Em São Paulo, a corrida pelo governo estadual em 2026 ganha contornos cada vez mais definidos: uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em setembro, coloca Tarcísio de Freitas com 57% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, 15 pontos à frente de Fernando Haddad. Os números refletem não apenas uma preferência eleitoral, mas também o peso de uma gestão com 64% de aprovação — lembrando que pesquisas capturam um instante, não um destino.
Tarcísio abre 15 pontos sobre Haddad em pesquisa para governador de SP
Tarcísio constrói um caminho que aponta para vitória ainda no primeiro turno
Essa vantagem de 15 pontos no primeiro turno é realmente decisiva? Tarcísio já venceu?
Matematicamente, 57% em votos válidos é uma margem muito confortável. Mas o primeiro turno só acontece no domingo. O que a pesquisa mostra é a tendência neste momento — não é uma previsão do resultado.
Exatamente. E vale notar que no cenário espontâneo, quando não apresentam os nomes, mais de 30% ainda não decidiram. Quando você mostra os nomes, Tarcísio sobe para 57%. Isso significa que há eleitores que precisam ser lembrados de quem está concorrendo.
E a rejeição? Por que Haddad tem 42% de rejeição e Tarcísio só 35%?
A rejeição reflete quantas pessoas dizem que não votariam naquele candidato de jeito nenhum. Haddad tem um número maior, o que limita seu teto de voto. Tarcísio tem mais espaço.
Mas também é importante lembrar que rejeição e intenção de voto são coisas diferentes. Você pode rejeitar alguém e ainda assim votar nele se for o menos pior. A aprovação da gestão de Tarcísio em 64% é talvez o número mais sólido aqui.
Se fosse segundo turno, a vantagem diminui um pouco — de 15 para 18 pontos. Por quê?
No segundo turno, o cenário é mais polarizado. Alguns votos que estão em "outros" ou indecisos no primeiro turno migram. Mas Tarcísio mantém a liderança clara.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Então tecnicamente, a vantagem real poderia ser de 13 a 17 pontos no primeiro turno. Ainda assim, é uma vantagem muito clara.
The Pulse
- Tarcísio de Freitas domina o cenário estimulado com 57% das intenções de voto, abrindo margem suficiente para uma vitória ainda no primeiro turno.
- Haddad enfrenta uma rejeição de 42% — número que pesa sobre sua capacidade de ampliar o eleitorado nas semanas finais da campanha.
- Mais de 30% dos eleitores ainda não haviam definido seu voto no cenário espontâneo, revelando um eleitorado em movimento que pode ser decisivo.
- A aprovação de 64% à gestão estadual de Tarcísio funciona como combustível político, convertendo satisfação com o governo em intenção de voto.
- Mesmo em simulação de segundo turno, Tarcísio mantém vantagem expressiva — 59% contra 41% de Haddad —, consolidando a tendência de preferência pelo candidato à reeleição.
Em São Paulo, a corrida pelo governo estadual em 2026 ganha contornos cada vez mais definidos: uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em setembro, coloca Tarcísio de Freitas com 57% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, 15 pontos à frente de Fernando Haddad. Os números refletem não apenas uma preferência eleitoral, mas também o peso de uma gestão com 64% de aprovação — lembrando que pesquisas capturam um instante, não um destino.
O instituto Real Time Big Data divulgou, no fim de setembro, uma pesquisa de intenção de voto para o governo de São Paulo que desenha uma disputa com contornos bastante definidos. No cenário estimulado de primeiro turno — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados —, Tarcísio de Freitas aparece com 57% das intenções de voto, abrindo 15 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad, que marca 42%. Com essa margem, o candidato à reeleição pelo Republicanos aponta para uma vitória ainda na primeira rodada.
O cenário espontâneo, no entanto, revela um eleitorado ainda em movimento: Tarcísio aparece com 37%, Haddad com 21%, e mais de 30% dos entrevistados dizem não ter definido seu voto. Esse contingente de indecisos é relevante, mas tende a se concentrar em torno do líder quando os nomes são apresentados. A rejeição também diferencia os dois: Haddad enfrenta 42% de rejeição, contra 35% de Tarcísio. A aprovação de 64% à gestão estadual atual funciona como um ativo político considerável para o governador.
O instituto simulou ainda um eventual segundo turno, no qual Tarcísio chegaria a 59% contra 41% de Haddad — reforçando a tendência de preferência consolidada pelo candidato à reeleição mesmo em confronto direto. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 24 e 28 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, registrada no TSE sob o número SP-06293/2026. Como toda pesquisa eleitoral, ela captura um momento específico — e a forma como as perguntas são feitas e a composição da amostra são elementos que merecem atenção ao interpretar os números.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira uma nova rodada de pesquisa de intenção de voto para o governo de São Paulo, e o quadro que emerge é de uma disputa bastante definida. Tarcísio de Freitas, o candidato à reeleição pelo Republicanos, abre uma vantagem de 15 pontos sobre Fernando Haddad, ex-ministro pelo PT, no cenário estimulado de primeiro turno — aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Com 57% das intenções de voto, Tarcísio constrói um caminho que aponta para a vitória ainda no primeiro turno, marcado para o próximo domingo.
O cenário espontâneo, quando os nomes não são sugeridos previamente, revela um eleitorado ainda em movimento. Tarcísio aparece com 37%, Haddad com 21%, e mais de 30% dos entrevistados dizem não ter definido seu voto. Esse contingente de indecisos é significativo, mas quando a pesquisa apresenta os nomes dos candidatos — o cenário estimulado — a concentração em torno de Tarcísio se acentua. Ele salta para 57%, enquanto Haddad chega a 42%, com apenas 1% para outros candidatos.
A rejeição aos nomes também marca diferenças importantes. Haddad enfrenta uma rejeição de 42%, enquanto Tarcísio tem 35% de rejeição. A aprovação da gestão estadual atual de Tarcísio alcança 64%, com 35% de desaprovação e 1% que não souberam ou não responderam. Esses números sugerem que o eleitor que conhece a administração de Tarcísio tende a aprová-la, o que funciona como um ativo político em seu favor.
O instituto também simulou um cenário de segundo turno, caso a eleição chegasse a uma segunda votação. Nesse cenário, Tarcísio mantém sua vantagem, chegando a 59% contra 41% de Haddad. A simulação reforça a tendência vista no primeiro turno: uma preferência consolidada pelo candidato à reeleição, mesmo em um confronto direto com seu principal adversário.
A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas entre 24 e 28 de setembro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. O trabalho foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-06293/2026 e foi contratado pelo próprio instituto. Esses dados metodológicos importam porque pesquisas de intenção de voto são leituras de um momento específico, baseadas em amostras representativas da população. O método de entrevista, a composição da amostra e até a forma como uma pergunta é formulada podem influenciar os resultados — razão pela qual é importante examinar essas informações ao avaliar o que os números significam.
Notable Quotes
No cenário espontâneo, mais de 30% dos entrevistados dizem não ter definido voto— Real Time Big Data