Simões indica Márcio Augusto para presidência da Cemig

Nenhuma pedra ficará sem ser virada de cabeça para baixo
O governador descreveu seu plano para investigar irregularidades na Cemig SIM com profundidade.
Mark

Por que o governador faria essa troca agora, a poucos meses da eleição?

Mimi

A coligação que apoia Simões pediu a presidência da Cemig como condição para formalizar o apoio. É uma negociação política clara — União Brasil e PP queriam esse cargo.

Luke

Mas vale notar que a indicação ainda precisa passar pelos ritos de governança. Não é automática.

Mark

E quanto a Peixoto? Ele fica sem poder?

Mimi

Não, ele muda de função. Sai da presidência executiva e vai para o Conselho, mas com responsabilidades importantes em compliance, governança e investigações internas.

Luke

A questão é: quanto poder real ele terá nessa nova posição? O documento não detalha isso.

Mark

Qual é essa história de "assalto por grupos políticos" na Cemig SIM?

Mimi

Simões afirmou em coletiva que houve uma tentativa de apropriação indevida. Peixoto e Pessoa vão conduzir auditorias para apurar o que aconteceu e recuperar prejuízos.

Luke

Mas não há detalhes públicos sobre o que exatamente aconteceu, quanto foi perdido ou quem estava envolvido. É uma acusação genérica por enquanto.

Mark

Nunes tem experiência em estatais?

Mimi

Sim. Presidiu a Copasa entre 2005 e 2009 e depois a Gasmig de 2009 a 2011. Tem histórico no setor.

Luke

Mas isso foi há mais de uma década. Não sabemos qual é sua experiência recente ou como ele se posiciona em relação aos desafios atuais da Cemig.

Mark

Isso é uma vitória para a coligação?

Mimi

Claramente. Eles pediram a presidência da Cemig e conseguiram. É um prêmio pelo apoio político.

Luke

Verdade, mas também é importante lembrar que Simões ainda precisa vencer a eleição. Se perder, essas indicações podem não se concretizar.

  • A indicação de um novo presidente para a Cemig foi comunicada abruptamente aos investidores numa sexta-feira à noite, sinalizando urgência política disfarçada de rito corporativo.
  • Alexandre Ramos Peixoto deixa a presidência pouco mais de três meses após assumir, evidenciando a instabilidade que acordos de coligação podem impor à gestão de estatais estratégicas.
  • O governador Simões denunciou publicamente uma 'tentativa de assalto por grupos políticos' à subsidiária Cemig SIM, elevando o tom e prometendo prisões e recuperação de prejuízos.
  • Peixoto não sai de cena — migra para o Conselho de Administração com missão de conduzir auditorias internas e acompanhar a abertura do mercado livre de energia para consumidores residenciais.
  • As indicações ainda dependem dos ritos de governança previstos no Estatuto Social da Cemig, mantendo o desfecho formal em aberto enquanto o cenário político já está decidido.

No limiar de uma disputa eleitoral, o governador de Minas Gerais Mateus Simões movimenta o comando da Cemig, indicando Márcio Augusto Vasconcelos Nunes — veterano das estatais mineiras — para presidir a companhia energética. A troca, anunciada em Fato Relevante na noite de sexta-feira, honra um compromisso firmado com a coligação União Progressista, que apoiou Simões em troca da presidência da estatal. Mais do que uma rotação de cadeiras, a mudança carrega o peso de investigações sobre irregularidades na Cemig SIM e a promessa de uma governança mais vigilante sobre o setor elétrico em transformação.

O governador Mateus Simões indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para presidir a Cemig, comunicando a decisão aos investidores por meio de Fato Relevante publicado na noite de sexta-feira, 28 de agosto. Nunes tem passagem pela presidência da Copasa, entre 2005 e 2009, e pela Gasmig, de 2009 a 2011 — trajetória que o situa entre os quadros históricos das estatais mineiras.

A mudança reorganiza a cúpula da companhia: Alexandre Ramos Peixoto, que presidia a Cemig há pouco mais de três meses, passará a presidir o Conselho de Administração. Sérgio Pessoa, ex-Advogado-Geral do Estado e até então vice-presidente jurídico, também integrará o Conselho. A troca atende a um pedido formal da Federação União Progressista — aliança entre União Brasil e PP —, que apoiou Simões na campanha ao governo estadual em troca da presidência da estatal. O mesmo bloco indicou Danilo de Castro para a vice-governança e Renato Rezende para a Secretaria de Estado de Governo.

Além da reorganização política, a mudança carrega uma missão investigativa. Simões descreveu a Cemig SIM como alvo de uma 'tentativa de assalto por grupos políticos' e designou Peixoto para coordenar auditorias internas na subsidiária, com reporte direto ao governador. O próprio Simões prometeu que os responsáveis por eventuais irregularidades serão identificados e responsabilizados. Peixoto também acompanhará a abertura do mercado livre de energia a consumidores residenciais e comerciais, parte de uma reforma mais ampla do setor elétrico nacional. As indicações seguem sujeitas aos ritos de governança previstos no Estatuto Social da Cemig.

O governador de Minas Gerais Mateus Simões, candidato à reeleição pelo PSD, indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para presidir a Companhia Energética de Minas Gerais. A indicação foi comunicada aos investidores na noite de sexta-feira, 28 de agosto, através de Fato Relevante publicado pela empresa. Nunes é ex-presidente da Copasa, onde esteve entre 2005 e 2009, e também comandou a Gasmig de 2009 a 2011.

A movimentação no comando da Cemig traz consigo outras mudanças na estrutura de gestão. Alexandre Ramos Peixoto, que atualmente preside a companhia, deixará o cargo pouco mais de três meses após ter assumido a função. Ele foi indicado para presidir o Conselho de Administração da empresa. Além disso, Sérgio Pessoa, ex-Advogado-Geral do Estado e até então vice-presidente jurídico da Cemig, receberá indicação para integrar o Conselho de Administração.

A troca de comando responde a um pedido específico da Federação União Progressista, coligação formada entre União Brasil e PP que formalizou seu apoio a Simões na disputa pelo governo estadual. Ao oferecer esse apoio, a coligação solicitou a presidência da Cemig como contrapartida. O bloco também indicou Danilo de Castro, do União Brasil, para a vice-governança na chapa de Simões, e já havia indicado Renato Rezende, ligado ao PP, para comandar a Secretaria de Estado de Governo. Há uma conexão histórica entre os nomes envolvidos: durante as gestões de Aécio Neves e Antônio Anastasia no governo estadual, quando Nunes presidia Copasa e Gasmig, Danilo de Castro atuava como secretário de Governo.

Simões comunicou a mudança a Peixoto na semana anterior ao anúncio oficial. De acordo com interlocutores, a intenção do governador é que Peixoto assuma funções estratégicas nas áreas de compliance e governança, acompanhando a nova gestão com reportes diretos ao governador. Peixoto também coordenará a Cemig SIM e será responsável por auditorias internas que investigam, conforme afirmou Simões, uma "tentativa de assalto por grupos políticos" na subsidiária.

Em coletiva de imprensa durante agenda de campanha, Simões descreveu a situação na Cemig SIM como uma vítima de tentativa de apropriação indevida por grupos políticos. Ele afirmou que a investigação será profunda e que qualquer prejuízo causado à companhia será recuperado e todos os responsáveis identificados e presos. A escolha de Peixoto e Pessoa para conduzir essas investigações, segundo o governador, reflete seu compromisso em colocar "as duas melhores pessoas" para revirar a companhia e garantir que nenhuma irregularidade permaneça sem apuração.

Outra responsabilidade que recairá sobre Peixoto é acompanhar a abertura do mercado livre de energia a consumidores residenciais e comerciais, uma medida que será implementada como parte de uma reforma mais ampla do setor elétrico nacional. A empresa informou que as indicações estão sujeitas aos ritos de governança conforme a legislação vigente e o Estatuto Social da Cemig, e reiterou seu compromisso em manter acionistas e o mercado informados sobre o processo.

A Cemig SIM foi vítima de uma tentativa de assalto por grupos políticos, e precisamos ter certeza que tudo lá dentro será investigado
— Mateus Simões, governador de Minas Gerais
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