A menos de um ano das eleições de 2026, o Pará apresenta um campo político ainda em formação: Hana Ghassan lidera as intenções de voto para o governo estadual, mas mais da metade dos eleitores permanece indecisa — um lembrete de que números de pesquisa capturam um instante, não um destino. No Senado, a segunda cadeira segue como território contestado, onde pequenas variações podem redesenhar o mapa do poder regional.
Real Time Big Data: Hana Ghassan lidera disputa pelo governo do Pará em 2026
Mais da metade dos paraenses ainda não havia decidido seu voto
Como assim mais de metade dos eleitores ainda não decidiu? Faltavam menos de três semanas para a eleição.
Exatamente. Na pergunta espontânea, quando não recebem uma lista de nomes, 52% disseram que não sabem ou não responderam. Isso mostra que havia muito voto em jogo ainda.
Mas quando você apresenta os nomes — no cenário estimulado — os números mudam bastante. Ghassan sobe de 18% para 40%. Isso é uma diferença enorme.
É verdade. O método importa muito. Quando o eleitor vê os nomes dos candidatos, consegue escolher. Mas sozinho, sem a lista, a maioria ainda estava em dúvida.
E no Senado, parece que a segunda cadeira é uma bagunça. Três candidatos com votações muito próximas.
Chicão e Zequinha Marinho estão tecnicamente empatados em 13%, e Éder Mauro tem 16%. A margem de erro é de 2 pontos, então qualquer um deles pode terminar em segundo lugar.
Importante lembrar que essa pesquisa foi feita entre 10 e 14 de setembro. Muita coisa pode ter mudado entre aí e o dia da votação.
A pesquisa foi contratada pela Rede Record. Isso importa?
Não necessariamente invalida nada, mas é bom saber quem pagou. O instituto é respeitado, a metodologia parece sólida — 1.600 entrevistados, 95% de confiança. Mas sim, é informação que o leitor deve ter.
E o registro no TSE garante que tudo foi feito dentro das regras. Não é uma pesquisa clandestina.
Então o que a gente aprende com isso tudo?
Que Ghassan tinha uma vantagem clara para governadora, mas que havia espaço para movimento. E que o Senado era uma corrida aberta, especialmente para a segunda cadeira.
Der Puls
- Hana Ghassan (MDB) abre vantagem de cinco pontos sobre Dr. Daniel no primeiro turno, mas a margem é estreita o suficiente para manter a disputa viva.
- Mais de 52% dos paraenses não souberam ou não quiseram indicar um nome espontaneamente para governador, revelando um eleitorado ainda à deriva.
- No Senado, Helder (MDB) lidera com folga, mas a segunda vaga concentra quatro candidatos em um intervalo de apenas seis pontos percentuais.
- A pesquisa, encomendada pela Rede Record e registrada no TSE, entrevistou 1.600 pessoas entre 10 e 14 de setembro, com margem de erro de dois pontos e confiança de 95%.
- O cenário aponta para uma eleição que será decidida na reta final, quando o grande bloco de indecisos começar a se mover.
A menos de um ano das eleições de 2026, o Pará apresenta um campo político ainda em formação: Hana Ghassan lidera as intenções de voto para o governo estadual, mas mais da metade dos eleitores permanece indecisa — um lembrete de que números de pesquisa capturam um instante, não um destino. No Senado, a segunda cadeira segue como território contestado, onde pequenas variações podem redesenhar o mapa do poder regional.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira um retrato das eleições de 2026 no Pará — e o que o levantamento mostra, acima de tudo, é uma disputa longe de estar resolvida.
Para o governo estadual, Hana Ghassan, do MDB, aparece na frente com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Dr. Daniel, do Podemos. Em um eventual segundo turno, a diferença se mantém: 42% a 36%. Mas há uma ressalva importante: quando a pergunta é feita de forma espontânea, sem lista de nomes, Ghassan cai para 18%, Daniel para 16%, e 52% dos entrevistados simplesmente não souberam responder. A eleição, portanto, está em aberto — com um contingente expressivo de eleitores ainda sem rumo definido.
No Senado, o quadro é ainda mais fragmentado. Helder, também do MDB, lidera com 36%, mas a segunda cadeira concentra uma batalha entre Delegado Éder Mauro (PL, 16%), Chicão (União, 13%), Zequinha Marinho (Podemos, 13%) e Celso Sabino (PDT, 11%). Os demais candidatos não ultrapassam 3% individualmente.
A pesquisa, contratada pela Rede Record e registrada no TSE sob o número PA-00415/2026, ouviu 1.600 pessoas entre 10 e 14 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira uma pesquisa de intenção de voto que mapeia o cenário político para as eleições de 2026 no Pará, revelando uma disputa ainda em aberto tanto para o governo estadual quanto para as duas cadeiras do Senado.
Para o cargo de governadora, Hana Ghassan, do MDB, aparece na frente com 40% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno. Seu principal concorrente, Dr. Daniel, do Podemos, fica com 35%. A diferença se mantém em um eventual segundo turno, onde Ghassan alcança 42% contra 36% de Dr. Daniel. O levantamento, contratado pela Rede Record de Televisão, entrevistou 1.600 pessoas entre 10 e 14 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Mas há um detalhe que complica qualquer leitura definitiva desses números: mais da metade dos eleitores paraenses ainda não havia decidido seu voto para governador quando a pesquisa foi realizada. Na pergunta espontânea — aquela em que o eleitor responde sem receber uma lista de nomes — Ghassan aparecia com apenas 18%, Dr. Daniel com 16%, e 52% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam. Isso significa que a eleição estava longe de estar definida, com um grande contingente de votantes ainda em movimento.
No Senado, o quadro é ainda mais fragmentado. Helder, também do MDB, lidera a corrida com 36% das intenções de voto. A segunda cadeira, porém, permanece em disputa aberta. Delegado Éder Mauro, do PL, aparece com 16%. Chicão, da União, e Zequinha Marinho, do Podemos, estão tecnicamente empatados, ambos com 13%. Celso Sabino, do PDT, vem em seguida com 11%. Os demais candidatos — Lívia Noronha, Gizelle Freitas, Conti e outros — não conseguem ultrapassar 3% cada um. Coronel Jonildo, Edilaine Rodrigues, Breno Guimarães e Fernanda Lopes não pontuaram na pesquisa.
A Gazeta do Povo publica regularmente pesquisas eleitorais dos principais institutos de opinião pública do país como forma de acompanhar a evolução do cenário político. Esses levantamentos oferecem uma leitura do momento baseada em amostras representativas da população, mas é importante notar que a metodologia — o modo como as perguntas são formuladas, a composição da amostra e o método de entrevista — pode influenciar significativamente nos resultados. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PA-00415/2026.
Bemerkenswerte Zitate
Mais da metade dos paraenses não definiu voto a governador a menos de 20 dias para a eleição— Real Time Big Data