Entre julho e agosto de 2026, seis cidadãos portugueses foram detidos na Malásia no âmbito da operação Lejogaster, acusados de atuar como correios humanos numa rede internacional de tráfico de canábis com destino à Europa. A rede, liderada a partir do continente europeu por um compatriota, usava a Malásia como ponto de trânsito estratégico, mantendo os correios isolados uns dos outros como peças descartáveis de uma engrenagem maior. O que para cada um deles pode ter parecido uma saída rápida transformou-se numa confrontação com uma justiça estrangeira onde o peso da lei sobre o tráfico de drog
Seis portugueses detidos na Malásia por tráfico de canábis para Europa
Um cidadão português coordenava a partir da Europa
Como é que um português consegue coordenar uma operação destas a partir da Europa?
Porque a tecnologia permite. Telemóvel, mensagens, transferências bancárias — tudo funciona à distância. O líder nunca precisa estar no terreno. Recruta pessoas, dá instruções, recebe confirmações. É quase invisível.
E as pessoas que transportam a droga — sabem em que se estão a meter?
Provavelmente sabem que é ilegal. Mas talvez não entendam a dimensão. Veem um ganho rápido, uma viagem, um hotel. Não veem a cadeia malaia, as penas severas, o isolamento.
Porque é que a Malásia é escolhida como ponto de trânsito?
Localização geográfica. Está entre a Ásia e a Europa. Tem portos, aeroportos, infraestrutura. E talvez — apenas talvez — haja corrupção suficiente para que a operação funcione durante um tempo.
O que significa para os detidos agora?
Significa que estão presos numa jurisdição estrangeira, longe das famílias, sem conhecer bem o sistema legal local. O MNE pode ajudar, mas não pode libertá-los. Estão entregues ao processo criminal malaio.
E o líder português — foi apanhado também?
A fonte não o confirma explicitamente. Mas se estava na Europa a coordenar, é possível que ainda não tenha sido detido. Talvez seja o próximo passo da investigação.
The Pulse
- Seis portugueses, com idades entre 22 e 51 anos, enfrentam processos criminais na Malásia, país onde o tráfico de droga pode acarretar penas extremamente severas.
- A operação desmantelou uma estrutura sofisticada: os correios eram mantidos em hotéis separados, sem contacto entre si, para dificultar a deteção pelas autoridades.
- Foram apreendidos 270 kg de canábis avaliados em cerca de 4,67 milhões de euros, além de joias, equipamentos eletrónicos e um veículo.
- O verdadeiro líder da rede permanecia na Europa, coordenando o recrutamento e o fluxo de droga com destino a Londres e posterior distribuição europeia.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros português acompanha o caso através da embaixada em Banguecoque e do cônsul honorário em Kuala Lumpur, mantendo contacto com as famílias e as autoridades locais.
Entre julho e agosto de 2026, seis cidadãos portugueses foram detidos na Malásia no âmbito da operação Lejogaster, acusados de atuar como correios humanos numa rede internacional de tráfico de canábis com destino à Europa. A rede, liderada a partir do continente europeu por um compatriota, usava a Malásia como ponto de trânsito estratégico, mantendo os correios isolados uns dos outros como peças descartáveis de uma engrenagem maior. O que para cada um deles pode ter parecido uma saída rápida transformou-se numa confrontação com uma justiça estrangeira onde o peso da lei sobre o tráfico de droga é considerável.
A Malásia desmantelou, entre julho e agosto de 2026, uma rede internacional de tráfico de droga com seis portugueses no centro das operações. As detenções ocorreram em três fases distintas, nas regiões de Penang, Selangor e Negeri Sembilan, sob o nome de operação Lejogaster. Os suspeitos, com idades entre 22 e 51 anos, foram recrutados para funcionar como correios humanos, transportando canábis da Ásia até à Europa.
A estrutura da rede era deliberadamente opaca: os correios não se conheciam entre si, eram alojados em hotéis diferentes e constantemente deslocados para evitar deteção. O destino final era Londres, ponto de entrada para a distribuição europeia. Quem coordenava tudo era um cidadão português que operava a partir da Europa, recrutando pessoas e enviando-as para a Malásia com instruções precisas.
A operação foi além dos seis portugueses: a polícia malaia deteve ainda um cidadão de Myanmar, dois de Singapura e um suspeito malaio. No total, foram apreendidos 270 quilogramas de canábis, avaliados em cerca de 4,67 milhões de euros, além de joias, telemóveis, computadores e um automóvel.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou estar a acompanhar o caso através da embaixada em Banguecoque e do cônsul honorário em Kuala Lumpur, em contacto permanente com as autoridades locais e com as famílias dos detidos. Para os seis portugueses, o que poderá ter começado como uma oportunidade de ganho rápido converteu-se numa situação legal grave, longe de casa, numa jurisdição onde o tráfico de droga é tratado com particular severidade.
A Malásia desmantelou uma rede internacional de tráfico de droga que tinha seis portugueses como peças centrais. As detenções aconteceram entre julho e agosto, em três operações distintas espalhadas por Penang, Selangor e Negeri Sembilan, sob o nome de operação Lejogaster. Os suspeitos, com idades entre 22 e 51 anos, estavam recrutados para funcionar como correios humanos, transportando canábis da Ásia até à Europa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou estar a acompanhar o caso através da embaixada em Banguecoque e do cônsul honorário em Kuala Lumpur. Ambos mantêm contacto permanente com as autoridades locais e com as famílias dos detidos, oferecendo o apoio que conseguem prestar. A situação é delicada: cidadãos portugueses enfrentam agora processos criminais numa jurisdição estrangeira, onde as penas por tráfico de droga podem ser severas.
Segundo o diretor do Departamento de Investigação Criminal de Narcóticos de Bukit Aman, Datuk Hussein Omar Khan, o grupo português tinha uma estrutura clara. Um cidadão português funcionava como líder, coordenando a operação a partir da Europa. Ele era responsável por recrutar pessoas e trazê-las até à Malásia, onde recebiam instruções para transportar a droga. Os correios não se conheciam entre si — estavam alojados em hotéis diferentes, constantemente deslocados de um lado para o outro, para evitar detecção. O destino final era Londres, de onde a canábis seria distribuída por vários países europeus.
A operação Lejogaster foi abrangente. Além dos seis portugueses, a polícia malaia deteve um cidadão de Myanmar, dois de Singapura e um suspeito malaio. No total, apreendeu 270,27 quilogramas de canábis, avaliados em cerca de 21,62 milhões de ringgit — aproximadamente 4,67 milhões de euros. Também foram encontrados 0,5 gramas de metanfetaminas. Os bens apreendidos incluíram joias, telemóveis, computadores portáteis e um Honda CR-V, num valor total de cerca de 25.300 euros.
O que a operação revelou foi a sofisticação da rede. A Malásia funcionava como ponto de trânsito estratégico para um mercado internacional muito maior. Os correios eram pessoas descartáveis, sem ligações entre si, facilmente substituíveis. O verdadeiro comando estava na Europa, onde alguém coordenava o fluxo de pessoas e droga com a precisão de uma operação logística. Para os seis portugueses agora detidos, o que começou como uma oportunidade de ganho rápido transformou-se numa situação legal complexa, longe de casa, sob a jurisdição de um país onde o tráfico de droga é crime grave.
Notable Quotes
O Ministério dos Negócios Estrangeiros acompanha a detenção de seis cidadãos nacionais na Malásia. A embaixada de Banguecoque e o cônsul honorário de Kuala Lumpur estão em permanente contacto com as autoridades locais e com as famílias— Ministério dos Negócios Estrangeiros português
No grupo português, o líder é um cidadão português. A partir da Europa, coordenava as pessoas que eram trazidas para a Malásia para atuarem como correios de droga— Datuk Hussein Omar Khan, diretor do Departamento de Investigação Criminal de Narcóticos