Casa de ator é atingida por tiros durante operação policial na Maré

Três pessoas mortas, 16 feridas (incluindo adolescentes de 12 e 15 anos), e moradores traumatizados por confronto intenso que começou à 1h15 da madrugada.
Olha onde que pegou um tiro na minha janela
Ator mostra os danos deixados pelos disparos que atingiram sua casa durante operação policial na Maré.
Mark

Por que a casa de um ator virou notícia? Não há outras casas atingidas?

Mimi

Há muitas. Mas Marcos Henrique Jr. tem voz — ele documentou e compartilhou. Isso torna visível o que geralmente fica invisível.

Luke

Verdade, mas precisamos ser cuidadosos: sabemos que 6 tiros atingiram a casa dele porque ele disse. A polícia confirmou a operação, as apreensões, os feridos. Mas o número exato de casas atingidas não está no registro oficial.

Mark

Então a operação foi bem-sucedida? Apreendeu armas, drogas, prendeu gente.

Mimi

Tecnicamente sim. Mas o custo humano foi alto: 3 mortos, 16 feridos, incluindo crianças. Uma criança de 12 anos atingida por estilhaços de granada.

Luke

E aqui está o ponto crítico: a polícia diz que os dois mortos atiraram contra agentes. Mas não temos confirmação independente disso ainda. O Ministério Público pediu as câmeras corporais justamente para verificar.

Mark

Então não sabemos se a força usada foi proporcional?

Mimi

Exatamente. A operação começou à 1h15 da madrugada, durante uma festa religiosa. Moradores descrevem momentos de puro terror.

Luke

E isso importa. Mas também importa que 12 fuzis e 8 pistolas foram apreendidos — armas que estavam circulando. A questão é: havia alternativa menos letal?

Mark

O que vem agora?

Mimi

O Ministério Público vai analisar as gravações das câmeras corporais para determinar se houve conduta irregular.

Luke

Isso é importante, mas lembre-se: câmeras corporais mostram perspectiva limitada. Não capturam tudo. E a investigação pode levar meses.

  • Às 1h15 da madrugada, 200 policiais militares invadiram quatro comunidades da Maré durante uma festa de São Cosme e São Damião, transformando a celebração em pânico generalizado.
  • Seis tiros atingiram a casa do ator Marcos Henrique Jr., com um projétil perfurando a janela do seu quarto — ele documentou os danos nas redes sociais e descreveu a noite como horrível.
  • O confronto deixou três mortos, dezesseis baleados — incluindo adolescentes de 12 e 15 anos — e um rastro de sangue que o próprio ator encontrou próximo à sua residência.
  • A operação resultou em sete prisões e apreensão de 12 fuzis, 8 pistolas, granadas e 83 quilos de drogas em territórios do Terceiro Comando Puro.
  • O Ministério Público solicitou imediatamente as gravações das câmeras corporais dos policiais para investigar se houve conduta irregular durante a ação.

Na madrugada de uma segunda-feira, o Complexo da Maré voltou a ser palco da tensão permanente entre o Estado e o crime organizado — uma operação policial com 200 agentes deixou três mortos, dezesseis feridos e marcas de bala em casas de moradores comuns, entre eles o ator Marcos Henrique Jr. O episódio, que começou durante uma festa religiosa e terminou sob investigação do Ministério Público, revela a brutalidade cotidiana de quem habita territórios onde a guerra urbana não distingue combatentes de espectadores.

Na madrugada de 28 de setembro, o Complexo da Maré acordou sob fogo cruzado. Uma operação da Polícia Militar com cerca de 200 agentes atingiu quatro comunidades — Vila do João, Morro do Timbau, Baixa do Sapateiro e arredores — em ação contra traficantes do Terceiro Comando Puro. O timing foi cruel: a incursão começou às 1h15 durante uma festa de São Cosme e São Damião, e o caos se instalou rapidamente entre moradores que tentavam celebrar.

Entre os atingidos pela violência estava o ator Marcos Henrique Jr., conhecido como Russão por seus trabalhos em séries como Arcanjo Renegado e Impuros. Seis disparos acertaram sua casa — a maioria no muro, mas um projétil atravessou a janela do quarto. Ele filmou os estragos e publicou nas redes sociais, apontando para o vidro perfurado e questionando o que aconteceria a quem estivesse próximo da janela naquele momento. Sua fala misturava alívio por estar vivo e indignação diante da realidade de morar em um lugar onde balas atravessam paredes durante operações do Estado.

O saldo humano foi pesado: três mortos, dezesseis feridos — entre eles um adolescente de 15 anos baleado e um menino de 12 anos atingido por estilhaços de granada. Um policial militar também ficou ferido. Criminosos atearam fogo a barricadas durante o confronto, criando um cenário de guerra que manteve moradores acordados e aterrorizados até o amanhecer. Sete suspeitos foram presos, e o arsenal apreendido incluiu 12 fuzis, 8 pistolas, granadas e 83 quilos de drogas, além de seis veículos recuperados.

Diante da gravidade dos acontecimentos, o Ministério Público do Rio de Janeiro acionou o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública, que solicitou à Ouvidoria-Geral da Secretaria de Polícia Militar o envio imediato das gravações das câmeras corporais dos agentes. A investigação buscará determinar se houve irregularidades na conduta policial. Enquanto as autoridades apuram os fatos, os moradores da Maré tentam assimilar uma noite que deixou marcas nas janelas, nos corpos e na memória de uma comunidade acostumada a viver entre dois fogos.

Na madrugada de segunda-feira, 28 de setembro, a casa do ator Marcos Henrique Jr. virou alvo de uma operação policial que transformou o Complexo da Maré em zona de confronto. Seis disparos atingiram sua residência. A maioria acertou o muro da rua, mas um projétil perfurou a janela do seu quarto — o vidro e a grade marcados pela bala. Henrique Jr., conhecido profissionalmente como Russão e com trabalhos em séries como Arcanjo Renegado e Impuros, documentou os danos nas redes sociais, mostrando a realidade crua de quem vive em uma comunidade onde a polícia e o tráfico entram em confronto.

A operação começou às 1h15 da madrugada e mobilizou aproximadamente 200 policiais militares em quatro comunidades — Vila do João, Morro do Timbau, Baixa do Sapateiro e arredores. O objetivo era combater criminosos ligados ao tráfico de drogas, reprimir a circulação de armas e investigar suspeitos de roubos de veículos. A ação ocorreu em territórios controlados pelo Terceiro Comando Puro, organização criminosa que disputa o controle da região. Moradores relataram que os policiais chegaram durante uma festa de São Cosme e São Damião, intensificando o caos e o medo.

O saldo foi devastador. Três pessoas foram mortas — dois deles identificados como Marcos Vinicius Bernardo Santos e Fábio de Oliveira Ferreira, que segundo a polícia atiraram contra os agentes. Outras 13 pessoas ficaram feridas, totalizando 16 baleados. Entre os atingidos estavam um adolescente de 15 anos e um policial militar. Um menino de 12 anos foi atingido por estilhaços de uma granada que, conforme relatos de moradores, foi lançada por traficantes contra os policiais. Sete suspeitos foram presos.

O arsenal apreendido foi significativo: 12 fuzis, 8 pistolas, granadas, munição e carregadores. Os agentes também recuperaram seis veículos e apreenderam 83 quilos de drogas. Criminosos atearam fogo a barricadas durante o confronto, criando um cenário de guerra urbana que manteve moradores acordados e aterrorizados. Henrique Jr. descreveu a noite como horrível, mencionando marcas de pelo menos cinco tiros em sua casa e um rastro de sangue deixado por uma pessoa que morreu ali.

O ator enfatizou a sorte de estar vivo. Em um dos vídeos, ele aponta para a janela do quarto e questiona a segurança de quem se aproxima da janela durante um tiroteio. Sua fala carrega tanto alívio quanto indignação — a realidade de viver em um lugar onde balas atravessam casas durante operações policiais.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro acompanha os desdobramentos. O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública solicitou imediatamente o envio das gravações das câmeras corporais portáteis dos policiais para preservar as provas e garantir a apuração regular dos fatos. A solicitação foi feita à Ouvidoria-Geral da Secretaria de Estado de Polícia Militar. Os registros de ocorrência serão encaminhados ao promotor de Justiça responsável pelo acompanhamento das investigações, que determinará se houve conduta irregular durante a operação.

O que começou como uma ação planejada contra o tráfico de drogas deixou cicatrizes visíveis — nas janelas das casas, nos corpos dos feridos, na memória de quem viveu aquela madrugada. A operação segue sob escrutínio das autoridades, enquanto moradores da Maré tentam processar uma noite que transformou uma festa religiosa em um campo de batalha.

Ninguém dormiu aqui na Maré, a operação começou à 1h15. Minha casa tem marca de pelo menos 5 tiros, fora o rastro de sangue, porque uma pessoa foi a óbito ali. Muito tiro, foi horrível.
— Marcos Henrique Jr., ator
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