Num gesto que costuma passar despercebido nos corredores do poder, o Senado deu um passo para que mulheres que atravessaram o câncer de mama não precisem enfrentar, sozinhas, as sequelas de uma reconstrução. O projeto 2.113/2019 reconhece que a cura da doença não encerra o cuidado com o corpo e com a mente, e garante a troca de implantes sempre que surgirem complicações, tanto pelos planos de saúde quanto pelo SUS. A proposta ainda não é lei: retorna à Câmara dos Deputados, que decidirá se acolhe as mudanças feitas pelos senadores.
Senado aprova projeto que garante troca de implante mamário para pacientes com câncer
O texto volta à Câmara, onde as mudanças serão analisadas.
Em termos práticos, o que muda para uma paciente com esse projeto?
Ela passa a ter o direito assegurado de trocar o implante da reconstrução se surgirem complicações ou efeitos adversos, seja pelo plano de saúde, seja pelo SUS. E também ao acompanhamento psicológico.
Por que essa garantia importa?
Porque o implante faz parte da reconstrução depois de uma mutilação causada pelo tratamento do câncer. Se ele dá problema, a paciente precisa de um caminho assegurado para corrigir.
Importa lembrar que ainda não é lei. O que a notícia confirma é a aprovação no Senado.
Exato. O texto volta à Câmara, que vai analisar as alterações feitas pelo relator Flávio Arns.
A votação foi simbólica. Isso diz algo sobre o apoio?
Diz que não houve registro nominal de votos. A reportagem não informa se houve divergência, então não dá para afirmar nada além disso.
E sobre prazos ou custos para o SUS e os planos?
A fonte não traz nada sobre isso. Não há informação sobre prazo de implementação nem sobre impacto financeiro.
Der Puls
- Uma votação simbólica, sem registro nominal, levou o projeto adiante no Senado, e o silêncio do plenário deu lugar a uma decisão coletiva.
- Mulheres que perderam a mama, parcial ou totalmente, para salvar a própria vida enfrentam agora complicações nos implantes que as reconstruíram.
- O substitutivo do relator Flávio Arns amplia o alcance do texto, somando acesso pelo SUS e acompanhamento psicológico à troca dos implantes.
- A proposta ainda precisa vencer a análise da Câmara dos Deputados, que pode aceitar o texto ou promover novos ajustes antes de enviá-lo à sanção.
Num gesto que costuma passar despercebido nos corredores do poder, o Senado deu um passo para que mulheres que atravessaram o câncer de mama não precisem enfrentar, sozinhas, as sequelas de uma reconstrução. O projeto 2.113/2019 reconhece que a cura da doença não encerra o cuidado com o corpo e com a mente, e garante a troca de implantes sempre que surgirem complicações, tanto pelos planos de saúde quanto pelo SUS. A proposta ainda não é lei: retorna à Câmara dos Deputados, que decidirá se acolhe as mudanças feitas pelos senadores.
O Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei 2.113/2019, que garante a mulheres com câncer de mama o direito de trocar o implante mamário quando surgirem complicações ou efeitos adversos. A votação simbólica dispensa o registro nominal: os senadores apenas manifestam concordância, e a presidência proclama o resultado.
O direito alcança quem passou por cirurgia reconstrutiva após a mutilação causada pelo tratamento. O projeto não trata de próteses em geral, mas daquelas colocadas para devolver à mama sua forma depois da doença. A troca deve ser assegurada tanto para quem tem plano de saúde quanto para quem depende do SUS.
Há ainda um segundo ponto: pacientes que sofreram mutilação total ou parcial da mama passam a ter garantido o acompanhamento psicológico.
O texto aprovado é o substitutivo apresentado por Flávio Arns, do Podemos do Paraná, que reformulou a proposta original. Como houve mudanças em relação ao texto vindo da Câmara, a matéria não segue para sanção presidencial e volta aos deputados, que vão decidir se aceitam o substitutivo ou se farão novos ajustes.
O Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei 2.113/2019, que garante a mulheres com câncer de mama o direito de trocar o implante mamário quando surgirem complicações ou efeitos adversos. A votação simbólica é aquela em que não há registro nominal de votos: os senadores só manifestam se concordam ou não, e o resultado é proclamado pela presidência.
O direito vale para pacientes que passaram por cirurgia plástica reconstrutiva depois de uma mutilação decorrente do tratamento da doença. Ou seja, o projeto não trata de qualquer prótese mamária, e sim daquelas colocadas para reconstruir a mama após o tratamento oncológico.
O texto prevê que o acesso à substituição do implante seja assegurado em duas frentes: para quem tem plano de saúde e para quem depende do Sistema Único de Saúde, o SUS. Em ambos os casos, a troca deve ser garantida sempre que houver complicações ou efeitos adversos ligados ao implante.
O projeto também inclui um segundo ponto. Pacientes que tenham sofrido mutilação total ou parcial da mama, em decorrência da técnica usada para tratar o câncer, passam a ter garantido o acompanhamento psicológico.
O que os senadores aprovaram foi a versão apresentada pelo relator da matéria no Senado, Flávio Arns, do Podemos do Paraná. Ele elaborou um substitutivo, isto é, um texto que reformula a proposta original, e foi essa redação que passou pelo plenário.
Como houve alteração em relação ao que veio da Câmara dos Deputados, o projeto não segue para sanção presidencial. Ele volta à Câmara, onde os deputados vão analisar as mudanças feitas pelos senadores. Só depois dessa etapa o texto poderá avançar.
O que se acompanha daqui em diante é se a Câmara aceitará o substitutivo de Arns, incluindo a previsão de acompanhamento psicológico, ou se fará ajustes antes de concluir a tramitação.