Na França, um romance celebrado como fenômeno literário enfrenta a acusação de ter sido composto com auxílio substancial de inteligência artificial — uma suspeita que, verdadeira ou não, revela o quanto a humanidade ainda não sabe onde termina o autor e começa a máquina. O caso não é apenas sobre um livro: é sobre o que chamamos de criação, sobre a confiança que depositamos na voz que nos conta uma história, e sobre os contratos silenciosos entre escritores e leitores que a tecnologia agora ameaça reescrever. A indústria literária francesa, guardiã de uma das tradições culturais mais longevas