Em Tangará da Serra, onde cerca de 300 crianças permanecem vulneráveis a doenças preveníveis por vacinas atrasadas, o mês de agosto se torna um convite à proteção coletiva. A Campanha Nacional de Multivacinação, que começa no dia 3 e tem seu ponto alto no sábado 22, une o poder da imunização ao apelo concreto de 100 bicicletas sorteadas em parceria com o Rotary. É um lembrete de que cuidar das crianças de uma comunidade é, sempre, um ato que pertence a todos.
Tangará da Serra sorteia 100 bicicletas em campanha de multivacinação infantil
Levar a vacina até esses lugares é garantir o acesso à população
Por que uma cidade precisa de um sorteio de bicicletas para convencer pais a vacinarem seus filhos?
Porque a vacinação compete com a realidade das famílias. Os pais trabalham nos mesmos horários em que os postos funcionam. Uma bicicleta não resolve isso, mas reconhece o esforço — e oferece algo tangível além da proteção invisível.
Trezentas crianças com vacinas atrasadas em uma cidade — isso é muito ou pouco?
É o suficiente para criar bolsões de risco. Quando você tem 20% de cobertura incompleta, doenças que deveriam estar erradicadas encontram espaço para circular. Não é um número abstrato.
Por que as áreas indígenas precisam de uma estratégia diferente?
Porque a distância é real. Tangará tem 53% de seu território em terras indígenas. Levar vacina até lá não é uma visita — é uma expedição. Sem parceria com o DSei, essas crianças ficariam invisíveis.
O que muda quando você oferece um dia especial no sábado?
Muda tudo. De repente, o pai que não conseguia sair do trabalho consegue. A mãe que tinha que escolher entre renda e saúde não precisa mais escolher. É um pequeno ajuste que reconhece a vida real das pessoas.
Essas bicicletas chegam em dezembro. Por que tanta demora?
Porque o sorteio é em outubro, mas a entrega é simbólica — vem com o Papai Noel. Transforma um prêmio em celebração. Uma criança que foi vacinada em agosto recebe a bicicleta em dezembro como parte de uma festa. É psicologia, é humanidade.
El Pulso
- Com 20% das crianças com vacinas atrasadas, Tangará da Serra enfrenta uma lacuna silenciosa que deixa centenas de meninos e meninas expostos a doenças que poderiam ser evitadas.
- Os horários das unidades de saúde coincidem com o expediente dos pais, criando uma barreira prática que afasta famílias da vacinação rotineira.
- O sorteio de 100 bicicletas entre crianças vacinadas transforma um ato de saúde pública em um momento de engajamento e reconhecimento comunitário.
- O dia D, marcado para o sábado 22 de agosto, foi pensado justamente para contornar os obstáculos do dia a dia e ampliar o acesso das famílias trabalhadoras.
- A campanha ultrapassa os limites urbanos: equipes percorrem zonas rurais e comunidades indígenas — que ocupam 53% do território municipal — para garantir que nenhuma criança fique sem proteção.
Em Tangará da Serra, onde cerca de 300 crianças permanecem vulneráveis a doenças preveníveis por vacinas atrasadas, o mês de agosto se torna um convite à proteção coletiva. A Campanha Nacional de Multivacinação, que começa no dia 3 e tem seu ponto alto no sábado 22, une o poder da imunização ao apelo concreto de 100 bicicletas sorteadas em parceria com o Rotary. É um lembrete de que cuidar das crianças de uma comunidade é, sempre, um ato que pertence a todos.
A partir de 3 de agosto, as unidades de saúde de Tangará da Serra abrem para a Campanha Nacional de Multivacinação, voltada a crianças de zero a 14 anos. A iniciativa se estende por todo o mês e tem um momento especial no sábado 22 de agosto — o dia D, escolhido para facilitar a presença de pais que trabalham durante a semana. Como incentivo, a Secretaria Municipal de Saúde e o Rotary Tangará da Serra sorteiam 100 bicicletas entre as crianças vacinadas, com entrega prevista para dezembro.
O pano de fundo da campanha é preocupante: cerca de 300 crianças no município estão com a vacinação atrasada, representando 20% da população infantil. A enfermeira Juliana Herrero, da Vigilância Epidemiológica, aponta as principais lacunas — vacinas de febre amarela não aplicadas aos 9 meses e reforços pendentes aos 1 e 3 anos. Essa cobertura incompleta deixa crianças vulneráveis a doenças preveníveis e exige uma resposta ativa da comunidade.
A campanha também alcança o interior do vasto território municipal. A busca ativa vacinal começa nas zonas rurais de São Jorge, Progresso e Triângulo, além das comunidades indígenas — que ocupam 53% da área do município. A parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSei) é fundamental para garantir acesso a essas regiões remotas, construindo presença e confiança onde a logística é mais desafiadora.
Eudair Macedo, presidente do Rotary local, apela às famílias para que levem os filhos aos postos de saúde, reforçando que o benefício é coletivo: uma criança vacinada protege toda a comunidade. O projeto segue até outubro, quando as bicicletas serão sorteadas, encerrando agosto como o mês em que a proteção se torna possível — para quem escolher aproveitá-la.
Na próxima segunda-feira, 3 de agosto, Tangará da Serra abre as portas de suas unidades de saúde para uma campanha que mistura proteção com incentivo: a Campanha Nacional de Multivacinação para crianças de zero a 14 anos. A iniciativa se estenderá por todo o mês, com um dia especial marcado para 22 de agosto — um sábado pensado justamente para facilitar a vida de pais e responsáveis que trabalham durante a semana. Mas há algo a mais nesta campanha. A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Rotary Tangará da Serra, sorteará 100 bicicletas entre as crianças vacinadas, uma estratégia que une dois objetivos: imunizar e engajar.
O município enfrenta um desafio real. Cerca de 20% das crianças em Tangará da Serra — o equivalente a 300 meninos e meninas — estão com a vacinação atrasada. A enfermeira Juliana Herrero, responsável técnica da Vigilância Epidemiológica, aponta as lacunas específicas: crianças de 9 meses sem a vacina da febre amarela, e outras com reforços pendentes aos 1 e 3 anos. Essa cobertura vacinal incompleta deixa a população infantil vulnerável a doenças que poderiam ser prevenidas. A campanha, portanto, não é apenas rotina administrativa — é uma tentativa de fechar brechas que colocam crianças em risco.
Herrero reconhece as dificuldades práticas que afastam as famílias dos postos de saúde. Os horários de funcionamento das unidades coincidem com o horário de trabalho dos pais, criando um obstáculo real. O dia D no sábado, 22 de agosto, existe para contornar exatamente isso. A enfermeira reforça que a vacinação é uma responsabilidade compartilhada: a prefeitura oferece acesso, mas as famílias precisam comparecer.
Eudair Macedo, presidente do Rotary Tangará da Serra, fala sobre o trabalho árduo envolvido na campanha. Ele apela aos pais e mães para que façam sua parte, levando os filhos aos postos de saúde. O benefício, segundo ele, não é apenas individual — é coletivo. Uma criança vacinada protege outras crianças, protege a comunidade inteira. O sorteio das 100 bicicletas, que ocorrerá em outubro, serve como um reconhecimento tangível desse ato de cuidado.
A campanha também alcança além da cidade. A partir de 3 de agosto, uma busca ativa vacinal escolar começa nas áreas rurais — São Jorge, Progresso, Triângulo — e nas comunidades indígenas. Esse trabalho, que se estenderá por três semanas, é necessário porque o território de Tangará da Serra é vasto: aproximadamente metade do tamanho do estado de Sergipe, com 53% de sua área sendo terras indígenas. Levar vacina até esses lugares distantes é garantir que nenhuma criança fique para trás.
A parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSei) tem sido fundamental para essa expansão. O DSei, ligado à Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, facilita o acesso às comunidades indígenas e colabora na vacinação. Herrero destaca que essa colaboração torna o trabalho mais efetivo e positivo — não é apenas levar vacina, é estar presente, é construir confiança.
O projeto segue até outubro, quando as 100 bicicletas serão sorteadas. A entrega, porém, acontece em dezembro, na chegada do Papai Noel — um detalhe que transforma o prêmio em celebração. Para as 300 crianças com vacinação atrasada, para as centenas de outras que ainda não receberam todas as doses necessárias, agosto é o mês em que a proteção se torna possível. Tudo depende de pais e responsáveis que entendam a vacinação não como obrigação, mas como um presente que dão aos filhos e à comunidade.
Citas Notables
A gente agrega as duas coisas. Imunizamos as crianças e também abre a possibilidade dessas crianças concorrerem a bicicletas— Juliana Herrero, enfermeira responsável técnica da Vigilância Epidemiológica
Pai e mãe, faça a sua parte levando o seu filho a um postinho de saúde. Assim você estará trazendo benefício para sua família e para toda a sociedade— Eudair Macedo, presidente do Rotary Tangará da Serra