Rui Rio parte esta semana em percurso pelos 18 distritos de Portugal Continental, numa pré-campanha que antecede as eleições autárquicas de 26 de setembro. A iniciativa, enraizada no território e orientada para os concelhos de menor dimensão, reflete a crença do PSD de que a presença física do seu líder pode inclinar resultados onde os grandes palcos raramente chegam. O ponto alto desta primeira semana será o Fórum Nacional Autárquico em Faro, onde mais de duzentos candidatos se reunirão para afinar a mensagem coletiva do partido.
Rio inicia pré-campanha autárquica no Porto e encerra Fórum Nacional no Algarve
Rio privilegia médios e pequenos concelhos onde acredita ter maior influência
Porque é que Rio escolhe começar no Porto e não numa capital como Lisboa?
O Porto é um distrito estratégico para o PSD, com vários concelhos em disputa. Começar ali sinaliza que o partido está mobilizado desde o primeiro dia. Lisboa virá mais tarde, na reta final, quando os candidatos principais estão já em campanha total.
O Fórum Nacional Autárquico em Faro parece ser mais do que um encontro de rotina.
É o momento em que Rio reúne os seus candidatos e estabelece a narrativa da campanha. Duzentos candidatos presenciais, mais os que acompanham digitalmente — é uma declaração de força. E acontece no mesmo fim de semana que o PS faz congresso em Portimão. Há uma competição simbólica pelo espaço político.
Porque é que a estrutura de campanha é tão pequena — apenas dois carros?
As restrições da pandemia ainda estão em vigor. Mas também é uma escolha estratégica. Rio quer estar perto das pessoas, em contextos locais, não em grandes comícios. Um carro-palco é suficiente para fazer discursos e falar com a comunicação social.
Qual é a lição de 2017 que Rio está a tentar não repetir?
Em 2017, o PSD perdeu oito câmaras. Não foi uma catástrofe em termos de votos — manteve-se nos 16% — mas foi uma derrota simbólica que custou a cabeça de Passos Coelho. Rio sabe que precisa de resultados visíveis, de câmaras ganhas ou mantidas. Por isso privilegia os pequenos e médios concelhos, onde acredita ter mais influência.
E se a campanha oficial começar a 14 de setembro e as eleições forem a 26, isso deixa apenas duas semanas de campanha intensa?
Exatamente. Por isso esta pré-campanha é crucial. Rio está a construir momentum antes do período oficial. Quer que os candidatos locais já estejam mobilizados, que a máquina do partido esteja em movimento. As duas semanas oficiais serão para consolidar, não para começar do zero.
Há algo que o preocupe nesta estratégia?
A aposta em pequenos e médios concelhos é sensata, mas Rio também precisa de ganhar ou manter Lisboa e Porto. A última semana de campanha ainda não está fechada — isso sugere que a direção ainda está a pensar como abordar as grandes cidades. Isso pode ser um ponto fraco.
Der Puls
- O PSD carrega o peso do seu pior resultado autárquico de sempre em 2017, e esta campanha é também uma tentativa de reescrever essa memória.
- Mais de duzentos candidatos convergem para Faro num fórum que mistura presença física com transmissão digital, refletindo os constrangimentos ainda impostos pela pandemia.
- A estratégia de Rio abandona os grandes jantares-comício e aposta em ações de proximidade junto de candidatos locais — visitas a instituições, almoços de trabalho, intervenções em palco móvel.
- A campanha oficial só arranca a 14 de setembro, mas o terreno já está a ser preparado com uma estrutura enxuta que percorrerá distritos do Norte ao Sul antes disso.
- Lisboa e Porto ficam para o fim — Rio reserva a última semana para se juntar aos candidatos das câmaras mais simbólicas, num calendário que coloca o interior no centro antes da reta final.
Rui Rio parte esta semana em percurso pelos 18 distritos de Portugal Continental, numa pré-campanha que antecede as eleições autárquicas de 26 de setembro. A iniciativa, enraizada no território e orientada para os concelhos de menor dimensão, reflete a crença do PSD de que a presença física do seu líder pode inclinar resultados onde os grandes palcos raramente chegam. O ponto alto desta primeira semana será o Fórum Nacional Autárquico em Faro, onde mais de duzentos candidatos se reunirão para afinar a mensagem coletiva do partido.
Rui Rio inicia esta semana uma volta pelo país em pré-campanha para as autárquicas de 26 de setembro. O percurso começa no Porto — Marco de Canaveses, Baião, Paços de Ferreira — e prossegue por Vila Real e Viseu antes do fim de semana, com o momento mais aguardado a acontecer em Faro, no sábado, onde o PSD realiza o seu Fórum Nacional Autárquico.
O fórum reúne mais de duzentos candidatos num teatro com lotação reduzida, com os restantes a acompanhar por transmissão digital. Estão previstos discursos de cerca de dez cabeças de lista — Carlos Moedas para Lisboa, Vladimiro Feliz para o Porto, Fernando Negrão para Setúbal, entre outros — com Rio a encerrar a sessão. No domingo, em Albufeira, apresentará os candidatos do Algarve, numa ação agendada após o congresso do PS em Portimão.
Nas semanas seguintes, antes do arranque oficial da campanha a 14 de setembro, Rio passará pelo Alentejo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Braga e Coimbra. O período oficial incluirá ainda deslocações à Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Santarém, Sintra e Setúbal. A última semana ficará reservada para Lisboa e Porto.
José Silvano, secretário-geral do PSD, explicou que a estrutura será enxuta — um carro de apoio e um carro-palco — e que a prioridade recai sobre médios e pequenos concelhos, onde a presença de Rio pode ter maior influência. Os tradicionais jantares-comício foram substituídos por ações integradas nas agendas dos candidatos locais, em resposta às restrições da pandemia.
O PSD concorre sozinho a 153 municípios e integra 146 coligações. Em 2017, registou o seu pior resultado autárquico de sempre, perdendo oito câmaras face a 2013 e somando apenas 16,08% dos votos — resultado que levou à demissão de Pedro Passos Coelho. Esta campanha é, também, uma tentativa de inverter essa trajetória.
Rui Rio sai à estrada esta semana. O presidente do PSD começa uma volta pelo país na quarta-feira, começando no Porto — Marco de Canaveses, Baião, Paços de Ferreira — e prosseguindo por Vila Real e Viseu antes do fim de semana. O objetivo é mobilizar o partido para as eleições autárquicas de 26 de setembro, e o ponto de encontro mais importante desta primeira semana será Faro, no sábado, onde o PSD realiza o seu Fórum Nacional Autárquico.
O fórum reunirá mais de duzentos candidatos do partido, presencialmente, num teatro que funciona com lotação reduzida. Os restantes acompanharão por transmissão digital. Estão previstos discursos de cerca de dez cabeças de lista — Carlos Moedas para Lisboa, Vladimiro Feliz para o Porto, Fernando Negrão para Setúbal, Suzana Garcia para a Amadora, Pedro Machado para a Figueira da Foz, entre outros. Rio encerra a sessão, já perto da hora do jantar. No domingo, em Albufeira, apresentará os candidatos do partido no Algarve, uma ação que decorrerá depois de terminado o congresso do PS em Portimão, que acontece no mesmo fim de semana.
A volta autárquica não se limita a esta semana. Nas semanas seguintes, antes do arranque oficial da campanha a 14 de setembro, Rio passará pelo Alentejo, por Lisboa (com ações confirmadas na Amadora e Torres Vedras), por Leiria (numa iniciativa das Mulheres Social-Democratas na Batalha), e depois por Aveiro, Braga, Coimbra e Leiria. Durante o período oficial de campanha, o presidente do PSD tem deslocações previstas para a Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Santarém, além de Sintra e Setúbal. A última semana permanece em aberto, mas será quando Rio se juntará aos candidatos das principais câmaras — Lisboa e Porto.
José Silvano, secretário-geral e coordenador autárquico do PSD, explicou que esta estratégia responde à prioridade do mês: as autárquicas. Rio percorrerá os 18 distritos de Portugal Continental — não há deslocações previstas para a Madeira ou Açores. A estrutura de campanha será enxuta: um carro de apoio e um carro-palco, de onde Rio fará intervenções e esclarecerá a comunicação social. O formato privilegia «médios e pequenos concelhos», onde a direção do partido acredita que a presença de Rio pode ter «mais influência no resultado final». Até 12 de setembro, o uso de máscara será obrigatório em todas as iniciativas.
Não haverá os tradicionais jantares-comício com militantes, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19. Em vez disso, o objetivo é integrar Rio em ações dos próprios candidatos locais — visitas a instituições, almoços de trabalho com representantes da comunidade. Silvano descreveu a abordagem como uma forma de o partido estar presente onde mais importa.
O PSD concorre sozinho a 153 municípios, integra 146 coligações (liderando 142 delas, com o CDS-PP à frente de quatro), e apoia listas de cidadãos independentes em nove concelhos, maioritariamente nos Açores e na Madeira. Em 2017, o partido teve o seu pior resultado autárquico de sempre — perdeu oito câmaras em relação a 2013 e conquistou 98 presidências (79 sozinhas, 19 em coligação). Embora os números de votos e percentagens não tenham variado significativamente, o resultado levou à demissão do então presidente Pedro Passos Coelho. O PSD somou 16,08% dos votos em 2017, contra 16,70% em 2013.
Esta volta pelo país marca o tom de uma campanha que Rio quer enraizada no território. A estratégia aposta em proximidade e em presença onde o partido acredita poder fazer diferença. Com a campanha oficial a arrancar a 14 de setembro, as próximas semanas serão decisivas para estabelecer o ritmo e a mensagem que o PSD levará até ao dia das eleições.
Bemerkenswerte Zitate
Se no próximo mês a prioridade são as autárquicas, Rui Rio irá desde já para o terreno num sinal de mobilização do partido— José Silvano, secretário-geral e coordenador autárquico do PSD
O objetivo é, nos concelhos por onde passarmos, integrarmos uma ação do próprio candidato— José Silvano