A psoríase é lembrada pelas manchas que surgem na pele, mas, como observa a cardiologista Silvana Lopes, sua influência não se encerra ali. Por se tratar de uma condição inflamatória crônica, ela pode acompanhar o corpo por dentro e aproximar-se, em alguns casos, de riscos como o infarto e o AVC. Ainda assim, nenhum desfecho é certo: cada pessoa carrega uma combinação própria de idade, herança, hábitos e condições de saúde que define seu caminho. Nesse entrelaçamento entre pele e coração, cuidar do todo torna-se a forma mais sensata de proteger o futuro.
Psoríase vai além da pele e pode elevar o risco cardiovascular, alertam especialistas
Nem todas as pessoas com psoríase desenvolverão doenças cardíacas
Por que um assunto de pele aparece numa conversa sobre coração?
Porque a psoríase é uma doença inflamatória crônica. Segundo a cardiologista Silvana Lopes, essa inflamação pode ter repercussões fora da pele, e estudos associam a doença a mais infarto e AVC.
Associação não é o mesmo que causa. O texto fala em estudos, mas não cita nenhum, nem números de quanto o risco aumenta.
Então o alerta vale para todo mundo com psoríase?
Ela mesma diz que nem todos desenvolverão doença cardíaca. O risco depende de idade, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo, peso, pressão, diabetes e colesterol.
E isso vale para qualquer pessoa, com ou sem psoríase. O que a matéria não diz é quanto a psoríase pesa a mais nessa conta.
Que exames são citados?
Pressão arterial, colesterol e triglicerídeos, glicemia, peso e circunferência abdominal, além de hábitos e histórico familiar.
E o estresse entra onde?
Ele pode desencadear crises, e a doença visível pode aumentar a ansiedade. A médica fala em um ciclo que o apoio psicológico pode amenizar.
Vale notar que é a avaliação de uma especialista, em tom de orientação. Não há dados novos nem pesquisa específica apresentada no texto.
Le Pouls
- Manchas que parecem superficiais podem sinalizar um processo inflamatório que atinge o corpo inteiro.
- Estudos associam a psoríase a maior ocorrência de infarto e AVC, o que exige atenção redobrada na consulta.
- Pressão, colesterol, glicemia e peso passam a ser verificados junto com o cuidado da pele.
- Hábitos como alimentação, atividade física, sono e abandono do cigarro entram no plano de proteção.
- O risco não é destino: ele varia conforme cada pessoa, e o tratamento contínuo segue como principal aliado.
A psoríase é lembrada pelas manchas que surgem na pele, mas, como observa a cardiologista Silvana Lopes, sua influência não se encerra ali. Por se tratar de uma condição inflamatória crônica, ela pode acompanhar o corpo por dentro e aproximar-se, em alguns casos, de riscos como o infarto e o AVC. Ainda assim, nenhum desfecho é certo: cada pessoa carrega uma combinação própria de idade, herança, hábitos e condições de saúde que define seu caminho. Nesse entrelaçamento entre pele e coração, cuidar do todo torna-se a forma mais sensata de proteger o futuro.
A psoríase costuma ser associada às manchas avermelhadas e descamativas na pele. Segundo a cardiologista Silvana Lopes, professora de Medicina do Centro Universitário Unime, porém, seus efeitos vão além. Por ser inflamatória e crônica, a doença está ligada a um risco maior de infarto e AVC, o que pede um acompanhamento mais amplo e um olhar integral para a saúde.
Na psoríase, o sistema imunológico acelera a renovação das células da pele, e é daí que surgem as lesões. A mesma inflamação, contudo, pode repercutir em outras partes do organismo. A médica faz questão de frisar que nem todos os pacientes desenvolverão doenças cardíacas: o risco individual depende de idade, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo, peso, hipertensão, diabetes e colesterol.
Nas consultas, portanto, costumam ser checados pressão arterial, colesterol e triglicerídeos, glicemia e medidas de peso e circunferência abdominal. O estresse também entra nessa conta, pois pode agravar lesões e estimular a inflamação, enquanto o desconforto da doença alimenta a ansiedade, formando um ciclo que pode ser amenizado com apoio psicológico e práticas de relaxamento.
O dermatologista segue essencial, mas pode ser complementado por outros profissionais. Hábitos como alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e moderação no álcool ajudam a reduzir os fatores de risco, assim como seguir o tratamento prescrito sem interrupções. Para Silvana Lopes, o caminho está em um plano de cuidado individualizado.
A psoríase costuma ser reconhecida pelas manchas avermelhadas e descamativas que aparecem na pele. Mas, segundo a cardiologista Silvana Lopes, professora do curso de Medicina do Centro Universitário Unime, os efeitos da doença não terminam ali. Por ser uma condição inflamatória crônica, ela está associada a um risco maior de problemas cardiovasculares, o que torna necessário ampliar o acompanhamento médico e olhar para a saúde de forma integral.
A médica explica o mecanismo de base: na psoríase, o sistema imunológico provoca uma renovação acelerada das células da pele, e daí surgem as lesões características. O processo inflamatório envolvido, porém, pode ter repercussões em outras partes do organismo. Estudos apontam uma associação entre a psoríase e maior ocorrência de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC).
A inflamação é uma resposta natural do corpo a diferentes estímulos. No caso da psoríase, ela permanece ativa de forma crônica e envolve substâncias inflamatórias que participam da resposta imunológica. Silvana Lopes faz questão de delimitar o alcance do alerta: nem todas as pessoas com psoríase desenvolverão doenças cardíacas. O risco individual depende de idade, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, hipertensão arterial, diabetes e alterações nos níveis de colesterol.
Ainda assim, a presença da doença merece atenção na avaliação clínica, principalmente quando as manifestações são extensas ou persistentes. Para a cardiologista, isso significa avaliar não apenas a extensão das lesões na pele, mas outros fatores que podem comprometer a saúde ao longo do tempo. O acompanhamento com o dermatologista segue essencial, mas pode ser complementado por avaliações clínicas e, quando necessário, pelo atendimento de outros profissionais de saúde. Identificar cedo os fatores de risco permite orientar medidas preventivas e, quando indicado, iniciar o tratamento adequado.
Entre os pontos que podem ser checados nas consultas está a pressão arterial, já que a hipertensão pode evoluir sem sintomas e elevar o risco de infarto e AVC. Também entram colesterol e triglicerídeos, que mostram alterações nas gorduras do sangue ligadas ao risco cardiovascular, e a glicemia, que ajuda a identificar problemas no controle do açúcar e a investigar diabetes. Peso e circunferência abdominal indicam excesso de peso e obesidade, fatores relacionados ao risco metabólico, e os hábitos de vida e o histórico familiar completam o quadro.
Há ainda uma via de mão dupla com o estresse. Segundo a médica, o estresse físico e emocional pode desencadear crises ou agravar lesões existentes, ao estimular processos inflamatórios. Por sua vez, os sintomas visíveis e o desconforto da doença podem aumentar a ansiedade e o estresse, criando um ciclo que pode ser amenizado com acompanhamento psicológico e práticas de relaxamento.
Além do tratamento dermatológico, hábitos saudáveis ajudam a reduzir os fatores de risco: alimentação equilibrada, atividade física regular, evitar o tabagismo, moderar o álcool e dormir adequadamente. Também é importante seguir o tratamento prescrito para a psoríase e não interromper nem modificar medicamentos sem orientação médica. Para Silvana Lopes, o controle da doença e o acompanhamento de condições associadas devem fazer parte de um plano de cuidado individualizado.
Citations marquantes
O controle da doença e o acompanhamento de possíveis condições associadas devem fazer parte de um plano de cuidado individualizado.— Silvana Lopes, cardiologista e professora da Unime