Em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, o Serviço Secreto dos Estados Unidos cumpriu sua obrigação diplomática de proteger o presidente do Irã — um líder que, sob essa mesma proteção, acusou Washington e Tel Aviv de terrorismo e declarou que seu país jamais se curvará à pressão americana. O episódio revela uma das paradoxos mais duradouros da ordem internacional: as mesmas instituições que sustentam o diálogo entre nações inimigas exigem que cada parte garanta a segurança daqueles cujas palavras mais a confrontam.