Numa noite de final de outubro, em meio ao calendário que antecede a nova legislatura, a Federação Brasil da Esperança decidiu o que pensa sobre o comando da Câmara dos Deputados. PT, PCdoB e PV anunciaram apoio à reeleição de Hugo Motta, reunindo 88 parlamentares que atravessarão o mandato de 2027 a 2030 com essa escolha inscrita no horizonte. O gesto é apresentado como um alicerce para a governabilidade do quarto governo Lula, mas também como o desenho de um campo que quer ir além do programa do Planalto. Resta saber como esse acordo se traduzirá na divisão concreta dos espaços da Casa e até
PT, PCdoB e PV apoiam reeleição de Hugo Motta e defendem bloco sem extrema direita
A extrema-direita não tem compatibilidade com a nossa pauta
O que foi anunciado exatamente nesta terça?
PT, PCdoB e PV, reunidos na Federação Brasil da Esperança, declararam apoio à reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara. Pedro Uczai fez o anúncio.
Qual o peso disso em números?
Uczai falou em 88 parlamentares da federação que terão mandato de 2027 a 2030, todos comprometidos com Motta.
Vale notar que esse número e esse compromisso vêm da fala de Uczai, via nota do PT. Não há confirmação independente de cada voto.
Por que ele ligou o apoio ao governo Lula?
Disse que a articulação serve à governabilidade do quarto governo Lula e ao avanço das propostas do presidente, mas quer que a pauta vá além da do governo.
E o que Motta deu em troca? A reportagem não diz. Só fala que a distribuição de espaços será discutida.
E a extrema direita?
Uczai disse que ela é incompatível com a pauta da federação e do governo.
Não está claro se os outros partidos presentes, como MDB, PSD e Republicanos, aderem a esse veto. Isso segue em aberto.
Il Polso
- Uma decisão anunciada à noite, após reunião na liderança do PT, sinaliza que o xadrez da Câmara já está em movimento antes mesmo da posse dos novos deputados.
- A exclusão explícita da extrema direita bolsonarista do futuro bloco acende um ponto de atrito direto com parte do espectro parlamentar.
- Os 88 votos da federação funcionam como uma peça central na costura com Republicanos, MDB, PSD, Podemos e Solidariedade, que também participaram das conversas.
- A divisão de comissões e cargos ainda está em aberto, e é nessa negociação que o bloco de esquerda e centro vai testar sua coesão.
Numa noite de final de outubro, em meio ao calendário que antecede a nova legislatura, a Federação Brasil da Esperança decidiu o que pensa sobre o comando da Câmara dos Deputados. PT, PCdoB e PV anunciaram apoio à reeleição de Hugo Motta, reunindo 88 parlamentares que atravessarão o mandato de 2027 a 2030 com essa escolha inscrita no horizonte. O gesto é apresentado como um alicerce para a governabilidade do quarto governo Lula, mas também como o desenho de um campo que quer ir além do programa do Planalto. Resta saber como esse acordo se traduzirá na divisão concreta dos espaços da Casa e até onde a fronteira que exclui a extrema direita bolsonarista será traçada.
Na noite desta terça-feira (27), depois de uma reunião na sala da liderança do PT na Câmara dos Deputados, três partidos decidiram apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Casa. O anúncio veio pelas mãos de Pedro Uczai (PT-SC), líder da Federação Brasil da Esperança, ao lado de Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Aliel Machado (PV-PR).
O líder petista garantiu que Motta poderá contar com os 88 parlamentares da federação que tomarão posse para a legislatura de 2027 a 2030. Para ele, a decisão está diretamente ligada à governabilidade do quarto governo Lula e ao andamento das propostas do presidente.
Uczai também defendeu a formação de um bloco que una partidos de esquerda e de centro, responsável por discutir a distribuição dos espaços na Câmara. As prioridades citadas são as pautas das mulheres, a soberania nacional, a democracia e os direitos sociais e culturais. "Queremos que a nossa pauta avance além da pauta do governo", afirmou.
Ele foi categórico ao dizer que a extrema direita bolsonarista não cabe nesse arranjo, por não ser compatível com a agenda da federação nem com a do governo. A divisão dos espaços ainda será negociada, e é nela que a composição final do grupo deverá se definir.
Na noite desta terça-feira (27), depois de uma reunião na sala da liderança do PT na Câmara dos Deputados, três partidos anunciaram que vão apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Casa. O comunicado foi feito pelo líder da Federação Brasil da Esperança, Pedro Uczai (PT-SC), ao lado de Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Aliel Machado (PV-PR). As informações constam de nota divulgada pelo PT na Câmara.
A reunião teve a presença do próprio Motta e de representantes de Republicanos, MDB, PSD, Podemos e Solidariedade. PT, PCdoB e PV, que formalizaram o apoio, formam a Federação Brasil da Esperança.
Uczai disse que Motta poderá contar com o compromisso dos 88 parlamentares da federação que exercerão mandato na legislatura de 2027 a 2030. Ao justificar a decisão, o deputado ligou a articulação à governabilidade do quarto governo Lula e ao andamento das propostas defendidas pelo presidente.
O líder petista também defendeu a formação de um bloco que reúna partidos de esquerda e de centro. Segundo ele, essa articulação deverá discutir a distribuição dos espaços na Câmara. Uczai citou como prioridades as pautas das mulheres, da soberania nacional, da democracia e dos direitos sociais e culturais. "Portanto, nós queremos que a nossa pauta avance além da pauta do governo", declarou.
Uczai afirmou ainda que a participação da federação nesse arranjo é incompatível com a presença da extrema direita bolsonarista. "A posição é clara do que é compatível e do que não é compatível. E nesse caso, a extrema-direita não tem compatibilidade com a nossa pauta e com a pauta do governo Presidente Lula", disse.
O que ainda falta definir é a divisão dos espaços na Câmara, tema que deverá ser negociado entre os integrantes do bloco. A exclusão da extrema direita pode marcar a composição do grupo.
Citazioni salienti
Nós queremos que a nossa pauta avance além da pauta do governo.— Pedro Uczai (PT-SC)
A extrema-direita não tem compatibilidade com a nossa pauta e com a pauta do governo Presidente Lula.— Pedro Uczai (PT-SC)