Rogério Ceni critica arbitragem e gramado após empate do Bahia com Corinthians

O árbitro estragou o jogo, condicionou o Corinthians a gastar tempo
Rogério Ceni explicou sua visão sobre como a arbitragem afetou o desempenho do Bahia no empate.
Mark

Por que Ceni achou necessário criticar a arbitragem logo após o jogo, em vez de apenas aceitar o resultado?

Mimi

Porque três gols anulados não é um número que se deixa passar. Quando você tem duas oportunidades claras negadas por decisões que parecem questionáveis, e depois ainda vê um terceiro gol anulado, a frustração não é só técnica — é sobre justiça dentro do jogo.

Mark

Ele realmente acredita que o árbitro "estragou" o jogo, ou era mais uma forma de proteger seu time?

Mimi

Provavelmente ambas as coisas. Mas quando um técnico diz que o árbitro condicionou o adversário a jogar de uma certa forma, ele está falando sobre ritmo, sobre como o jogo foi controlado. Não é paranoia — é leitura tática.

Mark

E a crítica à emissora? Isso não é um pouco perigoso para um técnico?

Mimi

É arriscado, sim. Mas Ceni foi cuidadoso — não nomeou ninguém. Mesmo assim, todos sabem do que ele está falando. É uma forma de questionar a narrativa que se constrói em torno do futebol, não só a arbitragem em si.

Mark

O gramado realmente faz tanta diferença?

Mimi

Faz. Um campo ruim afeta o passe, o controle de bola, a velocidade do jogo. Se você quer pressionar alto e manter a posse, você precisa de um gramado que responda. Ceni estava dizendo que seu time foi prejudicado em múltiplas frentes.

Mark

Então ele tinha razão em reclamar?

Mimi

Tinha razão em questionar. Três gols anulados é muito. Se todos fossem claramente certos, seria diferente. Mas quando há dúvida, o técnico tem o direito de apontar.

  • Três gols anulados em uma única partida criaram uma sensação de espoliação que Ceni não conseguiu — nem quis — disfarçar na coletiva.
  • A acusação indireta a um comentarista de arbitragem de 'grande emissora' elevou o episódio de uma reclamação técnica a um conflito sobre narrativa e influência no futebol nacional.
  • O gramado degradado da Fonte Nova entrou na equação como mais um argumento para explicar por que o Bahia não conseguiu transformar pressão em vitória.
  • O Corinthians, segundo Ceni, foi beneficiado pela gestão do tempo pelo árbitro no primeiro tempo, neutralizando o ritmo que o Bahia tentava impor.
  • O empate mantém o Bahia em território de incerteza, com a sensação de que pontos foram deixados para trás por razões que transcendem o desempenho coletivo.

Na noite da Fonte Nova, um empate de 1 a 1 entre Bahia e Corinthians revelou mais do que um placar dividido: revelou a tensão permanente entre o resultado e a percepção de justiça que acompanha o futebol brasileiro. Rogério Ceni, técnico do Bahia, saiu da partida convicto de que forças externas ao campo — a arbitragem de Ramon Abatti Abel e as condições do gramado — haviam alterado o curso natural do jogo. Sua fala pública, carregada de frustração e acusação velada, ecoa um debate antigo sobre imparcialidade, poder midiático e a fragilidade das margens que separam a vitória da injustiça percebida.

Rogério Ceni deixou a Fonte Nova com a convicção de que seu Bahia havia merecido mais do que o empate de 1 a 1 com o Corinthians. Na coletiva de imprensa, o técnico foi direto: o árbitro Ramon Abatti Abel havia prejudicado a partida ao permitir que o Corinthians consumisse tempo no primeiro tempo, retirando o ímpeto que o Bahia carregava. Sem citar nomes, Ceni também disparou contra um comentarista de arbitragem de uma 'grande emissora', sugerindo que o profissional tinha o hábito de defender determinados times no Brasileirão — referência que poucos deixaram de entender.

O campo também entrou na lista de queixas. Ceni argumentou que um gramado em melhores condições teria permitido ao Bahia executar seu futebol com mais precisão, reduzindo erros que custaram caro ao longo dos noventa minutos.

A partida havia sido intensa. Angileri abriu o placar para o Corinthians com um golaço, e o Bahia respondeu com pressão. Alejo Véliz, em sua estreia, teve dois gols anulados — um por impedimento semiautomático de Erick Pulga na assistência, outro por falta marcada em disputa anterior à finalização. David Duarte empatou ainda no primeiro tempo, mas a virada não veio. Na segunda etapa, Willian José também viu um gol ser cancelado, novamente por impedimento de Erick Pulga na origem da jogada.

Três gols anulados, nenhuma virada, e um técnico que saiu do estádio convicto de que seu time havia sido prejudicado pela combinação de arbitragem questionável e condições inadequadas. O empate ficou no placar, mas a pergunta que Ceni deixou no ar permaneceu sem resposta: quanto melhor o Bahia teria se saído em outras circunstâncias?

Rogério Ceni saiu da zona técnica com a frustração estampada no rosto. Seu Bahia havia empatado 1 a 1 com o Corinthians na Fonte Nova, um resultado que o técnico sentia que não refletia o que sua equipe havia feito em campo. Na coletiva de imprensa que se seguiu, ele não guardou as palavras: o árbitro Ramon Abatti Abel havia prejudicado o jogo, disse, condicionando o Corinthians a consumir tempo no primeiro tempo e neutralizando o ímpeto que o Bahia carregava.

Ceni foi além. Sem mencionar nomes, disparou críticas contra um comentarista de arbitragem de uma "grande emissora" — referência clara à TV Globo e ao Premiere, que transmitiram a partida. O técnico sugeriu que esse profissional tinha o hábito de defender certos times, uma acusação velada mas inequívoca sobre a parcialidade que via na cobertura do Campeonato Brasileiro. "É claro que o comentarista de arbitragem da emissora maior que transmite o Brasileirão, normalmente, gosta de defender alguns times", disparou.

Mas Ceni não colocou toda a culpa nas costas do árbitro. O gramado da Fonte Nova também recebeu sua crítica. O treinador argumentou que um campo em melhores condições teria permitido ao Bahia executar seu futebol com mais precisão, reduzindo os erros de passe e as perdas de bola sob pressão. Era uma forma de dizer que seu time havia sido prejudicado por fatores além do controle tático.

O jogo em si havia sido uma montanha-russa de emoções. Angileri marcou um golaço no início para o Corinthians, colocando o Bahia em desvantagem. A partir daí, a equipe de Ceni pressionou com intensidade, buscando a virada. Alejo Véliz, que fazia sua estreia na tarde, teve duas oportunidades de gol anuladas. Na primeira, o sistema de impedimento semiautomático detectou que Erick Pulga estava em posição irregular antes de fazer a assistência. Na segunda, o árbitro marcou falta de Gómez em uma disputa de bola com Angileri, impedindo que a bola chegasse a Véliz.

David Duarte conseguiu empatar ainda no primeiro tempo, mas o Bahia não conseguiu completar a virada. Na segunda etapa, Willian José viu seu gol ser anulado novamente por impedimento, desta vez de Erick Pulga na origem da jogada. Três gols anulados, nenhuma virada, e um técnico convencido de que seu time havia sido roubado pela combinação de arbitragem questionável e condições de jogo inadequadas. O empate deixava em aberto a questão de quanto melhor o Bahia teria se saído em circunstâncias diferentes.

Ele estragou o jogo, condicionou o Corinthians a gastar o tempo que podia no primeiro tempo para passar o ímpeto que o Bahia tinha
— Rogério Ceni, técnico do Bahia
Se tivéssemos um gramado melhor, nós teríamos melhores condições. Aí nós teríamos mais acertos de passe, rifaríamos menos bolas com pressão adversária
— Rogério Ceni
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