No Rio Grande do Norte, quase um milhão de cidadãos já carregam consigo um novo modo de existir perante o Estado: a Carteira de Identidade Nacional, que substitui o antigo RG por um documento biométrico unificado sob o CPF. Mais do que uma troca de papel, trata-se de uma reconfiguração da relação entre o indivíduo e as instituições públicas — do INSS ao Gov.br —, em que a identidade passa a ser verificada pelo corpo e gerenciada em rede. O Estado potiguar avança nesse processo como parte de uma transformação mais ampla, na qual todos os documentos oficiais tendem a convergir para a palma da mã
RN ultrapassa 900 mil pessoas com nova Carteira de Identidade Nacional
Quase um milhão de usuários já identificados com a nova carteira
Por que a biometria é tão importante nesse novo documento? Parece apenas um detalhe técnico.
Não é detalhe. Órgãos como o INSS agora exigem identificação biométrica para liberar benefícios sociais. A CIN é o documento que faz isso funcionar. Sem ela, o cidadão fica fora de programas que dependem dessa validação.
Mas a gente sabe quantas pessoas foram impedidas de acessar benefícios porque não tinham a CIN ainda? Ou é mais uma exigência que está sendo implementada conforme o documento se expande?
E quanto ao prazo de 30 dias? Isso não é muito tempo para quem precisa do documento urgentemente?
É uma questão de integração. O documento passa por processamento biométrico e precisa se conectar com sistemas da Receita Federal e do Ministério da Justiça. Cada carteira recebe um código QR enviado de Brasília. Não é simples.
Entendo a complexidade, mas 30 dias é o tempo médio ou o máximo? Há casos que demoram mais? E quantas pessoas estão aguardando nesse momento?
A versão digital pelo Gov.br resolve o problema enquanto a pessoa espera?
Parcialmente. A versão digital tem as mesmas informações, mas nem todos os serviços a aceitam ainda. Alguns ainda exigem o documento físico.
Então a gente tem um documento novo que é obrigatório para certos serviços, mas leva 30 dias para chegar, e a versão digital não é universalmente aceita. Isso cria um período de vulnerabilidade para quem precisa acessar benefícios.
E a carteira antiga, a "verdinha", continua válida até 2032. Isso dá tempo para as pessoas migrarem?
Teoricamente sim. Mas a tendência é que serviços que exigem autenticação digital deixem de aceitar a carteira antiga antes de 2032. Então o prazo é mais curto na prática.
Isso significa que pessoas que não conseguem agendar ou que têm dificuldade com o processo online podem ficar sem acesso a serviços antes de 2032 chegar. Quantas pessoas estão nessa situação?
Il Polso
- O Rio Grande do Norte está prestes a cruzar a marca de 900 mil portadores da nova Carteira de Identidade Nacional, sinal de uma adesão crescente e acelerada ao novo sistema.
- A exigência biométrica por órgãos como o INSS cria pressão real sobre quem ainda depende do antigo RG para acessar benefícios sociais essenciais.
- Vagas para agendamento abertas diariamente às 8h e 28 Centrais do Cidadão espalhadas pelo Estado tentam dar conta da demanda, mas o prazo médio de 30 dias revela a complexidade da integração federal.
- A 'verdinha' segue válida até 2032, mas sua aceitação em serviços digitais já começa a estreitar — quem não migrar corre o risco de ficar à margem de sistemas que exigem autenticação biométrica.
- A nova identidade é um dos pilares de uma digitalização mais ampla dos serviços públicos, no mesmo movimento que já produziu o CRLV digital e a CNH eletrônica.
No Rio Grande do Norte, quase um milhão de cidadãos já carregam consigo um novo modo de existir perante o Estado: a Carteira de Identidade Nacional, que substitui o antigo RG por um documento biométrico unificado sob o CPF. Mais do que uma troca de papel, trata-se de uma reconfiguração da relação entre o indivíduo e as instituições públicas — do INSS ao Gov.br —, em que a identidade passa a ser verificada pelo corpo e gerenciada em rede. O Estado potiguar avança nesse processo como parte de uma transformação mais ampla, na qual todos os documentos oficiais tendem a convergir para a palma da mão.
O Rio Grande do Norte está na iminência de atingir 900 mil portadores da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), conforme revelou Jonathan Lourenço, agente da Polícia Científica, em entrevista à Jovem Pan News Natal. O Estado já havia superado os 800 mil identificados e segue em trajetória ascendente rumo à marca de quase um milhão de cidadãos com o novo documento.
A CIN representa uma mudança estrutural em relação ao antigo RG. Ela adota o CPF como identificador único nacional e incorpora tecnologia biométrica — a impressão digital do cidadão passa a validar sua identidade. Essa não é uma modernização apenas simbólica: o INSS, por exemplo, já exige identificação biométrica para concessão de benefícios sociais. O documento também existe em versão digital no aplicativo Gov.br, que pode reunir, de forma opcional, dados da CNH e do cartão SUS.
A emissão da primeira via é gratuita. O agendamento é feito online, com novas vagas disponibilizadas todos os dias úteis a partir das 8h. O atendimento ocorre nas 28 Centrais do Cidadão do Estado — em Natal, há postos nas Zonas Norte e Sul, no Alecrim e na Rodoviária, com uma nova unidade prevista na Ribeira até o fim do ano. Para emitir o documento, basta apresentar certidão de nascimento ou casamento; outros documentos são opcionais.
O prazo médio de entrega é de até 30 dias, reflexo do processamento biométrico e da integração com sistemas federais — Receita Federal, Ministério da Justiça e o código QR enviado de Brasília. Essa complexidade, segundo Lourenço, é o preço da segurança e da coerência com a base de dados nacional.
A antiga carteira permanece válida até 2032, mas sua ausência de biometria já a coloca em desvantagem em serviços que exigem autenticação digital. A CIN integra-se ao Gov.br e permite ao governo monitorar em tempo real quantos cidadãos estão identificados no sistema. O movimento faz parte de uma tendência maior: a concentração de todos os documentos oficiais em um único ambiente digital, acessível pelo celular — transformação da qual a Carteira de Identidade Nacional é hoje um dos principais pilares.
Rio Grande do Norte está prestes a ultrapassar a marca de 900 mil pessoas portadoras da nova Carteira de Identidade Nacional, o documento que veio substituir o antigo RG. A informação saiu da boca de Jonathan Lourenço, agente da Polícia Científica, durante uma entrevista ao programa Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal. Lourenço confirmou que o Estado já havia superado os 800 mil identificados e segue em trajetória para atingir quase um milhão de usuários com o novo documento.
A CIN funciona de forma radicalmente diferente do RG que a maioria dos potiguares conhece. O documento usa o número do CPF como identificador único em todo o país e incorpora tecnologia biométrica — ou seja, a impressão digital do cidadão valida sua identidade. Essa característica não é apenas uma modernização estética. Órgãos como o INSS agora exigem identificação biométrica para conceder benefícios sociais, e a Carteira de Identidade Nacional é o documento que cumpre esse requisito. Para quem preferir, existe também uma versão digital acessível pelo aplicativo Gov.br, que reúne outros documentos do cidadão, como dados da Carteira Nacional de Habilitação e do SUS — esses últimos opcionais para quem desejar incluir.
O processo de obtenção é gratuito na primeira via. O cidadão precisa fazer um agendamento no site, onde novas vagas são abertas todos os dias úteis a partir das 8 da manhã. O atendimento acontece nas Centrais do Cidadão espalhadas pelo Estado — atualmente são 28 unidades. Em Natal, existem postos nas Zonas Norte e Sul, no Alecrim e na Rodoviária, com previsão de uma nova central na Ribeira até o fim do ano. Para emitir o documento, basta apresentar certidão de nascimento ou casamento, original ou cópia autenticada. Documentos como CNH, carteira de trabalho e título de eleitor são opcionais. Quem quiser incluir tipo sanguíneo precisa apresentar exame laboratorial ou carteira de doador de sangue, já que essa informação é considerada sensível.
O prazo médio para receber a carteira é de até 30 dias. Esse tempo maior existe porque o documento passa por processamento biométrico e integração com sistemas nacionais, como os da Receita Federal e do Ministério da Justiça. Além disso, cada carteira recebe um código QR que é enviado de Brasília, o que significa que a emissão depende da coordenação entre vários órgãos federais. Lourenço explicou que essa complexidade é necessária para garantir segurança e integração com a base de dados nacional.
A antiga carteira de identidade — conhecida como "verdinha" — continua válida até 2032, mas não possui identificação biométrica. Isso significa que ela pode deixar de ser aceita em serviços que exijam autenticação digital. A nova identidade se integra ao Gov.br e contribui para que o governo tenha números atualizados e dados do cidadão em tempo real. Lourenço destacou que essa integração facilita o acompanhamento de quantos cidadãos já estão identificados no sistema. O avanço faz parte de uma tendência maior de digitalização dos serviços públicos — o mesmo movimento que já levou ao CRLV digital e à CNH eletrônica. A perspectiva é que todos os documentos oficiais estejam concentrados no sistema do governo, permitindo que o cidadão apresente tudo pelo celular. Essa transformação está em andamento, e a Carteira de Identidade Nacional é um dos pilares dessa mudança.
Citazioni salienti
Passamos dos 800 mil já aqui no Rio Grande do Norte, dos identificados com a nova carteira. Estamos nos aproximando já dos 900 mil.— Jonathan Lourenço, agente da Polícia Científica
A tendência vai ser essa: que todas as informações, os documentos oficiais estejam todos no próprio sistema do governo. Fica mais fácil pro usuário poder apresentar até mesmo no celular dele.— Jonathan Lourenço, agente da Polícia Científica