Em meio à disputa acirrada pela prefeitura de São Paulo, a deputada Tabata Amaral lançou acusações graves contra o candidato Pablo Marçal, alegando que seu círculo político mantém vínculos com lideranças do PCC. O gesto — feito em vídeo público, com fotos e nomes — revela como campanhas eleitorais em grandes centros urbanos frequentemente transformam suspeitas em armas de arena, onde a fronteira entre denúncia legítima e estratégia de desqualificação permanece tênue. A cidade mais populosa do Brasil assiste, mais uma vez, ao encontro entre política e crime organizado como tema central de uma d
Tabata acusa Marçal de envolvimento com pessoas do PCC
não vai permitir que São Paulo caia na mão dessa gente
Por que Tabata escolheu fazer essas acusações especificamente agora, em vídeo?
Estamos no auge da campanha. É quando as acusações ganham mais peso porque o eleitor está prestando atenção. Um vídeo com fotos é mais impactante que um comunicado.
Ela está dizendo que Marçal é membro do PCC ou apenas que tem ligações?
Ligações. Ela aponta para o círculo dele — o presidente do partido, pessoas fotografadas juntas, confissões de envolvimento. É uma acusação de proximidade, não de filiação direta.
Leonardo Avalanche confessou essas coisas publicamente?
Segundo Tabata, sim — foi gravado. Mas a gente não vê a gravação no vídeo dela, só a alegação. Isso é importante.
E se for tudo verdade? Qual é o risco para Marçal?
Eleitoral, é devastador. Associação com crime organizado mata candidatura. Mas também há risco legal se as acusações forem falsas — difamação é crime.
Como Marçal provavelmente vai responder?
Negando tudo ou dizendo que as fotos foram tiradas de contexto. Pode também atacar a credibilidade de Tabata. É o que fazem em campanhas assim.
Il Polso
- Tabata Amaral publicou um vídeo acusando Marçal de ligações com o PCC, nomeando aliados e exibindo fotos como evidência.
- A acusação coloca em xeque a reputação de Marçal num momento decisivo da campanha, associando seu partido e financiadores a lideranças criminosas.
- O ponto mais explosivo é a alegação de que Leonardo Avalanche, presidente do partido de Marçal, teria confessado participação na soltura de André do Rap, apontado como líder do PCC.
- A campanha de Marçal ainda não havia respondido formalmente às acusações, deixando o impacto eleitoral do episódio em aberto.
Em meio à disputa acirrada pela prefeitura de São Paulo, a deputada Tabata Amaral lançou acusações graves contra o candidato Pablo Marçal, alegando que seu círculo político mantém vínculos com lideranças do PCC. O gesto — feito em vídeo público, com fotos e nomes — revela como campanhas eleitorais em grandes centros urbanos frequentemente transformam suspeitas em armas de arena, onde a fronteira entre denúncia legítima e estratégia de desqualificação permanece tênue. A cidade mais populosa do Brasil assiste, mais uma vez, ao encontro entre política e crime organizado como tema central de uma disputa pelo poder.
Na noite de sexta-feira, Tabata Amaral publicou um vídeo em sua conta no X acusando Pablo Marçal de envolvimento com membros do Primeiro Comando da Capital. A deputada federal pelo PSB apresentou fotos e citou três nomes — Renato Cariani, Leonardo Avalanche e Pablo Escobar — para traçar uma cadeia de conexões entre o candidato do PRTB e lideranças da organização criminosa.
No centro das acusações estava Leonardo Avalanche, descrito por Tabata como o maior aliado político de Marçal, responsável por financiar sua candidatura e presidir seu partido. Segundo a deputada, Avalanche teria sido gravado confessando ter articulado a soltura de André do Rap, apontado como um dos líderes do PCC, e admitido manter contato com outro integrante da organização, conhecido como Piauí.
Tabata completou o argumento afirmando que Valquito — irmão de Piauí, segundo ela — havia sido fotografado ao lado de Marçal em Paraisópolis. Encerrando o vídeo, declarou que não permitiria que São Paulo caísse nas mãos dessa gente. As acusações, feitas sem resposta imediata da campanha adversária, lançaram uma sombra sobre a candidatura de Marçal num dos momentos mais intensos da disputa pela maior cidade do país.
Na sexta-feira à noite, Tabata Amaral postou um vídeo de pouco mais de um minuto em sua conta no X acusando seu rival na corrida pela prefeitura de São Paulo de estar envolvido com membros do Primeiro Comando da Capital. A deputada federal pelo PSB apresentou fotos enquanto falava e nomeou três pessoas: Renato Cariani, Leonardo Avalanche e Pablo Escobar, alegando que essas conexões ligavam o empresário Pablo Marçal, candidato pelo PRTB, a lideranças da organização criminosa.
Segundo Tabata, o maior aliado político de Marçal seria Leonardo Avalanche, que além de estar ligado ao candidato teria sido quem o bancou como candidato e também preside o partido dele. Ela afirmou que Avalanche foi gravado confessando ter sido responsável pela soltura de André do Rap, descrito como um dos líderes do PCC. A deputada também mencionou que Avalanche teria admitido manter ligações com outro líder da organização, conhecido como Piauí, que seria irmão de Valquito.
O argumento de Tabata se completava com uma alegação de proximidade visual: ela disse que Valquito havia sido fotografado em Paraisópolis na companhia de Pablo Marçal. A deputada encerrou sua acusação afirmando que não permitiria que São Paulo caísse nas mãos "dessa gente", referindo-se aos supostos envolvidos com o crime organizado.
O vídeo foi publicado em um momento de campanha acirrada pela prefeitura da maior cidade do país, quando os candidatos intensificam seus ataques mútuos e buscam desqualificar rivais perante o eleitorado. As acusações de Tabata, se comprovadas, representariam um problema grave para a candidatura de Marçal, associando-o diretamente a lideranças criminosas. A forma como a campanha responderia a essas alegações e se outras evidências viriam à tona nos dias seguintes permanecia em aberto.
Citazioni salienti
O maior aliado político de Marçal é Leonardo Avalanche, presidente do partido dele, o cara que bancou Marçal como candidato— Tabata Amaral