Em 6 de novembro, a prefeitura de Roncador abre ao público um espelho do que o tempo e o uso acumularam nos pátios municipais: máquinas pesadas, veículos de trabalho e, curiosamente, eletrônicos novos ainda lacrados. O leilão online, com 32 lotes avaliados em quase R$ 708 mil, é o ritual pelo qual o patrimônio público encontra novo destino — e novos responsáveis. É também um convite à reflexão sobre o que os governos guardam, o que descartam e como o valor das coisas se renegocia quando o Estado abre mão delas.
Prefeitura de Roncador leiloa 32 lotes com veículos, máquinas e eletrônicos em 6 de novembro
Produtos sem teste, vendidos no estado em que se encontram e sem garantia
Por que uma prefeitura tem MacBooks lacrados e iPhones novos para leiloar? Isso não é estranho?
O edital não explica a origem dos eletrônicos. Podem ser bens apreendidos, doações não utilizadas, compras que não saíram do estoque, ou equipamentos de programas que foram descontinuados. A prefeitura simplesmente está liquidando o que tem.
Exatamente — não sabemos por quê. O edital lista o que vai ser vendido, mas não diz como esses produtos chegaram lá ou por quanto foram comprados originalmente. Isso importa para entender se a prefeitura está fazendo uma boa gestão ou se há desperdício.
E quanto aos veículos? Uma pá carregadeira de 2022 por R$ 200 mil parece um preço justo?
O edital diz que a máquina está funcionando e em bom estado, com pneus em condição regular. Sem saber o preço original ou ter avaliação independente, é difícil dizer se R$ 200 mil é justo ou não.
Esse é o ponto — estamos vendo o preço mínimo, não o preço de mercado. O leilão pode resultar em lances muito maiores. Mas também pode não. Não há transparência sobre como esses valores mínimos foram calculados.
Quem pode comprar? Há restrições?
Pessoas físicas e empresas com CPF ou CNPJ regular. Mas há exclusões importantes: quem está impedido de licitar com o poder público, quem foi condenado por exploração de trabalho infantil nos últimos cinco anos, quem emprega menores em condições proibidas.
Essas restrições fazem sentido do ponto de vista legal. Mas o edital não diz se a prefeitura vai verificar essas condições ou se confia apenas na autodeclaração. Há um risco de que pessoas inidôneas consigam se cadastrar.
E se alguém comprar um veículo e depois descobrir que não funciona?
Não há garantia. O edital é claro: os bens são vendidos no estado em que se encontram. Quem compra assume o risco total.
Isso é padrão em leilões públicos, mas significa que o comprador precisa inspecionar bem. Por isso a prefeitura oferece visitas agendadas nos dias 4 de novembro. Quem não visitar antes corre risco real.
Der Puls
- Eletrônicos novos e lacrados — celulares, iPads, MacBooks e drones — aparecem no catálogo municipal ao lado de betoneiras e caminhões, gerando curiosidade sobre a origem e o destino desses itens.
- O lote de maior valor, uma pá carregadeira 2022 avaliada em R$ 200 mil, ancora um leilão que movimenta quase três quartos de milhão de reais em patrimônio público.
- O prazo é curto: cadastro deve ser feito até 24 horas antes do evento, e a inspeção presencial dos bens só ocorre nos dias 4 e 5 de novembro, mediante agendamento.
- Restrições legais excluem menores não emancipados, empresas com histórico de trabalho infantil ou análogo à escravidão, e compradores de sucata que não sejam desmontadoras credenciadas.
- O pagamento exige agilidade — à vista em até um dia útil, sem Pix nem cheque — e o comprador tem dez dias para retirar o bem após a liberação da documentação.
Em 6 de novembro, a prefeitura de Roncador abre ao público um espelho do que o tempo e o uso acumularam nos pátios municipais: máquinas pesadas, veículos de trabalho e, curiosamente, eletrônicos novos ainda lacrados. O leilão online, com 32 lotes avaliados em quase R$ 708 mil, é o ritual pelo qual o patrimônio público encontra novo destino — e novos responsáveis. É também um convite à reflexão sobre o que os governos guardam, o que descartam e como o valor das coisas se renegocia quando o Estado abre mão delas.
A prefeitura de Roncador colocará à venda, em 6 de novembro, 35 bens públicos organizados em 32 lotes, com valor mínimo total de R$ 707.900. O leilão será inteiramente online, com início às 9 horas, e os lances partem de R$ 500 para uma betoneira a diesel, chegando a R$ 200 mil para uma pá carregadeira modelo 2022 em bom estado de conservação.
O catálogo é heterogêneo: veículos como ambulâncias e caminhões convivem com máquinas agrícolas e de construção. O que mais chama atenção, porém, são os eletrônicos — cinco celulares Redmi Note 14 Pro 5G, nove iPads, dois MacBooks, dois drones e um projetor, a maioria ainda lacrada. O edital é claro: os produtos são vendidos sem teste e sem garantia, no estado em que se encontram.
Entre os destaques de valor, um caminhão Volvo VM 270 de 2013 abre em R$ 155 mil e um rolo compactador Dynapac de 2017 começa em R$ 150 mil. Pessoas físicas e empresas com situação regular na Receita Federal podem participar, desde que não estejam impedidas de licitar com o poder público ou tenham condenações recentes por exploração de trabalho infantil ou análogo à escravidão.
A inspeção dos bens pode ser feita a partir de 4 de novembro, em horário comercial, mediante agendamento com a servidora Vera Lucia Cristo. Os itens estão distribuídos em três locais da prefeitura. O pagamento deve ser feito à vista em até um dia útil, acrescido de 5% de comissão ao leiloeiro. Pix e cheque não são aceitos. Após a quitação integral, o comprador tem dez dias úteis para retirar o bem.
A prefeitura de Roncador colocará no mercado, em 6 de novembro, um acervo eclético de bens públicos: 35 itens organizados em 32 lotes, com valor mínimo combinado de R$ 707.900. O leilão será exclusivamente online, começando às 9 horas, com lances que variam de R$ 500 para uma betoneira com motor a diesel até R$ 200 mil para uma pá carregadeira modelo 2022.
O catálogo reflete o que acumula nos pátios municipais. Há veículos — carros, ambulâncias, caminhões — máquinas pesadas de construção e agricultura, motores, equipamentos diversos. Mas também há algo que chama atenção: eletrônicos novos, a maioria ainda lacrados. Cinco celulares Redmi Note 14 Pro 5G, nove iPads, dois MacBooks, uma caixa de som, dois drones e um projetor. Produtos sem teste, conforme descrito no edital, vendidos no estado em que se encontram e sem garantia.
Os três bens de maior valor estabelecem a escala do leilão. A pá carregadeira LW300KV de 2022 abre em R$ 200 mil — a máquina funciona, está em bom estado de conservação, embora os pneus estejam em condição regular. Um caminhão Volvo VM 270 de 2013, com carroceria aberta, sai de R$ 155 mil. Um rolo compactador Dynapac de 2017 começa em R$ 150 mil.
Para participar, pessoas físicas e empresas precisam ter CPF ou CNPJ regular na Receita Federal e estar em condições legais para comprar. Menores de 18 anos só podem participar se forem emancipados. O cadastro é obrigatório no site do leiloeiro, com prazo mínimo de 24 horas antes do evento e envio de documentação. Quem estiver impedido de licitar com o poder público, declarado inidôneo, ou tenha condenação judicial definitiva nos cinco anos anteriores por exploração de trabalho infantil ou trabalho em condições análogas à escravidão não pode participar. Empresas que empregam menores em condições proibidas também estão excluídas.
Os interessados podem inspecionar os bens a partir de 4 de novembro, das 8 às 11 horas e das 13 às 17 horas. A visita precisa ser agendada com Vera Lucia Cristo, servidora da prefeitura, pelos telefones 0800 115 0015, ramal 204, ou (44) 99727-3178. Os itens estão distribuídos em três locais: na prefeitura, no pátio de máquinas e no pátio da secretaria de Agricultura. Veículos classificados como sucata só podem ser disputados por empresas de desmontagem registradas no órgão de trânsito.
O pagamento é à vista, em até um dia útil após a compra. Além do valor do lance vencedor, o comprador paga comissão de 5% ao leiloeiro e os impostos aplicáveis. A prefeitura aceita depósito identificado ou transferência bancária, mas não Pix nem cheque. Após a confirmação do pagamento integral à prefeitura e ao leiloeiro, a documentação é emitida em até três dias úteis. O comprador recebe aviso da liberação e tem dez dias úteis, contados da comunicação, para retirar o bem.
Bemerkenswerte Zitate
Todos os bens serão vendidos no estado em que se encontram, sem garantia— Edital do leilão da prefeitura de Roncador