Psoríase vai além da pele e exige atenção ao risco cardiovascular

Nem todas as pessoas com psoríase desenvolverão doenças cardíacas
A cardiologista Silvana Lopes delimita a associação entre psoríase e risco cardiovascular.
Mark

Por que uma doença de pele aparece numa conversa sobre coração?

Mimi

Porque a psoríase é uma doença inflamatória crônica. A inflamação não fica só na pele, e a cardiologista Silvana Lopes cita estudos que associam a doença a mais infarto e AVC.

Luke

Associação não é o mesmo que causa. O texto não traz números, nem diz quanto o risco aumenta.

Mark

Então quem tem psoríase vai ter problema cardíaco?

Mimi

Não. Ela diz expressamente que nem todos desenvolverão. Idade, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo, peso, pressão, diabetes e colesterol pesam no risco individual.

Luke

Vale notar que a fonte é uma única especialista. Os estudos são mencionados, mas não identificados.

Mark

O que muda na prática?

Mimi

O olhar da consulta. Além das lesões, entram pressão, colesterol, triglicerídeos, glicemia, peso e circunferência abdominal.

Luke

E o estresse? O texto fala de um ciclo, mas não quantifica o efeito.

Mimi

Exato: estresse pode agravar crises, e as lesões podem aumentar a ansiedade. Ela sugere apoio psicológico e relaxamento.

Mark

E sobre os medicamentos?

Mimi

Não interromper nem alterar sem orientação médica.

  • A inflamação que deveria proteger o corpo permanece acesa de forma crônica, e essa chama silenciosa pode alcançar o coração e os vasos cerebrais.
  • Sintomas visíveis e desconforto alimentam ansiedade e estresse, que por sua vez podem reativar crises e agravar as lesões num ciclo difícil de quebrar.
  • Pressão, colesterol, glicemia e peso passam a ser observados com atenção ao lado do dermatologista, buscando identificar riscos antes que se transformem em eventos graves.
  • Mudanças como alimentação equilibrada, atividade física, abandono do cigarro, moderação do álcool e sono adequado são propostas como caminho, sem interrupção dos tratamentos prescritos.

A psoríase, muitas vezes lembrada apenas pelas placas avermelhadas e descamativas que marcam a pele, revela-se também como uma condição que ultrapassa a superfície do corpo. Ao longo da história da medicina, aprendemos que doenças inflamatórias crônicas podem ecoar em órgãos distantes, e é nesse horizonte que a cardiologista Silvana Lopes, professora da Unime, nos convida a olhar a psoríase: como um estado de inflamação persistente que se associa a maior risco de infarto e AVC. Ela lembra, porém, que nem todo portador da doença adoecerá do coração, pois o destino cardiovascular depende de herança, idade e hábitos de vida.

A psoríase costuma ser reconhecida pelas manchas avermelhadas e descamativas na pele, mas a cardiologista Silvana Lopes, professora do curso de Medicina do Centro Universitário Unime, lembra que o problema não termina aí. Por ser uma doença inflamatória e crônica, ela está associada a um risco maior de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral.

Tudo começa no sistema imunológico, que acelera a renovação das células da pele e provoca as lesões características. Essa inflamação, que deveria ser uma resposta passageira, permanece ativa e pode repercutir em outras partes do organismo. A médica faz questão de ressaltar, contudo, que nem todas as pessoas com psoríase desenvolverão doenças do coração. O risco individual depende de idade, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, hipertensão, diabetes e alterações no colesterol.

Por isso, a avaliação clínica deve olhar além da extensão das lesões, sobretudo quando as manifestações são intensas ou persistentes. O dermatologista continua essencial, mas pode ser complementado por outros profissionais. Consultas podem acompanhar pressão arterial, colesterol e triglicerídeos, glicemia, peso e circunferência abdominal. Identificar fatores de risco cedo permite orientar a prevenção e, se necessário, iniciar tratamento adequado.

Há ainda uma dimensão emocional. Segundo Silvana, o estresse físico e emocional pode desencadear crises ou agravar lesões, e os sintomas visíveis podem gerar ansiedade que realimenta o problema. Acompanhamento psicológico e práticas de relaxamento podem ajudar.

Além do tratamento dermatológico, a recomendação passa por alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, moderação do álcool e sono adequado. Medicamentos não devem ser interrompidos ou alterados sem orientação médica. Para a especialista, o controle da doença e das condições associadas deve fazer parte de um plano de cuidado individualizado.

A psoríase costuma ser reconhecida pelas manchas avermelhadas e descamativas na pele, mas, segundo a cardiologista Silvana Lopes, o problema não termina aí. Professora do curso de Medicina do Centro Universitário Unime, ela explica que a doença, por ser inflamatória e crônica, está associada a um risco maior de problemas cardiovasculares.

O mecanismo começa no sistema imunológico, que provoca uma renovação acelerada das células da pele e faz surgir as lesões características. O processo inflamatório envolvido, porém, pode repercutir em outras partes do organismo. De acordo com a médica, estudos apontam associação entre a psoríase e maior ocorrência de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Na psoríase, a inflamação, que normalmente é uma resposta natural do corpo, permanece ativa de forma crônica e envolve substâncias inflamatórias ligadas à resposta imunológica. Silvana Lopes faz questão de pôr um limite nessa associação: nem todas as pessoas com psoríase desenvolverão doenças do coração. O risco individual depende de idade, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, hipertensão, diabetes e alterações no colesterol.

A presença da doença, ainda assim, merece atenção na avaliação clínica, sobretudo quando as manifestações são extensas ou persistentes. Para a médica, isso significa olhar além da extensão das lesões na pele. O acompanhamento com o dermatologista continua essencial, mas pode ser complementado por avaliações clínicas e, quando necessário, por outros profissionais de saúde. Identificar fatores de risco cedo permite orientar medidas preventivas e, se indicado, iniciar tratamento adequado.

Há também uma dimensão emocional. Segundo Silvana, o estresse físico e emocional pode desencadear crises ou agravar lesões existentes, ao estimular processos inflamatórios. Os sintomas visíveis e o desconforto, por sua vez, podem aumentar a ansiedade e o estresse, formando um ciclo. Acompanhamento psicológico e práticas de relaxamento podem ajudar a amenizá-lo.

Entre os itens que podem ser avaliados nas consultas estão a pressão arterial, já que a hipertensão pode evoluir sem sintomas e elevar o risco de infarto e AVC; colesterol e triglicerídeos; glicemia, para identificar alterações no controle do açúcar e investigar diabetes; peso e circunferência abdominal, que indicam excesso de peso e risco metabólico; e hábitos de vida e histórico familiar.

Além do tratamento dermatológico, a médica cita medidas que reduzem fatores de risco: alimentação equilibrada, atividade física regular, evitar o tabagismo, moderar o álcool e dormir adequadamente. Também é importante seguir o tratamento prescrito e não interromper ou modificar medicamentos sem orientação médica. Para Silvana Lopes, o controle da doença e o acompanhamento de condições associadas devem fazer parte de um plano de cuidado individualizado.

O controle da doença e o acompanhamento de possíveis condições associadas devem fazer parte de um plano de cuidado individualizado.
— Silvana Lopes, cardiologista e professora de Medicina da Unime
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