados contra o coronavírus, aguardam maio e junho para receber a dose contra influenza — um compasso deliberado entre as duas frentes de imunização.
- A meta de 90% de cobertura ainda está distante, e autoridades pedem que a população não abandone o ritmo de procura nas unidades básicas de saúde.
Teresina deu início à sua campanha de vacinação contra a gripe com 69 salas de vacina abertas pela cidade, atendendo grupos prioritários como crianças, gestantes, mulheres no pós-parto, profissionais de saúde e população indígena. A vacina oferecida protege contra três variantes do vírus influenza — H1N1, H3N2 e tipo B — que circulam com maior frequência no Brasil.
Nos primeiros dez dias, mais de 20.901 pessoas foram imunizadas. As crianças lideraram os números, com 15.955 doses aplicadas. Gestantes somaram 2.341 atendimentos, enquanto 294 mulheres no pós-parto e 2.311 profissionais de saúde também receberam a vacina. A coordenadora da campanha, Adriana Sávia, da Fundação Municipal de Saúde, avaliou os resultados com otimismo, mas destacou que a meta de 90% de cobertura exige que a população continue comparecendo às unidades básicas.
A campanha foi estruturada em etapas para não conflitar com a vacinação contra Covid-19, que avançava simultaneamente na capital. A primeira fase priorizou quem ainda não havia recebido a imunização contra o coronavírus. Idosos — já contemplados na campanha contra a Covid-19 — serão incluídos nas próximas fases, previstas para maio e junho.
Sávia reforçou que a vacinação contra a gripe vai além da proteção individual: ao reduzir casos e complicações, ela alivia a demanda sobre hospitais e UBS já sobrecarregados pela pandemia. A lógica é direta — cada dose aplicada é um passo para preservar a capacidade de um sistema de saúde que carrega, ao mesmo tempo, duas batalhas.
Teresina colocou em movimento uma campanha de vacinação contra a gripe que, nos seus primeiros dez dias, já havia alcançado mais de 20 mil pessoas. A mobilização ocorria em 69 salas de vacina espalhadas pela capital, cada uma delas funcionando como ponto de acesso para os grupos considerados prioritários nesta primeira etapa: crianças pequenas, gestantes, mulheres no período pós-parto, trabalhadores de saúde e população indígena.
A vacina oferecida protege contra três variantes do vírus influenza que circulam com maior frequência no Brasil — o H1N1, o H3N2 e o tipo B. Nos dez primeiros dias de mobilização, o trabalho se concentrou principalmente nas crianças, com 15.955 pequenos imunizados. Além delas, 2.341 gestantes receberam a dose, assim como 294 mulheres ainda no período pós-parto e 2.311 profissionais que trabalham nas unidades de saúde da cidade.
Adirana Sávia, coordenadora da campanha pela Fundação Municipal de Saúde, avaliou os números com otimismo. Ela observou que a procura estava se desenvolvendo bem considerando que se tratava ainda da primeira semana de vacinação, mas deixou claro que havia muito trabalho pela frente. A meta estabelecida era alcançar uma cobertura de 90% em todos os grupos-alvo, o que exigiria que as pessoas continuassem comparecendo às unidades básicas de saúde nos dias seguintes.
A estrutura da campanha foi pensada em etapas, uma decisão que refletia a complexidade do momento sanitário. Como a cidade também estava em processo de vacinação contra a Covid-19, era necessário manter um intervalo entre as duas vacinas. Por isso, a primeira etapa concentrava-se naqueles que ainda não haviam recebido a imunização contra o coronavírus. Sávia explicou que maio e junho trariam novas fases, quando os idosos — que já estariam protegidos contra a Covid-19 — e outros grupos da população receberiam a vacina contra a gripe.
A coordenadora reforçou a segurança da vacina e seu papel na proteção coletiva. Além de evitar que as pessoas desenvolvessem complicações graves da gripe, a imunização ajudaria a reduzir o número de pessoas procurando por atendimento nas unidades básicas e hospitais, instituições que já estavam sob pressão significativa por causa da pandemia de Covid-19. A lógica era clara: quanto mais pessoas vacinadas contra a gripe, menos demanda desnecessária sobre um sistema de saúde já sobrecarregado.
Notable Quotes
A procura está boa, considerando que estamos na primeira semana de vacinação. Precisamos que as pessoas continuem comparecendo às UBS para que a gente consiga atingir a meta de cobertura de todos os grupos, que é em torno de 90%— Adriana Sávia, coordenadora da campanha de vacinação contra a influenza da FMS
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que dividir a campanha em etapas? Não seria mais rápido vacinar todo mundo de uma vez?
Porque as pessoas estão recebendo a vacina contra Covid-19 ao mesmo tempo. Você precisa de um intervalo entre as duas. Se você vacina contra gripe e Covid no mesmo dia, o corpo não responde bem a nenhuma delas.
E os idosos? Por que eles vêm depois?
Porque a maioria dos idosos já estava vacinada contra Covid-19 em abril. As crianças, gestantes e profissionais de saúde ainda não estavam. Então você começa com quem mais precisa e ainda não tem proteção contra o coronavírus.
Vinte mil em dez dias parece muito ou pouco?
Depende de quantas pessoas vivem em Teresina e quantas estão nos grupos prioritários. Mas a coordenadora disse que a procura estava boa para uma primeira semana. O desafio real é manter esse ritmo para chegar aos 90% de cobertura.
E se não chegarem aos 90%?
Significa que a gripe pode circular mais livremente entre os grupos vulneráveis. Crianças pequenas, gestantes, profissionais de saúde — são pessoas que não podem ficar doentes. Se a cobertura cair, o sistema de saúde sofre mais pressão.
O sistema já não estava sob pressão por causa da Covid?
Exatamente. Por isso a gripe importa tanto agora. Não é só sobre proteger as pessoas contra a gripe. É sobre não sobrecarregar ainda mais os hospitais e as unidades básicas que já estão no limite.