Três anos após um aparente adeus, Ted Lasso retorna ao Apple TV em 5 de agosto com uma quarta temporada que o coloca diante de um novo campo — o futebol feminino. O regresso da série ilustra a filosofia de uma plataforma que escolheu a profundidade sobre a amplitude, apostando em poucas histórias capazes de ressoar nas grandes premiações do mundo. Nesse movimento, o Apple TV afirma uma identidade própria no mercado de streaming, ainda que essa escolha deixe o público brasileiro à espera de um reflexo de si mesmo na tela.
Ted Lasso retorna com 4ª temporada; conheça filmes e séries para assistir no Apple TV
Qualidade sobre quantidade, mesmo que isso signifique ficar fora do mercado local
Por que o Apple TV escolheu não investir em produções brasileiras, diferente de seus concorrentes?
A estratégia da plataforma é clara: qualidade sobre quantidade, e isso significa conteúdo de Hollywood com orçamentos altos e potencial de premiação internacional. Para eles, um Oscar ou Emmy vale mais do que identificação local.
Mas isso não limita o crescimento da plataforma no Brasil?
Certamente. Enquanto Netflix e Amazon Prime investem em séries e filmes locais que falam direto com o público brasileiro, o Apple TV permanece como um serviço premium para quem quer consumir cinema e televisão de Hollywood de ponta.
E "Ted Lasso" retornando agora, após três anos, é uma aposta de risco?
Não, é uma aposta calculada. A série já provou seu valor com dois Emmys consecutivos. O público a ama, a crítica a respeita. Trazer de volta após um hiato longo cria expectativa renovada.
Como a plataforma consegue manter usuários sem conteúdo local?
Pela qualidade do que oferece e pela política de compartilhamento de senha. Você paga R$ 29,90 e divide com cinco pessoas. É mais barato que a concorrência e oferece filmes que você não encontra em outro lugar.
Qual é o risco real para o Apple TV?
Ficar preso a um nicho. Se a estratégia de qualidade internacional não se traduzir em crescimento de assinantes, a plataforma pode perder relevância em mercados como o Brasil, onde o público quer ver suas próprias histórias.
Le Pouls
- Após três anos de silêncio e um final que parecia definitivo, Ted Lasso ressurge com um desafio inédito: comandar um time feminino da segunda divisão de Richmond.
- O retorno acende a expectativa de milhões de fãs e pressiona o Apple TV a justificar a longa espera com uma temporada à altura de dois Emmys consecutivos.
- A plataforma responde apostando no mesmo modelo que a distingue — catálogo enxuto, produções de Hollywood com estrelas e diretores de peso, e um histórico recente de indicações e vitórias nas maiores premiações do audiovisual.
- O ponto cego da estratégia se revela no Brasil: sem nenhuma produção nacional financiada, o Apple TV disputa atenção com concorrentes que investem em identificação local — e o executivo Eddy Cue admite que isso não é prioridade no curto prazo.
- Com preço de R$ 29,90 mensais, política liberal de compartilhamento de conta e sete dias gratuitos para novos assinantes, a plataforma tenta equilibrar exclusividade com acessibilidade enquanto aguarda o impacto do retorno de seu maior fenômeno.
Três anos após um aparente adeus, Ted Lasso retorna ao Apple TV em 5 de agosto com uma quarta temporada que o coloca diante de um novo campo — o futebol feminino. O regresso da série ilustra a filosofia de uma plataforma que escolheu a profundidade sobre a amplitude, apostando em poucas histórias capazes de ressoar nas grandes premiações do mundo. Nesse movimento, o Apple TV afirma uma identidade própria no mercado de streaming, ainda que essa escolha deixe o público brasileiro à espera de um reflexo de si mesmo na tela.
Na próxima quarta-feira, 5 de agosto, "Ted Lasso" volta ao Apple TV com sua quarta temporada — um retorno que poucos esperavam após três anos de ausência e um encerramento que parecia definitivo. Desta vez, o personagem enfrenta um novo universo: o futebol feminino, comandando um time da segunda divisão de Richmond.
Desde seu lançamento em 2020, a série tornou-se o maior símbolo da plataforma, vencendo o Emmy de melhor comédia em 2021 e 2022. Seu regresso reforça a estratégia do Apple TV de investir em produções que gerem impacto nas premiações internacionais — uma aposta que tem rendido frutos. "F1: O Filme" levou o Oscar de melhor som em 2026, e séries como "Ruptura" e "The Morning Show" acumulam dezenas de indicações ao Emmy. "O Estúdio", de Seth Rogen, tornou-se a comédia mais premiada em uma única edição do Emmy, com 13 troféus em 2025.
O catálogo do Apple TV é composto exclusivamente por originais, sem espaço para licenciamentos — uma escolha que atrai nomes de Hollywood, mas que tem um custo visível no Brasil. Enquanto concorrentes investem em produções nacionais para criar identificação com o público local, a plataforma ainda não financia nenhum filme ou série brasileiro. Eddy Cue, executivo da empresa, reconheceu a intenção de crescer no streaming, mas deixou claro que conteúdo nacional não é prioridade imediata.
A R$ 29,90 por mês, o serviço está disponível em diversos dispositivos — não apenas produtos Apple — e permite compartilhamento de conta com até cinco pessoas, política mais generosa do que a adotada por rivais. Novos assinantes têm sete dias gratuitos, e a compra de qualquer produto da fabricante garante três meses de acesso. Com "Ted Lasso" de volta e um catálogo robusto de premiações, o Apple TV reafirma sua identidade: menos títulos, maior impacto — mesmo que isso signifique, por ora, olhar mais para Hollywood do que para o Brasil.
Na próxima quarta-feira, 5 de agosto, a série "Ted Lasso" retorna ao Apple TV com sua quarta temporada, marcando um dos lançamentos mais esperados do ano no streaming. Após três anos de ausência e um encerramento que parecia definitivo, a comédia traz de volta seu personagem principal para um novo desafio no universo do futebol — desta vez, comandando um time feminino da segunda divisão de Richmond.
A série conquistou seu lugar como um dos maiores atrativos da plataforma desde seu lançamento em 2020. Elogiada pela crítica e abraçada pelo público, ela venceu o Emmy de melhor série de comédia em 2021 e 2022, consolidando-se como uma das primeiras e mais bem-sucedidas apostas do Apple TV. O retorno agora, após anos de espera, reforça a estratégia da plataforma de investir em produções de qualidade que gerem impacto nas premiações internacionais.
O Apple TV construiu seu catálogo de forma distinta de seus concorrentes. Composto exclusivamente por conteúdos originais, o serviço atrai estrelas e diretores de Hollywood que amplificam a visibilidade dos projetos. Nos últimos anos, essa aposta rendeu frutos nas principais premiações audiovisuais norte-americanas. "F1: O Filme" conquistou o Oscar de melhor som em 2026, enquanto produções como "Pluribus", "O Segredo de Widow's Bay" e "Margô Está em Apuros" receberam indicações ao Emmy 2026, cerimônia prevista para setembro. Segundo Eddy Cue, executivo da plataforma, em entrevista à Folha em fevereiro, a prioridade é qualidade, não quantidade.
No entanto, essa abordagem hollywoodiana tem um custo para o mercado brasileiro. Enquanto plataformas rivais investem em conteúdo nacional para gerar identificação com o público local, o Apple TV ainda não financia nenhum filme ou série produzido no Brasil. Cue reconheceu a pretensão de expansão do streaming, mas deixou claro que isso não é uma prioridade a curto prazo. A plataforma custa R$ 29,90 por mês e está disponível em diversos dispositivos, não se restringindo aos produtos Apple. Novos assinantes ganham sete dias grátis, enquanto quem compra um item da linha de produtos da fabricante recebe três meses de acesso gratuito.
Para quem aguarda os novos episódios de "Ted Lasso", o catálogo oferece alternativas de qualidade. Entre os filmes, destaca-se "Assassinos da Lua das Flores", drama histórico de Martin Scorsese com Leonardo DiCaprio que recebeu 10 indicações ao Oscar 2024, e "No Ritmo do Coração", que venceu o Oscar de melhor filme em 2021. Nas séries, "Ruptura" lidera com 27 indicações ao Emmy do ano passado e promete uma terceira temporada, enquanto "The Morning Show", que acumula 27 indicações ao Emmy, se encaminha para sua quinta e última temporada em 2027. "O Estúdio", criada por Seth Rogen, tornou-se a série de comédia mais premiada em uma única edição do Emmy em 2025, levando 13 troféus.
O Apple TV também mantém uma política diferenciada de compartilhamento de senha, permitindo que usuários dividam a conta com até cinco pessoas — algo que plataformas concorrentes começaram a bloquear. No aplicativo, é possível alugar ou comprar filmes adicionais e assinar outros serviços como Disney+, Globoplay e canais diversos. Com "Ted Lasso" de volta e um catálogo robusto de produções premiadas, a plataforma reforça sua posição no mercado de streaming, mesmo que sua estratégia continue focada no conteúdo internacional de alto orçamento.
Citations marquantes
A prioridade da marca é qualidade, não quantidade— Eddy Cue, executivo do Apple TV, em entrevista à Folha em fevereiro