Raquel Lyra lidera Campos por 4 pontos em segundo turno em PE, aponta Datafolha

A vantagem encolheu em dois meses, e agora está dentro da margem de erro
Lyra caiu de 51% em maio para 49% agora, enquanto Campos subiu de 40% para 45%.
Mark

Por que a vantagem de Lyra diminuiu tanto em apenas dois meses?

Mimi

Campanhas mudam o eleitorado. Em maio, talvez Campos ainda estivesse menos conhecido ou menos mobilizado. Agora ele está na rua, falando, ganhando espaço. Lyra estava em 51% — um número alto — e é mais fácil cair de um patamar alto do que subir de um baixo.

Mark

Mas quatro pontos de diferença dentro de uma margem de erro de três — isso significa que tecnicamente estão empatados?

Mimi

Exatamente. Significa que não sabemos quem está na frente de verdade. Poderia ser Lyra por sete pontos, ou Campos por um. A pesquisa é um retrato de um momento, não uma profecia.

Mark

E no Senado, por que há tanta indecisão?

Mimi

Senado é sempre assim. As pessoas votam para presidente ou governador com clareza, mas para Senado muitos ainda estão decidindo. Vinte e um por cento votam em branco ou nulo. É um sinal de que a campanha ainda não penetrou como deveria.

Mark

O que muda daqui para frente?

Mimi

Tudo depende de como as campanhas se movem. Se Campos conseguir ganhar mais espaço, pode virar. Se Lyra consolidar sua base, pode vencer. A pesquisa diz que está aberto.

  • A vantagem de Lyra sobre Campos caiu de 11 para 4 pontos percentuais em apenas dois meses, sinalizando uma corrida que se fecha rapidamente.
  • Com a margem de erro de 3 pontos, o segundo turno simulado está tecnicamente empatado — qualquer movimento do eleitorado pode inverter o quadro.
  • Campos ganhou cinco pontos desde maio enquanto Lyra perdeu dois, um ritmo de erosão que preocupa campanhas mesmo sem configurar colapso.
  • No Senado, a incerteza é ainda maior: um quinto dos eleitores vota em branco ou nulo, e 9% ainda não sabem em quem votar, deixando o resultado em aberto.
  • A pesquisa, com 1.022 entrevistados e 95% de confiança, foi registrada no TSE — seus números são sólidos, mas a margem que antes parecia irrelevante agora começa a importar.

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra mantém uma liderança numérica sobre João Campos, mas o tempo e o eleitorado estão em movimento. O que era uma vantagem confortável em maio tornou-se, em julho, um empate técnico — lembrando que nas democracias maduras, as pesquisas não revelam destinos, mas tensões vivas. A disputa, ainda distante do pleito, já ensaia os contornos de uma das eleições estaduais mais observadas do país.

A governadora Raquel Lyra segue à frente de João Campos em Pernambuco, mas a distância encolheu de forma significativa. Pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira aponta Lyra com 49% contra 45% de Campos em um eventual segundo turno — diferença de quatro pontos que, dentro da margem de erro de três pontos percentuais, configura empate técnico.

A trajetória é o dado que mais chama atenção. Em maio, Lyra tinha 51% e Campos apenas 40% — uma vantagem inequívoca. Dois meses depois, o cenário se comprimiu: Campos ganhou cinco pontos, Lyra perdeu dois. Não é colapso, mas é erosão — o tipo de movimento que costuma inquietar quem está na frente.

No primeiro turno, o quadro é semelhante: Lyra com 48% contra 42% de Campos, margem maior, mas ainda sujeita às flutuações normais de campanha. Os demais candidatos não decolam, cada um com 1% ou menos.

A disputa pelo Senado é onde a incerteza realmente domina. Marília Arraes lidera com 18%, mas está tecnicamente empatada com Humberto Costa, que tem 15%. Mendonça Filho aparece com 10%, Miguel Coelho com 9% e Eduardo da Fonte com 7%. Um quinto dos eleitores ainda vota em branco ou nulo nessa disputa, e 9% não sabem ou não responderam — indícios de muita indecisão.

O levantamento ouviu 1.022 eleitores pernambucanos entre 28 e 30 de julho, registrado no TSE sob o protocolo PE-04519/2026, com índice de confiança de 95%. A margem de erro sempre existiu — mas em Pernambuco, ela está começando a importar.

A governadora Raquel Lyra segue numericamente à frente de João Campos em Pernambuco, mas a vantagem encolheu. Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira passada mostra Lyra com 49% das intenções de voto contra 45% de Campos em um eventual segundo turno — uma diferença de quatro pontos que fica dentro da margem de erro de três pontos porcentuais, tornando o resultado tecnicamente empatado. Votos em branco, nulo ou eleitores que não votariam em nenhum dos dois somam 6%, e 2% não responderam.

O que chama atenção é a trajetória. Quando o Datafolha fez a mesma pergunta em maio, Lyra tinha 51% e Campos apenas 40%. Naquele momento, a vantagem era clara. Agora, dois meses depois, o cenário se comprimiu. Campos ganhou cinco pontos, Lyra perdeu dois. É o tipo de movimento que costuma preocupar quem está na frente — não é colapso, mas é erosão.

No primeiro turno, o quadro é parecido. Lyra aparece com 48% contra 42% de Campos, uma margem maior, mas ainda assim sujeita às flutuações normais de uma campanha. Os candidatos menores — Ivan Moraes pelo PSOL e Camila Falcão pela UP — não decolam, cada um com 1%. Votos em branco ou nulo chegam a 5%, e 2% não souberam responder.

A disputa pelo Senado, porém, é onde a incerteza realmente toma conta. Marília Arraes, do PDT, lidera numericamente com 18%, mas está tecnicamente empatada com Humberto Costa, que tem 15%. Mendonça Filho vem depois com 10%, Miguel Coelho com 9% e Eduardo da Fonte, do PP, com 7%. Os demais candidatos não ultrapassam 5%. Um quinto dos eleitores ainda vota em branco ou nulo nessa disputa, e 9% não sabem ou não responderam — números que sugerem muita indecisão.

O levantamento ouviu 1.022 eleitores pernambucanos entre 28 e 30 de julho e foi registrado no TSE sob o protocolo PE-04519/2026. O índice de confiança é de 95%, o que significa que se a pesquisa fosse repetida cem vezes, em noventa e cinco delas os resultados estariam dentro dessa margem de erro. Mas a margem existe, e em Pernambuco ela está começando a importar.

Em um eventual segundo turno entre os dois, Raquel Lyra teria hoje 49% das intenções de voto, contra 45% de Campos
— Pesquisa Datafolha
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