Em São Bernardo do Campo, a vacinação deixou de ser um ato passivo de espera e tornou-se uma prática ativa de busca — chegando a asilos, escolas, igrejas e praças. Entre janeiro e agosto de 2026, a cidade aplicou 690.436 doses, 8,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior, liderando o Grande ABC em cobertura vacinal. Diante de casos confirmados de sarampo em julho, o município respondeu com uma campanha indiscriminada que alcançou mais de 217 mil pessoas e, segundo as autoridades, interrompeu a transmissão da doença.
São Bernardo amplia vacinação com dose zero contra sarampo e lidera Grande ABC
Não registramos novos casos da doença
Por que São Bernardo conseguiu aumentar 8,4% em doses aplicadas enquanto outras cidades talvez estejam estagnadas?
Porque mudaram a estratégia. Não ficaram esperando as pessoas irem até o posto de saúde. Levaram a vacina para onde as pessoas estão — asilos, escolas, empresas, igrejas, parques.
Mas isso é comparação ano a ano no mesmo período. Precisamos saber se 8,4% é tendência ou se foi um pico por causa da campanha de sarampo.
Faz sentido. E quanto à dose zero contra sarampo — é uma coisa nova ou já existia?
Era nova. Começou em julho depois que confirmaram casos de sarampo na cidade. O Ministério da Saúde orientou isso.
Confirmaram quantos casos? O texto não diz. Só diz que houve confirmação.
E funcionou? A campanha de vacinação indiscriminada em agosto e setembro?
Segundo a diretora de Imunização, sim. Aplicaram 217 mil doses e não registraram novos casos depois.
Mas não sabemos se não houve novos casos porque a vacina funcionou ou porque o surto já tinha passado naturalmente. Correlação não é causalidade.
Justo. E agora, como fica? A dose zero continua?
Continua, mas agora só nas unidades básicas de saúde normalmente. Vão montar dois pontos extras no dia 26 de setembro para ampliar o acesso.
Dois pontos extras em toda a cidade? Parece pouco para uma população de mais de 800 mil pessoas.
É verdade, mas a ideia é manter a dose zero disponível enquanto o risco de sarampo persistir.
O Pulso
- A confirmação de casos de sarampo em julho acendeu um alerta sanitário e exigiu resposta imediata das autoridades de saúde do município.
- Em menos de um mês de campanha indiscriminada — de 3 de agosto a 1º de setembro —, mais de 217 mil doses foram aplicadas em qualquer pessoa entre 6 meses e 59 anos.
- A estratégia extramuros, com equipes percorrendo empresas, igrejas e eventos públicos desde 2025, é apontada como o motor do crescimento de 8,4% nas doses aplicadas.
- Nenhum novo caso de sarampo foi registrado após a campanha, sinalizando que a intervenção conteve o avanço da doença.
- Em 26 de setembro, dois pontos extras de vacinação serão montados para ampliar a cobertura da dose zero em bebês de 6 a 11 meses, mantendo a vigilância ativa.
Em São Bernardo do Campo, a vacinação deixou de ser um ato passivo de espera e tornou-se uma prática ativa de busca — chegando a asilos, escolas, igrejas e praças. Entre janeiro e agosto de 2026, a cidade aplicou 690.436 doses, 8,4% a mais do que no mesmo período do ano anterior, liderando o Grande ABC em cobertura vacinal. Diante de casos confirmados de sarampo em julho, o município respondeu com uma campanha indiscriminada que alcançou mais de 217 mil pessoas e, segundo as autoridades, interrompeu a transmissão da doença.
São Bernardo do Campo registrou 690.436 doses aplicadas entre janeiro e agosto de 2026 — um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2024. O avanço não é fruto do acaso: desde 2025, equipes de saúde foram deslocadas para além das unidades básicas, vacinando em asilos, escolas, empresas, igrejas e eventos em parques e praças. O município hoje lidera o Grande ABC em cobertura vacinal de recém-nascidos e apresenta os melhores índices regionais em 12 dos 16 imunizantes recomendados no primeiro ano de vida.
A diretora de Imunização da Vigilância Epidemiológica, Jéssica de Cássia Santos Soares, atribui o desempenho à qualificação contínua das equipes, que recebem treinamentos periódicos para explicar com propriedade a importância de cada vacina e aumentar a adesão da população.
Em julho, a confirmação de casos de sarampo no município trouxe urgência ao cenário. São Bernardo passou a aplicar a dose zero da vacina em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias, conforme orientação do Ministério da Saúde. Entre 3 de agosto e 1º de setembro, a cidade foi além e realizou vacinação indiscriminada para qualquer pessoa entre 6 meses e 59 anos, somando mais de 217 mil doses. O resultado foi direto: nenhum novo caso da doença foi registrado após a campanha.
Com o encerramento da vacinação indiscriminada, as doses contra o sarampo seguem disponíveis nas unidades básicas conforme o Calendário Nacional. Para ampliar a cobertura da dose zero, dois pontos extras serão montados em 26 de setembro — na EMEB Regina Rocco Casa I e na EMEB Luiz Gushiken. O secretário de Saúde Jean Gorinchteyn orienta a população a verificar a carteira de vacinação e, em caso de dúvida, procurar a UBS mais próxima.
São Bernardo do Campo está aplicando mais vacinas do que nunca. Entre janeiro e agosto deste ano, a cidade registrou 690.436 doses — um salto de 8,4% comparado aos mesmos meses de 2024, quando foram 636.734. O crescimento não é acidental. Desde 2025, a prefeitura intensificou estratégias que levam a vacinação para fora dos consultórios tradicionais: equipes agora trabalham em asilos, escolas, empresas, igrejas e eventos públicos em parques e praças.
O resultado é visível nos números regionais. Segundo dados do Ministério da Saúde compilados pela prefeitura, São Bernardo lidera o Grande ABC em cobertura vacinal de recém-nascidos e apresenta os melhores índices regionais em 12 dos 16 imunizantes recomendados até o primeiro ano de vida. Jéssica de Cássia Santos Soares, diretora de Imunização da Vigilância Epidemiológica, atribui o desempenho à qualificação contínua das equipes. "Realizamos periodicamente treinamentos com os profissionais das salas de vacina para que estejam capacitados, expliquem com propriedade a importância de cada vacina e aumentem a adesão", disse.
Mas há uma urgência particular por trás dos números. Em julho, após confirmação de casos de sarampo no município, São Bernardo iniciou a aplicação da dose zero da vacina contra a doença em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias — uma estratégia orientada pelo Ministério da Saúde. A medida foi além: entre 3 de agosto e 1º de setembro, a cidade realizou vacinação indiscriminada contra o sarampo para qualquer pessoa entre 6 meses e 59 anos que procurasse as unidades básicas de saúde ou os postos extras montados especialmente para a campanha. Foram aplicadas mais de 217 mil doses nesse período.
O impacto foi imediato. "A medida se mostrou extremamente eficaz, porque não registramos novos casos da doença", afirmou Jéssica. Com o encerramento da campanha de vacinação indiscriminada, as vacinas contra o sarampo continuam disponíveis nas unidades básicas de saúde conforme o Calendário Nacional de Vacinação — crianças recebem doses aos 12 e 15 meses, pessoas entre 1 e 29 anos devem ter duas doses, e aquelas entre 30 e 59 anos devem ter pelo menos uma, de acordo com o histórico vacinal.
Para ampliar ainda mais a cobertura da dose zero, a prefeitura montará dois pontos extras de vacinação no dia 26 de setembro: um na EMEB Regina Rocco Casa I, na Vila São Pedro, e outro na EMEB Luiz Gushiken, no Alves Dias. Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Bernardo, orienta os munícipes a verificarem suas carteiras de vacinação. "Na dúvida, podem procurar a UBS mais próxima, onde serão orientados. Caso haja necessidade, a vacina será aplicada", disse. As salas de vacinação funcionam até uma hora antes do fechamento das unidades.
Citações Notáveis
Intensificamos as ações extramuros em instituições de longa permanência de idosos, escolas, empresas, igrejas, além da presença nos eventos realizados pela Secretaria de Saúde fora das unidades de saúde— Jéssica de Cássia Santos Soares, diretora de Imunização
A medida se mostrou extremamente eficaz, porque não registramos novos casos da doença— Jéssica de Cássia Santos Soares, sobre a campanha de vacinação indiscriminada contra sarampo