No coração de São Paulo, a 12ª edição do prêmio Valor Inovação Brasil reuniu empresas e pensadores para celebrar algo que vai além do lucro imediato: a capacidade humana de transformar ideias em valor duradouro. O reconhecimento de 150 companhias, avaliadas em 26 setores e quatro dimensões da inovação, revela que o Brasil amadurece sua compreensão de que inovar não é privilégio de poucos, mas uma disciplina que pode ser cultivada em qualquer indústria. O salto expressivo no investimento — de 45% para 80% das líderes destinando mais de 5% da receita à inovação — sugere que o país atravessa uma
Prêmio Valor Inovação Brasil reconhece as 150 empresas mais inovadoras do país
A capacidade de transformar conhecimento em resultados concretos
Por que a proporção de empresas investindo mais de 5% em inovação quase dobrou em um ano?
Porque as lideranças perceberam que inovação não é luxo. As que estão ganhando mercado estão colocando dinheiro onde a boca é. Quando você vê 80% das vinte melhores fazendo isso, as outras acordam.
A metodologia parece complexa. O que ela realmente tenta medir?
Não é só ter uma ideia brilhante. É ter a ideia, colocar em prática, ver resultado e conseguir reconhecimento externo. Muita empresa fica presa na primeira parte. As que avançam conseguem fechar o ciclo.
Por que incluir 26 setores diferentes em vez de focar em tecnologia?
Porque inovação não é monopólio de startups. Um banco que muda seu processo de crédito é tão inovador quanto uma empresa de software que lança um novo produto. A realidade econômica do Brasil é diversa, então o prêmio precisa ser também.
Qual é o maior diferencial entre as empresas que ficam no topo e as demais?
Estrutura organizacional sólida e processos bem estabelecidos ajudam, mas o que realmente separa é a capacidade de transformar conhecimento em resultados concretos. Muita gente sabe o que fazer. Poucas conseguem fazer e medir o impacto.
Como um critério de receita mínima de 500 milhões afeta o que o prêmio representa?
Garante que você está olhando para empresas que têm recursos, infraestrutura e escala para inovar de verdade. Não é sobre startups disruptivas. É sobre quem está movimentando a economia e fazendo diferente.
O que muda quando você tem um júri independente avaliando junto com consultores?
Reduz viés. Um consultor pode ter incentivos comerciais. Um professor, um diretor de fundação, um empreendedor trazem ângulos diferentes. Juntos, conseguem enxergar padrões que ninguém vê sozinho.
O Pulso
- O prêmio revelou uma corrida silenciosa: em apenas um ano, a fatia das empresas mais inovadoras que investem pesado em inovação quase dobrou, sinalizando uma virada de mentalidade nas cúpulas corporativas brasileiras.
- A metodologia de quatro dimensões — planejamento, execução, resultados e reconhecimento — desafia a visão simplista de que inovar é apenas lançar produtos novos, expondo quem realmente tem estrutura e quem apenas aparenta tê-la.
- Com 26 setores avaliados em pé de igualdade, o estudo derruba a narrativa de que inovação é território exclusivo das empresas de tecnologia, abrindo espaço para agronegócio, seguros e construção disputarem o mesmo palco.
- Um júri independente e multidisciplinar foi convocado para blindar o processo de vieses, garantindo que o ranking reflita mérito real e não apenas visibilidade de marca ou tamanho de orçamento.
- O critério de receita mínima de 500 milhões de reais delimita o campo de jogo para empresas de porte significativo, concentrando o debate em quem tem escala para transformar inovação em impacto econômico mensurável.
No coração de São Paulo, a 12ª edição do prêmio Valor Inovação Brasil reuniu empresas e pensadores para celebrar algo que vai além do lucro imediato: a capacidade humana de transformar ideias em valor duradouro. O reconhecimento de 150 companhias, avaliadas em 26 setores e quatro dimensões da inovação, revela que o Brasil amadurece sua compreensão de que inovar não é privilégio de poucos, mas uma disciplina que pode ser cultivada em qualquer indústria. O salto expressivo no investimento — de 45% para 80% das líderes destinando mais de 5% da receita à inovação — sugere que o país atravessa uma inflexão estratégica, onde o conhecimento começa a ser tratado como o recurso mais precioso de uma organização.
Na noite de 3 de agosto, o hotel Unique em São Paulo foi palco da 12ª edição do prêmio Valor Inovação Brasil, iniciativa conjunta do Valor Econômico e da Época Negócios que celebra anualmente as empresas mais inovadoras do país. A cerimônia premiou as dez companhias com as maiores notas na pesquisa anual e os líderes de inovação em 26 setores da economia brasileira.
A base do prêmio é um levantamento de fôlego: cerca de 540 casos de inovação de 270 empresas foram analisados para compor um ranking final com as 150 companhias mais inovadoras do Brasil. A avaliação percorre quatro dimensões — planejamento, execução, resultados e reconhecimento externo —, evitando reduzir a inovação a um único indicador e garantindo uma leitura mais fiel da realidade organizacional.
Pela segunda vez consecutiva, a Strategy&, consultoria da PwC, conduziu a metodologia ao lado de um júri independente formado por quatro especialistas: Amanda Graciano, Dora Kaufman, Hugo Tadeu e Luiz Serafim, reunindo perspectivas da consultoria, da academia e da gestão de inovação.
Os números de 2026 contam uma história de aceleração: entre as vinte empresas mais inovadoras, a proporção das que investem mais de 5% da receita líquida em inovação saltou de 45% para 80% em relação ao ano anterior. Para os jurados, o traço comum das líderes não é apenas ter processos bem documentados, mas a rara habilidade de converter conhecimento em resultados tangíveis e mensuráveis.
A metodologia foi desenhada para nivelar o campo: os 26 setores avaliados — do agronegócio às telecomunicações, passando por bancos, farmacêuticas e seguros — são analisados dentro de seus próprios contextos, impedindo que empresas de tecnologia ou marcas mais conhecidas levem vantagem automática. Para participar, as organizações precisavam ter iniciativas desenvolvidas no Brasil e receita líquida anual mínima de 500 milhões de reais, assegurando que o estudo focasse em companhias com escala para transformar inovação em impacto real.
Na noite de segunda-feira, 3 de agosto, o hotel Unique em São Paulo recebeu a cerimônia de entrega da 12ª edição do prêmio Valor Inovação Brasil, uma iniciativa conjunta do jornal Valor Econômico e da revista Época Negócios que reconhece anualmente as empresas que mais se destacam em inovação no país. O evento premiou as dez companhias com as notas mais altas na pesquisa anual, além dos líderes em inovação de 26 setores diferentes da economia brasileira.
O levantamento que fundamenta o prêmio é robusto em escala e rigor metodológico. Os pesquisadores analisaram aproximadamente 540 casos de inovação provenientes de 270 empresas para construir um ranking final das 150 companhias mais inovadoras do Brasil. A avaliação não se limita a um único aspecto da inovação, mas examina quatro dimensões complementares: como as empresas planejam seus processos de inovação, incluindo estratégia, visão, cultura e valores; como executam e implementam essas práticas, considerando processos, pessoas, governança, sistemas e recursos tecnológicos; quais resultados concretos alcançam; e que reconhecimento externo obtêm através de citações e depósitos de patentes.
Pela segunda edição consecutiva, a Strategy&, consultoria estratégica da PwC, trabalhou em parceria com um júri independente de quatro especialistas para avaliar os cases e aplicar a metodologia. Em 2026, esse grupo foi composto por Amanda Graciano, sócia e CEO da consultoria Trama; Dora Kaufman, professora da PUC-SP; Hugo Tadeu, diretor de inovação e inteligência artificial da Fundação Dom Cabral; e Luiz Serafim, sócio-diretor da Inspira Move e professor da FGV. A diversidade de perspectivas entre os avaliadores foi deliberada, buscando garantir uma análise equilibrada e multifacetada.
Os dados coletados revelam uma tendência clara entre as empresas que mais avançam em inovação: o aumento significativo dos investimentos nessa área. Entre as vinte companhias mais inovadoras do país, a proporção daquelas que destinam mais de 5% de sua receita líquida a inovação saltou de 45% em 2025 para 80% em 2026. Esse crescimento sugere que as lideranças empresariais estão cada vez mais convencidas de que a inovação não é um custo, mas um investimento estratégico essencial para a competitividade.
Segundo a avaliação dos jurados, as empresas que se destacam como melhores inovadoras compartilham características estruturais comuns: possuem organizações bem estruturadas e processos estabelecidos e documentados. Porém, o fator que realmente as diferencia das demais é a capacidade de transformar conhecimento em resultados tangíveis e mensuráveis. Essa habilidade de converter ideias em valor concreto marca as primeiras colocadas na edição 2026 da pesquisa.
A metodologia foi deliberadamente construída para evitar vieses que favorecessem apenas empresas de tecnologia ou aquelas com marcas mais conhecidas. O estudo abrange 26 setores econômicos distintos: desde agronegócio, alimentos e bebidas até telecomunicações, passando por bancos, energia, farmacêuticas, construção, seguros e muitos outros. Cada setor é avaliado de forma sistêmica e dentro de seu próprio contexto, permitindo que empresas de diferentes indústrias participem em pé de igualdade, detalhando suas iniciativas e trazendo qualidade e diversidade para a amostra.
Para participar da pesquisa, as empresas precisavam atender a critérios específicos. Todas as iniciativas de inovação avaliadas deviam ter sido desenvolvidas no Brasil. As organizações privadas precisavam ter no mínimo 5% de capital privado, enquanto as públicas deviam operar em mercados competitivos e demonstrar independência financeira e de governança. O principal fator de corte foi a receita líquida anual mínima de 500 milhões de reais, garantindo que o estudo focasse em empresas de porte significativo.
A cerimônia contou com patrocínio prata do Itaú, do Governo do Rio Grande do Sul e da Visa; patrocínio bronze de Bradesco Seguros; Omoda Jaecoo como carro oficial; e apoio da Strategy&. O evento consolidou-se como um dos principais reconhecimentos do ecossistema de inovação brasileiro, sinalizando quais empresas estão liderando a transformação econômica do país.
Citações Notáveis
O que separa as empresas que avançam em inovação das demais é a capacidade de transformar o conhecimento em resultados concretos— Júri independente de especialistas do prêmio