Ruas descarta negociações com Garotinho e critica 30 anos de revezamento no poder no Rio de Janeiro. Pesquisas mostram Paes à frente com 46-51% dos votos válidos, enquanto Ruas aparece com 38-43% dependendo do cenário.
Ruas nega conversas com Garotinho sobre apoio em eventual segundo turno
Não tem nenhuma conversa, a minha campanha foi dedicada a mostrar um caminho diferente
Por que Ruas sentia necessidade de negar essas conversas com Garotinho justamente no dia da eleição?
Porque havia rumores circulando de que Garotinho poderia apoiá-lo em um segundo turno, apesar de Garotinho ter dito publicamente que não apoiaria ninguém. Ruas queria deixar claro que não estava negociando com a velha política.
Mas as pesquisas mostravam Paes na frente em todos os cenários. Um segundo turno era realmente provável?
Sim, era possível. Dependia de como os votos se distribuíssem. E havia ainda a questão de Garotinho — se sua candidatura fosse validada, mudaria a dinâmica.
Qual era o status legal de Garotinho naquele momento?
Ele havia sido considerado inelegível pelo TRE do Rio, e o TSE havia determinado que seus votos fossem registrados como "anulados sub judice". Mas a decisão final ainda não havia sido tomada.
Então Garotinho estava votando, mas seus votos poderiam ser anulados depois?
Exatamente. Era uma situação jurídica em suspenso. O colegiado do TSE teria que julgar um recurso na semana seguinte.
E por que Ruas insistia em criticar "30 anos de revezamento no poder"?
Porque sua campanha se posicionava como alternativa à velha política. Aceitar apoio de Garotinho contradizeria essa mensagem.
Mas Ruas estava atrás nas pesquisas. Não seria racional para ele considerar qualquer apoio disponível?
Talvez, mas sua estratégia era se diferenciar ideologicamente. Negar conversas com Garotinho reforçava essa diferenciação.
Der Puls
- Douglas Ruas (PL) nega conversas com Anthony Garotinho (Republicanos) sobre apoio em segundo turno
- Pesquisas mostram Eduardo Paes (PSD) liderando com 46-51% dos votos válidos, Ruas com 38-43%
- Garotinho teve candidatura considerada inelegível pelo TRE-RJ; votos registrados como 'anulados sub judice'
- Decisão final do TSE sobre elegibilidade de Garotinho será julgada na semana seguinte
Ruas descarta negociações com Garotinho e critica 30 anos de revezamento no poder no Rio de Janeiro. Pesquisas mostram Paes à frente com 46-51% dos votos válidos, enquanto Ruas aparece com 38-43% dependendo do cenário.
Candidato do PL ao governo do Rio, Douglas Ruas, nega conversas com Anthony Garotinho sobre eventual apoio em segundo turno, afirmando incompatibilidade ideológica com a velha política.
Douglas Ruas saiu da seção eleitoral em São Gonçalo no domingo à tarde com uma mensagem clara para os jornalistas: não há negociações em andamento com Anthony Garotinho sobre apoio em um eventual segundo turno. O candidato do PL ao governo do Rio rejeitou a possibilidade de qualquer arranjo político com seu concorrente do Republicanos, argumentando que suas propostas e visão de governo não têm compatibilidade com a forma como a política fluminense vem funcionando há três décadas.
O timing da declaração não era casual. Horas antes, Garotinho havia dito publicamente que não apoiaria nem Ruas nem Eduardo Paes, o candidato do PSD que liderava as pesquisas. Mas circulavam também informações de que o candidato do Republicanos poderia estar aberto a apoiar o oponente do PL em um segundo turno — exatamente o tipo de especulação que Ruas queria desmentir. Ao falar com a imprensa após votar, acompanhado da mulher Mariana e do filho Miguel, Ruas foi direto: sua campanha foi construída sobre a promessa de oferecer um caminho diferente daquele trilhado pela velha política, e não fazia sentido negociar com pessoas que, em sua avaliação, vêm se alternando no poder há 30 anos.
"Não tem nenhuma conversa", disse Ruas. "A minha campanha foi dedicada a mostrar para a população um caminho diferente dessa velha política, dessas pessoas que estão há 30 anos se revezando no poder, utilizam da campanha para fazer ataques." A mensagem era dupla: negava as conversas e reafirmava o posicionamento de sua candidatura como ruptura com o establishment político estadual.
O contexto eleitoral, porém, apontava para um cenário em que o segundo turno era uma possibilidade real. As pesquisas mostravam Eduardo Paes consistentemente à frente. O Datafolha indicava Paes com 46% dos votos válidos e Ruas com 38% em um cenário que incluía Garotinho. A Quaest apresentava números ligeiramente mais favoráveis ao candidato do PL, mas ainda com Paes na liderança: 49% contra 40%. Sem Garotinho na disputa — cenário que poderia se concretizar dependendo das decisões judiciais sobre sua elegibilidade — as diferenças se ampliavam. O Datafolha apontava Paes com 49% e Ruas com 40%, enquanto a Quaest mostrava 51% para Paes e 43% para Ruas, números que sugeriam vitória no primeiro turno para o candidato do PSD.
A situação de Garotinho era particularmente instável naquele domingo. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio o havia considerado inelegível, e o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia determinado que os votos dados a Garotinho fossem registrados como "anulados sub judice". Um mandado de segurança que tentava restaurar sua candidatura havia sido indeferido na Justiça Eleitoral. A decisão final sobre sua elegibilidade ainda dependeria de um julgamento do colegiado do TSE na semana seguinte, deixando em aberto a possibilidade de que sua candidatura fosse validada ou definitivamente cancelada.
Ruas, por sua vez, afirmava estar confiante de que conseguiria "passar à frente" nas urnas, apesar dos números das pesquisas. Ele reafirmou que sua campanha havia sido dedicada desde o início a apresentar sua trajetória, seu trabalho e suas propostas para o futuro do Estado do Rio de Janeiro. Após falar com os jornalistas, retornou para casa, com planos de acompanhar a apuração dos votos a partir das 16h30 na sede do PL em São Gonçalo. A semana seguinte traria tanto os resultados eleitorais quanto a decisão final do TSE sobre Garotinho — dois desfechos que poderiam redefinir completamente o tabuleiro político fluminense.
Bemerkenswerte Zitate
Minha campanha foi dedicada a mostrar para a população um caminho diferente dessa velha política, dessas pessoas que estão há 30 anos se revezando no poder— Douglas Ruas