A poucos dias de o Distrito Federal escolher quem governará a capital, a pesquisa Quaest revela uma disputa que se estreita sem perder o rumo: Celina Leão mantém a dianteira sobre Leandro Grass, mas a distância encolheu. Como tantas eleições em que a identidade política pesa mais que a promessa, o voto na capital parece moldado menos pelo cotidiano da cidade do que pelos grandes campos que dividem o país, sobretudo a fé e a lealdade a Lula e Bolsonaro. Resta ver se os 12% que ainda podem mudar de ideia farão o ajuste final no domingo, dia em que o Brasil inteiro também decide seu presidente.
Quaest no DF: Celina Leão lidera com 50% contra 35% de Leandro Grass no 2º turno
Ela perdeu três pontos; ele ganhou dois
Celina lidera com 50% a 35%. Isso é uma vantagem confortável?
São 15 pontos, bem acima da margem de erro de 3. Mas ela vinha de 53% a 33%, então a distância encolheu de 20 para 15.
Cuidado com a leitura da queda. Três pontos para ela e dois para ele estão no limite da margem de erro, então a pesquisa não prova que há tendência.
E os indecisos?
Para 88% o voto é definitivo; 12% dizem que podem mudar. É uma parcela pequena, mas existe.
Esses 12% não dizem para quem iriam. A pesquisa não permite projetar o efeito deles.
Que grupo mais chama a atenção?
Os evangélicos, com 65% para Celina contra 20% para Grass. E o empate de 42% entre eleitores pretos.
Esse empate tem margem de erro de 9 pontos, então é frágil. Os recortes têm amostras menores e pedem cautela.
E a ligação com a eleição presidencial?
É nítida: 85% de quem vota em Flávio Bolsonaro escolhe Celina, e 78% de quem vota em Lula escolhe Grass.
Isso mostra correlação, não causa. Não sabemos o que move cada voto.
El Pulso
- Celina Leão segue à frente com 50% contra 35% de Leandro Grass, mas a vantagem caiu três pontos em uma semana.
- Grass subiu dois pontos e avança sobretudo entre eleitores de Lula, que lhe dão 78% dos votos.
- Entre os mais pobres, quem ganha até dois salários mínimos dá 40% a Celina e 35% a Grass, com 16% ainda indecisos.
- Entre evangélicos, Celina aparece com 65% contra 20%, uma diferença que pesa como nenhuma outra no mapa da disputa.
- Doze por cento dos eleitores admitem mudar de ideia antes de domingo, e a eleição divide o dia com a presidencial, elevando a tensão.
A poucos dias de o Distrito Federal escolher quem governará a capital, a pesquisa Quaest revela uma disputa que se estreita sem perder o rumo: Celina Leão mantém a dianteira sobre Leandro Grass, mas a distância encolheu. Como tantas eleições em que a identidade política pesa mais que a promessa, o voto na capital parece moldado menos pelo cotidiano da cidade do que pelos grandes campos que dividem o país, sobretudo a fé e a lealdade a Lula e Bolsonaro. Resta ver se os 12% que ainda podem mudar de ideia farão o ajuste final no domingo, dia em que o Brasil inteiro também decide seu presidente.
A uma semana de decidir quem governará o Distrito Federal, Celina Leão (PP) segue na frente, mas com uma vantagem menor. A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e divulgada na quarta-feira (21), aponta 50% para Celina e 35% para Leandro Grass (PT) no segundo turno. Na rodada anterior, de 12 de outubro, a diferença era de 53% a 33%. A votação acontece no domingo (25), no mesmo dia em que o país escolhe entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
O levantamento ouviu 1.104 pessoas entre 17 e 20 de outubro, com margem de erro de 3 pontos percentuais. Oitenta e oito por cento dos entrevistados dizem que o voto está decidido, enquanto 12% admitem que ainda podem mudar.
O retrato por grupos mostra uma capital dividida por fé, renda e identidade política. Celina lidera em todas as faixas etárias e de escolaridade, mas entre quem ganha até dois salários mínimos a vantagem encolhe para cinco pontos, com quase um em cada seis eleitores sem candidato definido. Entre evangélicos, ela tem 65%, contra 20% de Grass. Entre os que se dizem lulistas, Grass tem 76%; entre bolsonaristas, Celina chega a 88%.
O que resta saber é se a aproximação de Grass se confirma nas urnas, num domingo em que a disputa local e a nacional caminham lado a lado.
A uma semana de decidir quem governará o Distrito Federal, a candidata Celina Leão (PP) segue na frente, mas com a vantagem um pouco menor. A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21), encomendada pela Globo, mostra Celina com 50% das intenções de voto contra 35% de Leandro Grass (PT) no segundo turno.
É a segunda rodada da Quaest desde que os dois candidatos foram definidos, no dia 4. No levantamento anterior, de 12 de outubro, Celina tinha 53% e Grass, 33%. Ela perdeu três pontos; ele ganhou dois. A votação será no domingo (25), mesmo dia em que o país e os eleitores no exterior escolhem entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na disputa presidencial.
O instituto ouviu 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número DF-00402/2026. Segundo o levantamento, 88% dos entrevistados consideram o voto definitivo, e 12% admitem que ainda podem mudar de ideia até o dia da eleição.
Os dados por grupo mostram diferenças marcadas. Entre os homens, Celina tem 54% e Grass, 31%; entre as mulheres, é 46% a 39%. Por idade, a candidata do PP lidera em todas as faixas: 51% a 33% entre 16 e 34 anos, 50% a 37% entre 35 e 59, e 48% a 34% entre os de 60 anos ou mais. Na escolaridade, ela aparece com 45% no ensino fundamental (Grass, 32%), 51% no médio (34%) e 51% no superior (39%).
Na renda, o quadro é mais apertado entre os mais pobres. Quem ganha até dois salários mínimos dá 40% a Celina e 35% a Grass, com 16% sem saber em quem votar, e margem de erro de 8 pontos. Na faixa de mais de 2 a 5 salários, ela tem 52% contra 32%; acima de 5 salários, 51% a 37%.
Por cor ou raça, Celina tem 52% entre brancos e 49% entre pardos, contra 34% e 35% de Grass. Entre pretos há empate em 42%, com margem de erro de 9 pontos. Na religião, o contraste é forte: entre evangélicos, Celina tem 65% e Grass, 20%; entre católicos, 46% a 37%.
O recorte político acompanha a polarização nacional. Entre os que se dizem lulistas, Grass tem 76% e Celina, 13%; na esquerda não lulista, 79% a 11%. Entre bolsonaristas, Celina tem 88% e Grass, 3%, e na direita não bolsonarista, 87% a 6%. Entre independentes, ela lidera por 40% a 30%, com 15% em branco ou nulo e outros 15% indecisos. Pelo voto presidencial, 85% dos eleitores de Flávio Bolsonaro dizem votar em Celina, e 78% dos de Lula optam por Grass.
A Quaest ressalva que, nos recortes, as margens de erro variam conforme o número de entrevistados em cada grupo, de 5 a 10 pontos nos dados divulgados. Resta saber se a aproximação de dois pontos de Grass se confirma nas urnas no domingo.