Prefeito de Cabedelo chama Nilvan Ferreira de oportunista e ameaça deixar o União Brasil

Gesto se paga com gesto
Vitor Hugo explicou por que não abandonará Cícero Lucena, mesmo com o União Brasil em conversas com Nilvan.
Mark

Qual é o ponto central dessa briga?

Mimi

Vitor Hugo diz que sai do União Brasil se Nilvan Ferreira se filiar para disputar a Prefeitura de João Pessoa. Ele é vice-presidente do partido e chamou Nilvan de oportunista.

Mark

E por que ele defende Cícero Lucena?

Mimi

Ele argumenta que vereadores da base de Cícero votaram em Efraim Filho para o Senado. Para ele, apoiar um candidato rival seria incoerente. Resumiu assim: gesto se paga com gesto.

Luke

Vale separar o que foi dito do que foi confirmado. A reunião entre Nilvan e Efraim é relatada, mas o texto só diz que se ventilou uma união futura.

Mimi

Isso mesmo. Não há anúncio de filiação nem proposta formal.

Mark

Então a ameaça é condicional?

Mimi

Sim. Só vale se Nilvan se filiar.

Luke

E a versão de Efraim e de Nilvan não aparece. Também é Vitor Hugo quem atribui a Cícero o papel nos votos para o Senado; isso não foi checado por outra fonte.

Mark

O que observar agora?

Mimi

Se Nilvan se filia e se Vitor Hugo cumpre o aviso, o que pode mexer nas alianças de 2024.

  • Uma reunião entre Nilvan Ferreira e o senador Efraim Filho, presidente do União Brasil na Paraíba, acendeu a discussão sobre uma possível filiação.
  • Vitor Hugo, vice-presidente do partido, reagiu com dureza, chamando Nilvan de oportunista e recusando sua entrada nos quadros da sigla.
  • O prefeito ameaça deixar o União Brasil caso a filiação se concretize, colocando a legenda diante de uma ruptura interna.
  • Ele reafirma apoio à reeleição de Cícero Lucena (PP), o que tende a redesenhar as alianças para a disputa da capital em 2024.

Num tempo em que a política local se movimenta entre alianças antigas e novas conveniências, o prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, colocou um limite claro dentro do próprio partido. Ele ameaçou deixar o União Brasil caso o radialista Nilvan Ferreira venha a se filiar para disputar a Prefeitura de João Pessoa em 2024. Para ele, a fidelidade já assumida com Cícero Lucena e com a base que sustentou o senador Efraim Filho não pode ser desfeita por uma aproximação que considera oportunista. O episódio revela, mais do que uma disputa de nome, a tensão entre lealdade construída e a atração de novas candidaturas.

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, anunciou nesta sexta-feira, 21 de julho de 2023, que deixa o União Brasil se o radialista Nilvan Ferreira se filiar à legenda para disputar a Prefeitura de João Pessoa. A declaração escancara uma divisão interna do partido na Paraíba.

A crise nasceu de um encontro entre Nilvan e o senador Efraim Filho, presidente estadual da sigla, em que foi discutida uma possível união futura. Vitor Hugo, que também é vice-presidente do partido, reagiu chamando Nilvan de oportunista e afirmando que ele não deveria integrar o União Brasil.

Sua posição se apoia em lealdade. Ele lembrou que lideranças da capital, incluindo o presidente da Câmara, Dinho, e o líder do governo, Bruno Farias, votaram em Efraim e hoje sustentam Cícero Lucena. Contou que pediu pessoalmente a Cícero que não interferisse nessa votação, e agora considera incoerente abandonar o aliado. "Gesto se paga com gesto", resumiu.

O desfecho depende de Nilvan decidir se filiar. Caso isso aconteça, a saída de Vitor Hugo pode mudar o tabuleiro das alianças em torno da eleição de 2024 na capital.

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, avisou que deixa o União Brasil se o radialista Nilvan Ferreira se filiar à legenda para disputar a Prefeitura de João Pessoa nas eleições do próximo ano. A ameaça foi feita nesta sexta-feira, 21 de julho de 2023, e expõe uma divisão dentro do partido na Paraíba.

A polêmica começou depois de uma reunião entre Nilvan Ferreira e o senador Efraim Filho, presidente estadual do União Brasil. No encontro, segundo o relato, foi ventilada a possibilidade de uma união política futura entre o radialista e a sigla.

Vitor Hugo, que é vice-presidente do partido, não gostou da perspectiva. Chamou Nilvan de oportunista da política e disse que ele não deve fazer parte dos quadros do União Brasil.

O prefeito também deixou claro de que lado está na disputa pela capital: não pretende abandonar o prefeito Cícero Lucena (PP) na campanha de reeleição. Segundo ele, o União Brasil quer um novo projeto para a cidade, e uma candidatura própria em João Pessoa não combinaria com isso.

Para justificar a posição, Vitor Hugo recorreu a um argumento de coerência. Lembrou que grandes lideranças da capital votaram em Efraim Filho para o Senado e integram a base governista de Cícero Lucena. Citou o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Dinho (Avante), e o líder do governo, Bruno Farias (Cidadania), além de quase toda a bancada de vereadores.

O prefeito contou ter pedido pessoalmente a Cícero que não interferisse nesses votos, para ajudar Efraim a se eleger, e disse que Cícero atuou muito bem, com o apoio dessa base sólida. Por isso, afirmou, não pode agora ser incoerente e dizer que não o apoiará. “Gesto se paga com gesto”, declarou.

Vitor Hugo acrescentou que considerou estranha a conversa do partido com Nilvan, já que Efraim sabe a origem da votação que recebeu em João Pessoa.

O desfecho depende de Nilvan Ferreira se filiar ou não ao União Brasil. Se isso acontecer, a saída de Vitor Hugo pode redefinir alianças em torno da eleição de 2024 na capital.

Gesto se paga com gesto.
— Vitor Hugo, prefeito de Cabedelo
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur Paraíba Online ↗
Nous contacter FAQ