Ao contrário do que o senso comum supõe, a ciência do envelhecimento revela que adultos nascidos entre 1945 e 1965 — hoje com 60 a 80 anos — apresentam níveis mais elevados de bem-estar emocional do que gerações mais jovens. Não se trata de indiferença ao sofrimento, mas de uma capacidade refinada ao longo de décadas de adversidade: a habilidade de processar o que é difícil sem ser aprisionado por isso. A teoria da seletividade socioemocional, desenvolvida por Laura Carstensen em Stanford, sugere que perceber o tempo como finito reorganiza prioridades de forma espontânea — e que essa sabedoria