Numa era em que a atenção humana é disputada por milhares de estímulos digitais por dia, a sexóloga Flávia dos Santos lembra que o desejo não nasce no corpo, mas na mente — e que uma mente exausta pouco espaço deixa para a intimidade florescer. A hiperconexão tecnológica criou um paradoxo silencioso: estamos mais ligados do que nunca ao mundo, e mais distantes do que nunca de nós próprios. A proposta não é nova, mas tornou-se urgente — desligar para voltar a sentir.