A menos de um ano das eleições de 2026, o Acre revela um campo político ainda em formação: uma pesquisa do instituto Real Time Big Data mostra que a disputa pelo governo estadual é, por ora, um empate entre forças consolidadas, enquanto o Senado apresenta uma corrida mais fragmentada. Como toda fotografia eleitoral, os números capturam um instante — não um destino —, lembrando que o voto, antes de ser estatística, é uma decisão humana ainda em construção.
Real Time Big Data: Mailza e Alan Rick empatam tecnicamente na disputa pelo governo do Acre
Mailza e Alan Rick empatam tecnicamente, mas ela lidera na rejeição a rivais
Como assim empate técnico? Mailza tem 36% e Alan Rick tem 33%. Isso não é uma diferença clara?
Não é, porque a margem de erro é de dois pontos percentuais. Se você tira dois pontos de Mailza, ela fica em 34%. Se você adiciona dois pontos a Alan Rick, ele sobe para 35%. Nessa faixa, eles se sobrepõem.
Mas é importante notar que essa é uma pesquisa de um único instituto, em um único momento. Mailza está à frente numericamente, mesmo que tecnicamente empatados.
E no segundo turno? Lá a diferença é maior?
Sim. No segundo turno entre os dois, Mailza teria 45% e Alan Rick 42%. Ainda dentro da margem de erro, mas com uma separação um pouco maior.
Três pontos de diferença no segundo turno, contra dois no primeiro. Ambos dentro da margem, mas a tendência aponta para Mailza.
E Bocalom? Por que ele aparece tão rejeitado?
Cinquenta e seis por cento dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. É o maior índice de rejeição entre todos os candidatos testados.
Mas rejeição não é a mesma coisa que intenção de voto. Bocalom tem 15% na estimulada, o que é bem menor que os dois líderes. A rejeição alta pode estar refletindo isso.
E a avaliação de Mailza como governadora? Isso ajuda ela?
Quarenta e três por cento avaliam como ótimo ou bom. Isso é um ativo importante para quem está no poder.
Mas 34% avaliam como regular e 21% como ruim ou péssimo. Então quase um terço da população não está satisfeito com a gestão dela.
O Pulso
- Mailza Assis e Alan Rick estão separados por apenas três pontos percentuais na corrida ao governo do Acre, diferença que desaparece dentro da margem de erro da pesquisa.
- Tião Bocalom enfrenta uma barreira severa: 56% dos eleitores afirmam categoricamente que não votariam nele, a maior rejeição entre os candidatos testados.
- Quase metade do eleitorado — 42% na pesquisa espontânea — ainda não definiu seu voto, sinalizando que o jogo está longe de encerrado.
- No Senado, Gladson Camelí lidera com 24%, mas a disputa pelas duas vagas é acirrada, com quatro candidatos concentrados entre 15% e 21%.
- A gestão de Mailza como governadora em exercício é aprovada por 43% dos entrevistados, um ativo político relevante a menos de um ano do pleito.
A menos de um ano das eleições de 2026, o Acre revela um campo político ainda em formação: uma pesquisa do instituto Real Time Big Data mostra que a disputa pelo governo estadual é, por ora, um empate entre forças consolidadas, enquanto o Senado apresenta uma corrida mais fragmentada. Como toda fotografia eleitoral, os números capturam um instante — não um destino —, lembrando que o voto, antes de ser estatística, é uma decisão humana ainda em construção.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta segunda-feira uma pesquisa de intenções de voto para o governo do Acre em 2026, revelando uma disputa tecnicamente empatada entre Mailza Assis (PP), com 36%, e Alan Rick (Republicanos), com 33%. A margem de erro de dois pontos percentuais coloca os dois candidatos dentro da mesma zona de incerteza estatística.
Em um eventual segundo turno, o equilíbrio persiste: Mailza chegaria a 45% e Alan Rick a 42%. Quando confrontados com Tião Bocalom (PSDB), ambos saem vencedores com folga — Mailza com 53% e Alan Rick com 54%, enquanto Bocalom não ultrapassa 29%. O tucano também concentra a maior rejeição do levantamento: 56% dos eleitores afirmam que jamais votariam nele. Alan Rick tem 41% de rejeição e Mailza, 36%.
Na pesquisa espontânea, sem apresentação prévia de nomes, 42% dos eleitores ainda não haviam definido seu voto, com Mailza em 19% e Alan Rick em 18% — sinal de que o eleitorado permanece amplamente em aberto. A avaliação da gestão da governadora em exercício, no entanto, oferece um ponto de apoio: 43% classificam seu trabalho como ótimo ou bom, contra 21% que o consideram ruim ou péssimo.
Para o Senado, onde duas vagas estão em disputa, Gladson Camelí (PP) lidera com 24%, seguido por Márcio Bittar (PL) com 21%. Mara Rocha (Republicanos) e Jorge Viana (PT) aparecem empatados com 15% cada. Eduardo Velloso, Sérgio Petecão e o professor Inácio Moreira somam participações menores.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 16 e 19 de setembro de 2026, com nível de confiança de 95%, e foi registrada no TSE sob o número AC-01699/2026, contratada pela Rádio e Televisão Record.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta segunda-feira uma sondagem sobre as intenções de voto para o governo do Acre nas eleições de 2026, revelando um cenário de disputa cerrada entre os dois principais candidatos. Mailza Assis, do Progressistas, e Alan Rick, do Republicanos, aparecem tecnicamente empatados: ela marca 36% das intenções, enquanto ele fica em 33% no primeiro turno estimulado. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que a diferença entre os dois candidatos está dentro da zona de incerteza estatística.
O empate se mantém também em um eventual segundo turno. Nesse cenário, Mailza subiria para 45% das intenções de voto, enquanto Alan Rick chegaria a 42%. Quando testados contra Tião Bocalom, do PSDB, ambos saem vencedores: Mailza alcançaria 53% contra 28% de Bocalom, e Alan Rick chegaria a 54% contra 29% do tucano. A pesquisa também mediu a rejeição aos candidatos. Bocalom é o mais rejeitado, com 56% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Alan Rick tem 41% de rejeição, enquanto Mailza aparece com 36%.
A avaliação da gestão atual de Mailza Assis, que é a governadora em exercício, mostra-se positiva entre os eleitores consultados. Quarenta e três por cento dos entrevistados classificam seu trabalho como ótimo ou bom. Outros 34% consideram regular, e 21% avaliam como ruim ou péssimo. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente, o quadro é diferente: 42% dos eleitores ainda não haviam definido seu voto. Mailza aparecia com 19% e Alan Rick com 18%, indicando que uma parcela significativa do eleitorado ainda estava em aberto.
Para o Senado, a pesquisa testou os candidatos que disputam as duas cadeiras em jogo. Gladson Camelí, também do Progressistas, lidera a corrida com 24% das intenções de voto. Márcio Bittar, do Partido Liberal, vem em segundo com 21%. Mara Rocha, do Republicanos, e Jorge Viana, do Partido dos Trabalhadores, aparecem empatados tecnicamente com 15% cada um. Eduardo Velloso, do Solidariedade, marca 6%, Sérgio Petecão, do PSD, tem 5%, e o professor Inácio Moreira, do PSOL, aparece com 4%. Quatro por cento dos entrevistados indicaram voto em branco ou nulo, e 5% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada entre 16 e 19 de setembro de 2026, com 1.600 entrevistados. O instituto trabalhou com um nível de confiança de 95%, o que significa que se a pesquisa fosse repetida cem vezes, em noventa e cinco delas os resultados estariam dentro da margem de erro indicada. O levantamento foi contratado pela Rádio e Televisão Record e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AC-01699/2026. As pesquisas de intenção de voto funcionam como uma fotografia do momento político, baseadas em amostras representativas da população. Fatores como o método de entrevista, a composição da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é formulada podem influenciar nos resultados finais.
Citações Notáveis
Na pesquisa espontânea, 42% dos eleitores ainda não definiram o voto para governador do Acre— Real Time Big Data