Num dia de outubro de 2026, em Johor Bahru, um automóvel comum transformou-se em aviso público: o conjunto traseiro de um SUV chinês cedeu e o eixo separou-se da carroçaria. Como tantas vezes acontece, a confiança que os condutores depositam numa máquina só se revela frágil quando ela falha à vista de todos. Agora, a Malásia e a Chery procuram separar o que é certeza do que é apenas semelhança, à espera de uma auditoria que dirá se o defeito nasceu na fábrica, num fornecedor ou noutro elo da cadeia.
SUV chinês perde eixo traseiro na Malásia e vê novas matrículas suspensas
O eixo e as duas rodas separaram-se da carroçaria.
O que aconteceu, em concreto, em Johor Bahru?
A 6 de outubro, um Omoda 5 perdeu o conjunto da suspensão traseira e as duas rodas separaram-se da carroçaria. As fotografias espalharam-se nas redes sociais.
E a reação das autoridades?
A 11 de outubro, o JPJ suspendeu temporariamente a homologação das versões potencialmente envolvidas. Não há novas matrículas enquanto decorrem as averiguações, e foi pedida uma investigação técnica.
Antes de avançarmos: os 8.878 carros chamados à oficina têm todos defeito?
Não. É o universo da campanha, e não há confirmação de defeito em todos eles.
Já houve algo parecido antes, certo?
Em 2024. A Chery apontou uma falha de calibração na soldadura de um fornecedor, com 60 veículos afetados e inspeção alargada a 600 unidades.
Isso quer dizer que a causa agora é a mesma?
Não se pode dizer. A origem da falha de outubro de 2026 e qualquer ligação ao caso anterior continuam por esclarecer.
E o elétrico?
O Omoda E5 e o O5 usam suspensão multilink, enquanto o Omoda 5 a gasolina tem barra de torção. O caso não se estende automaticamente a eles.
O que ainda falta saber?
O resultado da auditoria à produção, montagem e fornecedores, incluindo a inspeção das soldaduras.
El Pulso
- Um Omoda 5 perdeu o conjunto da suspensão traseira em Johor Bahru, e as imagens espalharam-se pelas redes sociais.
- Cinco dias depois, o JPJ suspendeu a homologação de novas matrículas das versões potencialmente envolvidas.
- A Chery chamou 8.878 unidades das versões C e H às oficinas para inspeção e substituição gratuita de componentes.
- A origem da falha segue por esclarecer, e a semelhança com a campanha de 2024 ainda não prova a mesma causa.
- A auditoria à produção e aos fornecedores decidirá quando as matrículas voltam a ser autorizadas.
Num dia de outubro de 2026, em Johor Bahru, um automóvel comum transformou-se em aviso público: o conjunto traseiro de um SUV chinês cedeu e o eixo separou-se da carroçaria. Como tantas vezes acontece, a confiança que os condutores depositam numa máquina só se revela frágil quando ela falha à vista de todos. Agora, a Malásia e a Chery procuram separar o que é certeza do que é apenas semelhança, à espera de uma auditoria que dirá se o defeito nasceu na fábrica, num fornecedor ou noutro elo da cadeia.
A 6 de outubro, em Johor Bahru, um Chery Omoda 5 ficou sem o conjunto da suspensão traseira. O eixo e as duas rodas separaram-se da carroçaria, e as imagens que começaram a circular nas redes sociais colocaram a segurança do modelo sob escrutínio.
Cinco dias depois, o Departamento dos Transportes Rodoviários da Malásia, o JPJ, suspendeu temporariamente a homologação das versões potencialmente envolvidas, o que significa que novas matrículas ficam bloqueadas enquanto decorrem as averiguações. A Chery respondeu com uma campanha de recolha que abrange 8.878 unidades das versões C e H. Os proprietários podem verificar se o seu carro está incluído através do VIN, no site da Chery Malaysia, mas o número refere-se ao universo da campanha, não a defeitos confirmados em todos os veículos.
O caso recorda uma campanha de 2024, quando a marca atribuiu um problema a uma falha de calibração num equipamento de soldadura de um fornecedor. A semelhança não permite, porém, concluir que a causa seja a mesma. Convém também lembrar que o Omoda 5 a gasolina usa uma suspensão traseira diferente do elétrico Omoda E5 e do Chery O5, pelo que o caso não deve ser estendido automaticamente a outras versões.
As autoridades malaias ordenaram agora uma auditoria à produção, à montagem e aos fornecedores, incluindo os procedimentos de inspeção das soldaduras. Só os resultados dirão onde nasceu a falha e quando as matrículas poderão voltar a ser feitas.
A 6 de outubro, em Johor Bahru, na Malásia, um Chery Omoda 5 ficou sem o conjunto da suspensão traseira. O eixo e as duas rodas separaram-se da carroçaria. As imagens do SUV começaram depois a circular nas redes sociais e puseram a segurança do modelo sob escrutínio.
Cinco dias mais tarde, a 11 de outubro, o Departamento dos Transportes Rodoviários da Malásia, o JPJ, anunciou a suspensão temporária da homologação das versões potencialmente envolvidas. Na prática, deixam de ser feitas novas matrículas desses automóveis enquanto decorrem as averiguações. As autoridades exigiram ainda uma investigação técnica.
A Chery confirmou entretanto uma campanha de recolha que abrange 8.878 unidades do Omoda 5, nas versões C e H, no mercado malaio. Os veículos abrangidos têm direito a inspeção e substituição de componentes sem custos. A fabricante diz que vai contactar os proprietários e distribuir as peças de substituição pelos centros de assistência de forma faseada.
Os clientes podem confirmar se o seu automóvel está incluído através do número de identificação do veículo, o VIN, no site da Chery Malaysia. Convém ler o número com rigor: 8.878 corresponde ao universo da campanha e não significa que tenha sido confirmado um defeito em todos esses carros.
O episódio surge depois de uma campanha semelhante em 2024. Na altura, a Chery atribuiu o problema a uma falha de calibração num equipamento de soldadura de um fornecedor, após a substituição da ponta usada pela máquina. A marca identificou 60 veículos com componentes afetados e, por precaução, alargou a inspeção a 600 unidades com eixos produzidos entre 14 e 17 de agosto de 2023.
A semelhança entre os dois casos não permite, porém, concluir que a causa seja a mesma. A origem exata da falha de outubro de 2026 e uma eventual ligação ao problema anterior continuam por esclarecer publicamente.
Há também uma distinção técnica. O Omoda 5 original, a gasolina, usa uma suspensão traseira com barra de torção. O elétrico Omoda E5 e o Chery O5, que substituiu o modelo original na Malásia, recorrem a uma suspensão independente multilink. Por isso, o caso não deve ser alargado automaticamente ao elétrico nem a todas as versões vendidas noutros países.
As autoridades malaias determinaram ainda uma auditoria à produção, à montagem e aos fornecedores dos componentes do eixo, incluindo os procedimentos de inspeção das soldaduras. Os resultados dessa auditoria dirão se a falha tem origem na fábrica, num fornecedor ou noutro ponto da cadeia, e se as matrículas voltam a ser autorizadas.
Citas Notables
A campanha de recolha abrange 8.878 unidades do Omoda 5, nas versões C e H, com inspeção e substituição de componentes sem custos.— Chery, fabricante