Em Rio das Ostras, o cuidado com a saúde coletiva ganhou um novo contorno na terça-feira, 26 de maio, quando enfermeiros da atenção primária foram capacitados para aplicar um protocolo redesenhado de testagem para HIV. A iniciativa nasce do reconhecimento de que um diagnóstico precoce não é apenas um ato técnico, mas um gesto de acolhimento — e que padronizar esse gesto em toda a rede pública é uma forma de garantir que nenhum paciente receba menos cuidado do que merece. Ancorada também em pesquisa acadêmica de mestrado, a ação une ciência e serviço público num ciclo em que a prática e o saber
Rio das Ostras implanta novo protocolo de testagem de HIV com capacitação de enfermeiros
Tornar o diagnóstico cada vez mais rápido, garantindo sigilo e acesso ao tratamento
Por que Rio das Ostras decidiu revisar o protocolo de testagem agora? Havia uma crise específica?
Não era uma crise aguda. No final de 2025, a Secretaria de Saúde fez um levantamento e descobriu que havia pontos de estrangulamento nas rotinas de testagem — coisas que deixavam o processo mais lento ou menos acolhedor do que deveria ser. Ao mesmo tempo, identificaram estratégias que já funcionavam bem. A ideia foi sistematizar tudo isso.
Mas o levantamento de 2025 — quantas unidades foram visitadas? Quantos pacientes foram entrevistados? O texto não diz. Sabemos que houve um mapeamento, mas não sabemos a escala.
E por que envolver a universidade? Isso não deixa o processo mais lento?
Na verdade, o contrário. Bianca Monteiro, que coordena o programa, está fazendo mestrado sobre isso. A pesquisa acadêmica valida o que está sendo feito e cria um registro científico. Quando você publica uma dissertação, outros municípios podem aprender com a experiência.
Certo, mas a dissertação ainda está em desenvolvimento. Não sabemos os resultados finais. O protocolo está sendo implementado enquanto a pesquisa ainda está acontecendo.
O que muda na prática para um paciente que vai fazer o teste?
Tudo fica mais padronizado. Antes, dependendo de qual unidade você fosse, o atendimento podia variar. Agora há um protocolo único que garante acolhimento, aconselhamento adequado, registros corretos e encaminhamento claro se o resultado for positivo. O teste em si não muda, mas a experiência ao redor dele muda.
Mas não temos números sobre quanto tempo o teste levava antes e quanto vai levar agora. Não sabemos se a padronização vai realmente acelerar o diagnóstico ou se vai apenas tornar o processo mais consistente.
E os enfermeiros — eles estavam fazendo algo errado antes?
Não é assim. Eles estavam fazendo o melhor que podiam com os recursos e as orientações que tinham. O treinamento não é punição; é qualificação. Reforça a importância do papel deles na identificação precoce e na criação de vínculos com os pacientes.
Verdade. Mas também não sabemos quantos enfermeiros foram treinados ou se o treinamento vai ser obrigatório para todos os que trabalham na rede.
Il Polso
- Gargalos identificados no final de 2025 revelaram que as rotinas de testagem para HIV nas unidades de saúde de Rio das Ostras precisavam urgentemente de padronização e melhoria.
- A ausência de um protocolo unificado criava disparidades no atendimento: um mesmo paciente poderia receber cuidados muito diferentes dependendo da unidade que procurasse.
- Enfermeiros foram reunidos em treinamento prático e teórico cobrindo acolhimento, aconselhamento, ética, fluxos de atendimento e encaminhamento para tratamento — transformando procedimento em vínculo humano.
- O novo protocolo, adaptado de modelos já comprovados e ajustado à realidade local pela coordenadora Bianca Monteiro, busca garantir o mesmo padrão de cuidado em toda a rede pública municipal.
- A pesquisa que fundamenta a iniciativa integra uma dissertação de mestrado na UFF, conferindo legitimidade científica e criando um elo produtivo entre academia e serviço público de saúde.
- O município caminha para diagnósticos mais rápidos, sigilosos e acessíveis, apostando na qualificação contínua da enfermagem como pilar da prevenção e da identificação precoce de ISTs.
Em Rio das Ostras, o cuidado com a saúde coletiva ganhou um novo contorno na terça-feira, 26 de maio, quando enfermeiros da atenção primária foram capacitados para aplicar um protocolo redesenhado de testagem para HIV. A iniciativa nasce do reconhecimento de que um diagnóstico precoce não é apenas um ato técnico, mas um gesto de acolhimento — e que padronizar esse gesto em toda a rede pública é uma forma de garantir que nenhum paciente receba menos cuidado do que merece. Ancorada também em pesquisa acadêmica de mestrado, a ação une ciência e serviço público num ciclo em que a prática e o saber se aprimoram mutuamente.
Na terça-feira, 26 de maio, Rio das Ostras deu um passo concreto para transformar a forma como oferece testes de HIV à sua população. Enfermeiros da atenção primária participaram de uma capacitação voltada à implantação de um protocolo redesenhado, com o objetivo de tornar o atendimento mais rápido, mais acolhedor e uniforme em todas as unidades de saúde da rede pública.
A iniciativa surgiu de um diagnóstico realizado no final de 2025, quando a Secretaria de Saúde mapeou os pontos de dificuldade e os acertos nas rotinas de testagem. Bianca Monteiro, coordenadora do Programa Municipal de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais, liderou a adaptação de modelos já testados em outros contextos para a realidade local. A meta é que qualquer paciente, em qualquer unidade, receba o mesmo padrão de cuidado.
O treinamento abrangeu acolhimento, aconselhamento pré e pós-teste, registros, ética profissional e fluxos de encaminhamento para o tratamento. Mais do que técnica, a capacitação reforçou o papel da enfermagem na construção de vínculos com os pacientes — o que transforma um procedimento clínico em um encontro genuinamente humano.
O projeto também tem dimensão acadêmica: a pesquisa que sustenta o novo protocolo integra a dissertação de mestrado de Bianca no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Assistencial da Universidade Federal Fluminense, criando um ciclo virtuoso entre ciência e prática. Com isso, Rio das Ostras aposta na qualificação contínua de suas equipes como caminho para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e fortalecer a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis.
Rio das Ostras colocou em prática, na terça-feira 26 de maio, uma nova estratégia para transformar como o município oferece testes de HIV. Profissionais de enfermagem que trabalham na atenção primária participaram de um treinamento voltado à implantação de um protocolo redesenhado para tornar o atendimento mais rápido, mais acolhedor e mais organizado em todas as unidades de saúde da rede pública.
A iniciativa partiu de um diagnóstico feito no final de 2025. A Secretaria de Saúde mapeou os gargalos que as equipes enfrentavam nas rotinas de testagem e identificou também o que funcionava bem. Bianca Monteiro, coordenadora do Programa Municipal de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais, explicou que o novo protocolo foi adaptado a partir de modelos já comprovados em outros contextos, mas ajustado à realidade local. O objetivo é padronizar os procedimentos em toda a rede, garantindo que um paciente receba o mesmo padrão de cuidado em qualquer unidade onde procure atendimento.
O treinamento reuniu atividades práticas e teóricas. Os enfermeiros aprenderam sobre acolhimento, aconselhamento pré e pós-teste, registros adequados, ética profissional, fluxos de atendimento e como encaminhar pacientes diagnosticados para o tratamento. A capacitação reforçou também a importância do papel da enfermagem na identificação precoce das infecções sexualmente transmissíveis e na construção de vínculos com os pacientes — elementos que transformam um procedimento técnico em um encontro humanizado.
O projeto ganhou dimensão acadêmica. A pesquisa que fundamenta o novo protocolo integra a dissertação de mestrado que Bianca desenvolve no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Assistencial da Universidade Federal Fluminense. Essa aproximação entre pesquisa científica e a realidade dos serviços públicos de saúde traz legitimidade ao trabalho e cria um ciclo onde a prática informa a teoria e a teoria aprimora a prática.
A meta da Secretaria de Saúde é clara: tornar o diagnóstico cada vez mais rápido, mantendo sigilo e privacidade, e facilitando o acesso ao tratamento para quem recebe um resultado positivo. As infecções sexualmente transmissíveis continuam entre os principais desafios da saúde pública, especialmente quando não são identificadas no início. Rio das Ostras aposta na qualificação contínua das equipes como ferramenta essencial para ampliar o acesso ao cuidado e fortalecer a prevenção na população.
Citazioni salienti
Identificamos pontos que precisavam ser aprimorados e também estratégias que já funcionavam bem nas unidades. O objetivo agora é oferecer um atendimento mais organizado, ágil e acolhedor para a população.— Bianca Monteiro, coordenadora do Programa Municipal de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais