No coração de São Paulo, diante de quase cinquenta mil testemunhas, uma era chegou ao fim e outra começou. O São Paulo Futebol Clube conquistou seu primeiro Brasileirão feminino no novo formato, superando o Corinthians no agregado e quebrando seis anos de hegemonia das 'Brabas' — um momento que transcende o esporte e fala sobre a renovação inevitável de ciclos, sobre a persistência que antecede toda glória inédita.
São Paulo conquista primeiro Brasileirão feminino ao empatar com Corinthians em MorumBis lotado
49.405 torcedores no Morumbi marcam recorde do futebol feminino
Como o São Paulo conseguiu vencer se empatou em casa?
Porque venceu o jogo de ida na Arena do Corinthians por 2 a 1. No agregado, ficou 3 a 2 para o tricolor. Precisava apenas não perder em casa.
E o Corinthians? Tinha vantagem ou precisava vencer?
Tinha a desvantagem. Precisava ganhar por dois gols de diferença ou mais para levar a taça.
Qual foi o momento decisivo do jogo?
Provavelmente a defesa de Carlinha no pênalti do Corinthians no segundo tempo. Ela havia cometido um erro bobo antes, então aquela defesa foi de redenção.
Mas o Corinthians criou outras chances além do pênalti?
Criou, mas sem grande perigo. O São Paulo controlou bem a partida depois do intervalo.
E o público? Ouvi falar em recorde.
49.405 torcedores. É o maior público da história do futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul.
Maior que a final anterior?
Sim. A final de 2024 tinha 44.529 na Neo Química Arena. Esta superou aquele número.
O Corinthians era favorito?
Tinha razão para ser. Vinha de seis títulos consecutivos desde 2020. Mas o São Paulo jogou bem e conquistou seu primeiro título no novo formato.
Primeiro no novo formato, mas não o primeiro título da história?
Correto. O São Paulo conquistou um título em 1997, mas a CBF só conta os títulos de 2013 para cá.
El Pulso
- O Morumbi, que horas antes havia assistido à derrota masculina para o Santos, transformou-se em palco de festa histórica com 49.405 torcedores — o maior público do futebol feminino de clubes em toda a América do Sul.
- O Corinthians, invicto há 33 jogos na Neo Química Arena e dono de seis títulos consecutivos, viu sua fortaleza simbólica ser derrubada pelo placar agregado de 3 a 2.
- A tensão máxima chegou aos 19 minutos do segundo tempo, quando Gabi Zanotti desperdiçou um pênalti cobrado fraco, e a goleira Carlinha fez a defesa que acendeu a torcida tricolor.
- Nove minutos de acréscimo prolongaram a angústia corintiana e a expectativa são-paulina até o apito final que sacramentou o título inédito.
- O futebol feminino brasileiro registra um novo marco: a hegemonia que parecia inabalável foi vencida, e o recorde de público sinaliza que a modalidade ocupa um espaço cada vez maior no imaginário esportivo do país.
No coração de São Paulo, diante de quase cinquenta mil testemunhas, uma era chegou ao fim e outra começou. O São Paulo Futebol Clube conquistou seu primeiro Brasileirão feminino no novo formato, superando o Corinthians no agregado e quebrando seis anos de hegemonia das 'Brabas' — um momento que transcende o esporte e fala sobre a renovação inevitável de ciclos, sobre a persistência que antecede toda glória inédita.
O São Paulo levantou pela primeira vez o troféu do Brasileirão feminino no novo formato, empatando em 1 a 1 com o Corinthians no Morumbi neste sábado, 3 de outubro, e confirmando o título pelo placar agregado de 3 a 2. A conquista encerrou seis anos de domínio das 'Brabas', que haviam vencido todas as edições entre 2020 e 2025.
A partida foi disputada diante de 49.405 torcedores, recorde histórico do futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul, superando a marca anterior de 44.529 espectadores registrada na final de 2024. Bia Menezes abriu o placar aos dez minutos com um chute forte pela esquerda, mas a goleira Carlinha cometeu um erro que permitiu a Juliete empatar logo em seguida. Um gol de cabeça de Giovanna Crivelari foi anulado por impedimento antes do intervalo.
No segundo tempo, o Corinthians voltou mais organizado após as substituições da técnica Emily Lima e criou a melhor oportunidade do jogo: um pênalti convertido por Gabi Zanotti — mas cobrado fraco, defendido por Carlinha em defesa que eletrizou o Morumbi. O time corintiano perdeu o fio coletivo e o São Paulo administrou a pressão até os nove minutos de acréscimo, quando o apito final confirmou o título.
Para o Corinthians, foi a primeira derrota na Neo Química Arena após 33 jogos e apenas a terceira final perdida em sua história. Para o São Paulo, foi o fim de uma espera — e o início de uma nova narrativa no futebol feminino brasileiro.
O São Paulo conquistou seu primeiro título do Brasileirão feminino no novo formato ao empatar com o Corinthians em 1 a 1 no Morumbi, neste sábado, dia 3 de outubro. Com a vitória de 2 a 1 na partida de ida na Neo Química Arena, o time tricolor levantou o troféu com placar agregado de 3 a 2, encerrando a hegemonia das 'Brabas', que dominavam a competição desde 2020.
O estádio registrou um público recorde para o futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul: 49.405 torcedores. O número superou a marca anterior, também entre clubes, de 44.529 espectadores na final de 2024 na Neo Química Arena. A festa tricolor tomou conta do Morumbi horas depois de o time masculino perder para o Santos por 2 a 1 no mesmo estádio.
O jogo começou com o São Paulo em busca do ataque. Aos dez minutos, Bia Menezes abriu o placar após receber a bola pela beirada esquerda, invadir a área e chutar forte. A goleira Nicole aceitou o chute e a bola entrou. Oito minutos depois, porém, a goleira Carlinha cometeu um erro grave ao entregar a bola para Juliete, que igualou o marcador com facilidade. O São Paulo ainda tentou ampliar antes do intervalo, com Giovanna Crivelari marcando de cabeça aos 22 minutos, mas a jogadora estava impedida.
No segundo tempo, o técnico do Corinthians, Emily Lima, promoveu duas alterações na equipe, trazendo Jaque Ribeiro e Gisela Robledo. O time corintiano voltou melhor e criou a melhor chance da partida aos 19 minutos, quando a árbitra Daiane Muniz marcou pênalti após revisar no VAR um puxão de Robinha em Érika. Gabi Zanotti cobrou fraco e rasteiro, e Carlinha fez uma defesa importante que inflamou a torcida tricolor.
O Corinthians apostou no jogo individual e começou a sentir a pressão, deixando o coletivo de lado. O São Paulo avançou e incomodou a goleira Nicole, que quase entregava a bola para as são-paulinas aos 39 minutos do segundo tempo. Nove minutos foram adicionados, prorrogando a tristeza corintiana e adiando a festa são-paulina até o apito final.
A CBF considera apenas os títulos conquistados a partir de 2013, quando o formato da competição mudou. Portanto, este é o primeiro título do São Paulo no novo formato, após ser vice em 2024. Se considerado o título conquistado em 1997, seria o segundo título nacional tricolor. O Corinthians, por sua vez, fez sua décima final consecutiva. O time corintiano havia conquistado seis títulos de forma consecutiva entre 2020 e 2025, e sofreu seu primeiro revés na Neo Química Arena após 33 jogos. Na história da equipe, o Corinthians perdeu apenas três finais: em 2017, quando foi vice em dois duelos contra o Santos, e em 2019, quando empatou duas vezes com a Ferroviária e levou a pior nos pênaltis.
Citas Notables
O técnico Thiago Viana repetiu o time que venceu na Neo Química Arena e, com o apoio unânime da torcida, não esperou para subir ao ataque— Descrição da estratégia do São Paulo na partida