Tarcísio lidera com 53% em pesquisa para governo de São Paulo em 2026

47% dos entrevistados não sabem em quem votar quando não recebem sugestão de nomes
A pesquisa espontânea revela indefinição significativa do eleitorado paulista, apesar da liderança clara de Tarcísio quando os candidatos são apresentados.
Mark

Como assim 47% não sabe em quem votar, mas quando você mostra os nomes, Tarcísio sai com 53%? Isso não é contraditório?

Mimi

Não é contraditório, é revelador. A pesquisa espontânea mostra que muita gente não tem opinião formada quando você não dá pista. Mas quando você apresenta os nomes dos dois principais candidatos, a escolha fica clara. Significa que o eleitor conhece Tarcísio e Haddad, mas não tinha pensado no assunto até aquele momento.

Luke

Certo, mas a gente precisa ser cuidadoso aqui. A pesquisa espontânea mostra 47% indefinido. Quando você estimula com nomes, só 4% ficam sem responder. Isso é uma diferença enorme. A pergunta é: esses 47% vão realmente votar em Tarcísio quando chegar a hora, ou vão se comportar diferente?

Mark

E no segundo turno? Tarcísio sobe para 57%. Por quê?

Mimi

Porque em um segundo turno, você força uma escolha binária. Não há outros candidatos, não há abstenção fácil. Quem estava indefinido tem que escolher entre Tarcísio e Haddad. E quando faz essa escolha, mais gente vai para Tarcísio.

Luke

Mas aí a gente está simulando algo que pode não acontecer. A pesquisa mostra que Tarcísio vence no primeiro turno com 53%. Então por que simular um segundo turno? Pode ser útil para entender cenários, mas não é o que a matemática eleitoral está apontando neste momento.

Mark

Entendi. Então o que essa pesquisa realmente diz?

Mimi

Que Tarcísio tem uma vantagem clara neste momento, especialmente quando você apresenta os nomes dos candidatos. Mas que ainda há muita gente indefinida, o que significa que a campanha ainda tem espaço para mudar as coisas.

Luke

E é importante lembrar: essa pesquisa foi feita entre 9 e 12 de setembro. Estamos falando de um momento específico. Eleição é em 2026. Muita coisa pode mudar.

  • Tarcísio de Freitas alcança 53% no cenário estimulado — margem suficiente para vencer no primeiro turno sem precisar de um segundo confronto.
  • Fernando Haddad, com 36%, enfrenta uma desvantagem expressiva que se aprofunda ainda mais em simulações de segundo turno, onde cai para 38% contra 57% do adversário.
  • O dado mais perturbador para o campo oposicionista é a pesquisa espontânea: 47% dos paulistas não sabem em quem votar quando os nomes não são sugeridos.
  • A cristalização rápida da preferência por Tarcísio assim que os nomes são apresentados sugere que sua base é sólida, mas que o eleitorado indefinido ainda representa uma variável relevante.
  • A disputa está tecnicamente aberta no campo da indefinição — e é nesse contingente silencioso que as campanhas de 2026 provavelmente serão travadas.

A quase dois anos das eleições estaduais de 2026, São Paulo já esboça seus contornos políticos: o governador Tarcísio de Freitas lidera com folga as intenções de voto, enquanto quase metade do eleitorado permanece sem opinião formada quando deixada a seus próprios pensamentos. Pesquisas como esta revelam menos uma certeza do que uma tensão — entre o reconhecimento de um nome consolidado e a vastidão silenciosa de quem ainda não decidiu. O momento é de vantagem, mas não de desfecho.

O instituto Real Time Big Data divulgou nesta segunda-feira uma pesquisa de intenções de voto para o governo de São Paulo em 2026 apontando vantagem significativa de Tarcísio de Freitas. No cenário estimulado, o governador filiado ao Republicanos alcança 53%, contra 36% de Fernando Haddad, do PT — margem que já permitiria uma vitória no primeiro turno. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 9 e 12 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O quadro muda quando a pergunta é feita de forma espontânea, sem apresentação prévia dos nomes. Tarcísio aparece com 28% e Haddad com 15%, mas o número que chama atenção é outro: 47% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. Quase metade do eleitorado paulista permanece indefinida quando não é guiada pelos nomes dos candidatos.

Em simulação de segundo turno, a vantagem do governador se amplia para 57% contra 38% de Haddad. A diferença entre os dois cenários — espontâneo e estimulado — revela uma dinâmica importante: entre quem já conhece os principais candidatos, a preferência por Tarcísio está consolidada. Mas há um contingente expressivo de paulistas que ainda não formou opinião, e é nesse espaço que a disputa de 2026 deverá ser travada.

O instituto Real Time Big Data divulgou nesta segunda-feira uma pesquisa de intenções de voto para o governo de São Paulo em 2026 que aponta um cenário de vantagem significativa para Tarcísio de Freitas. No levantamento estimulado — aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — o governador do estado, filiado ao Republicanos, alcança 53% das intenções de voto. Fernando Haddad, do PT, fica em segundo lugar com 36%. A margem entre eles é suficiente para que Tarcísio vencesse já no primeiro turno, sem necessidade de ir a um segundo turno.

A pesquisa foi realizada entre 9 e 12 de setembro com 2 mil entrevistados. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O instituto contratou a própria pesquisa. Outros candidatos mencionados — Vivian Mendes pela UP, Carlos Machado pelo PCB, Izadora Dias pelo PCO, Policial Edjane pelo Agir e Vera Lúcia pelo PSTU — somados atingem apenas 2% das intenções. Votos nulos ou em branco representam 5%, e 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Quando a pesquisa é feita de forma espontânea — sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados previamente — o quadro muda consideravelmente. Tarcísio aparece com 28% das menções, Haddad com 15%. Mas o dado mais relevante é que 47% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. Isso indica que quase metade do eleitorado paulista ainda está indefinida ou não tem preferência clara quando não é estimulado pelos nomes dos principais candidatos. Outros 7% optariam por voto nulo ou em branco.

Em um cenário de segundo turno simulado entre Tarcísio e Haddad, a vantagem do governador se amplia. Ele chegaria a 57% das intenções de voto, enquanto Haddad permaneceria em 38%. Votos nulos ou em branco seriam 3%, e apenas 2% não souberam ou não responderam. A simulação sugere que, mesmo em uma disputa direta entre os dois principais nomes, Tarcísio manteria uma margem confortável.

A diferença entre os números da pesquisa espontânea e estimulada é importante para entender o momento político. Quando os nomes não são sugeridos, a indefinição é alta. Mas quando Tarcísio e Haddad são apresentados como opções, a escolha se cristaliza rapidamente em favor do governador. Isso pode indicar que, entre os eleitores que conhecem os principais candidatos, há uma preferência consolidada por Tarcísio, mas ainda há um contingente significativo de paulistas que não tem opinião formada ou não está acompanhando a campanha com atenção.

A Gazeta do Povo publica regularmente pesquisas de intenção de voto dos principais institutos de opinião pública do país. Esses levantamentos oferecem uma leitura do momento político baseada em amostras representativas da população. No entanto, a metodologia importa: o número de entrevistados, a forma como as perguntas são feitas, a composição da amostra e o período de coleta podem influenciar nos resultados. Por isso é essencial ler as informações técnicas que acompanham cada pesquisa.

Tarcísio alcança 53% das intenções de voto no cenário estimulado, o que lhe daria a possibilidade de vencer já no primeiro turno
— Real Time Big Data
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