Portugal perde com França e falha final do Mundial em jogo polémico

Virou o resultado, mas não conseguiu manter a vantagem no prolongamento
Portugal remontou de 1-0 para 3-2, mas a França empatou e venceu 6-3 no tempo extra.
Mark

Como é que Portugal conseguiu virar um resultado de 1-0 em desvantagem para 3-2 e ainda assim não chegou à final?

Mimi

Porque a França não desistiu. Mesmo quando Portugal estava a dominar no segundo tempo, os franceses encontraram sempre respostas. E depois, no prolongamento, tudo mudou.

Luke

Mas a expulsão de Zé Miranda aos 53 minutos — isso foi realmente uma decisão clara? O relato diz que ele caiu e pareceu atingir o francês com o patim. Isso é suficiente para vermelho?

Mimi

A arbitragem consultou o VAR e decidiu que sim. Mas a palavra "questionável" aparece no relato porque muitos viram aquilo como excessivo.

Mark

E o VAR — funcionou bem noutros momentos?

Mimi

Nos primeiros minutos funcionou, analisou um lance entre Helder Nunes e Carlo Di Benedetto. Mas não assinalou nada. Depois, marcou a grande penalidade que Gonçalo Alves converteu para o 1-1. Portanto, teve momentos de intervenção clara.

Luke

Mas a questão é: se a expulsão de Zé Miranda não tivesse acontecido, Portugal teria conseguido defender o 3-2 ou o empate? Não sabemos.

Mimi

Não sabemos. O que sabemos é que com menos um jogador, Portugal não conseguiu. Pedro Chambell fez duas grandes defesas, mas não foi suficiente.

Mark

Qual foi o papel de Xano Edo neste jogo?

Mimi

Extraordinário. Fez defesas de grande qualidade quando Portugal estava a tentar manter a vantagem. Mas no prolongamento, um golo entrou nas suas costas depois de bater no poste.

Luke

Isso foi um golo legítimo? A bola desviou nas caneleiras de Marc Rouzé, bateu no poste e depois entrou.

Mimi

Sim, foi legítimo. Tecnicamente correto.

Mark

E agora? O que vem a seguir para Portugal?

Mimi

O terceiro lugar. Portugal vai enfrentar o perdedor de Espanha contra Argentina.

  • Portugal chegou a liderar por 3-1 no segundo tempo, alimentando a esperança de uma final histórica, mas a França recusou-se a render-se e empatou aos 47 minutos.
  • A expulsão de Zé Miranda aos 53 minutos do prolongamento, após consulta do VAR, foi recebida com indignação pela equipa portuguesa, que ficou em inferioridade numérica nos momentos mais decisivos.
  • Marc Rouzé e Carlo Di Benedetto — este com um hat-trick — foram os algozes de Portugal no tempo extra, selando uma eliminação que deixa a seleção a disputar apenas o terceiro lugar.
  • França avança para a final do Campeonato do Mundo, enquanto Portugal aguarda o perdedor do duelo entre Espanha e Argentina para definir quem sobe ao pódio de bronze.

Na noite de sexta-feira, em Luque, no Paraguai, Portugal viu escapar-se a possibilidade de regressar a uma final mundial de hóquei em patins — a primeira desde 2018. Depois de ter virado um resultado adverso e chegado a liderar por 3-1, a seleção portuguesa não resistiu à pressão francesa no prolongamento, sucumbindo por 6-3 numa partida onde a arbitragem deixou sombras sobre o desfecho. O desporto, como a vida, raramente oferece justiça perfeita — apenas o próximo jogo.

Portugal e França defrontaram-se na meia-final do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, na COP Arena - Óscar Harrison, em Luque, no Paraguai. O selecionador Reinaldo Ventura preparava uma equipa que chegava embalada após golear Angola nos quartos de final; do lado oposto, o treinador português Nuno Lopes conduzia uma França determinada desde o primeiro apito.

O jogo começou com Portugal a dominar territorialmente, mas foi a França a inaugurar o marcador aos 19 minutos, por Marc Rouzé. A resposta portuguesa foi imediata: o VAR assinalou grande penalidade por falta sobre Miguel Rocha, e Gonçalo Alves restabeleceu a igualdade antes do intervalo. No segundo tempo, a seleção das quinas acelerou — Zé Miranda assistiu Miguel Rocha para o 2-1, e Hélder Nunes ampliou para 3-1 aos 38 minutos. Parecia encaminhado. Mas Carlo Di Benedetto reduziu de penalidade, e Marc Rouzé empatou aos 47 minutos, arrastando o jogo para prolongamento.

Foi no tempo extra que a partida ganhou contornos mais amargos. Di Benedetto colocou a França na frente com um golo de trajetória improvável, e aos 53 minutos Zé Miranda foi expulso após revisão do VAR — decisão que a equipa portuguesa contestou. Em inferioridade numérica, Portugal não conseguiu reagir: Rouzé marcou aos 58 minutos e Di Benedetto fechou o hat-trick aos 59, fixando o 6-3 final.

Portugal falha assim o regresso à final mundial, onde esteve pela última vez em 2018. A seleção disputará o terceiro lugar com o perdedor do encontro entre Espanha e Argentina, enquanto França segue em busca do título.

Portugal entrou em desvantagem diante de França na meia-final do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, conseguiu virar o resultado durante o segundo tempo, mas não conseguiu manter a vantagem. O jogo terminou empatado após os 50 minutos regulamentares e foi decidido no prolongamento, com a França a impor-se por 6-3 numa partida que deixou marcas pela forma como a arbitragem conduziu os momentos decisivos.

O encontro decorreu na COP Arena - Óscar Harrison, em Luque, no Paraguai, na noite de sexta-feira. Portugal, orientado por Reinaldo Ventura, chegava à meia-final depois de ter goleado Angola nos quartos de final. Do lado francês, o treinador português Nuno Lopes preparava uma equipa que se mostrou competitiva desde o primeiro minuto. Logo aos quatro minutos, o VAR foi acionado para analisar um lance entre Helder Nunes e Carlo Di Benedetto, mas a revisão não resultou em qualquer decisão.

Portugal começou a dominar o jogo. Miguel Rocha viu um remate passar junto à malha lateral aos seis minutos, Hélder Nunes e Zé Miranda criaram oportunidades que o guarda-redes francês Pedro Chambell conseguiu defender. Mas a França abriu o marcador aos 19 minutos quando Marc Rouzé aproveitou uma confusão na pequena área portuguesa para rematar sozinho. A vantagem durou pouco. Dois minutos depois, o VAR determinou a marcação de um pontapé de grande penalidade por falta sobre Miguel Rocha, e Gonçalo Alves converteu o castigo máximo para igualar o resultado ao intervalo.

No segundo tempo, Portugal virou o jogo rapidamente. Aos 27 minutos, Zé Miranda recuperou a bola e serviu Miguel Rocha, cujo remate entrou na baliza de Chambell. Portugal chegaria aos 3-1 aos 38 minutos com um golo de Hélder Nunes após insistência de João Rodrigues e Gonçalo Alves. Mas a França não desistiu. Carlo Di Benedetto marcou de grande penalidade aos 41 minutos, reduzindo para 3-2. Nos últimos dez minutos, a intensidade aumentou. Um cartão azul a Rémi Herman deixou Portugal em superioridade numérica, mas a equipa não aproveitou. Marc Rouzé empatou aos 47 minutos, deixando tudo decidido no prolongamento.

Foi no tempo extra que o jogo se definiu, mas também onde as decisões arbitrais geraram maior controvérsia. Carlo Di Benedetto marcou para colocar a França na frente, com a bola a sofrer um desvio nas caneleiras de Marc Rouzé antes de bater no poste e nas costas de Xano Edo. Aos 53 minutos, a arbitragem expulsou Zé Miranda num lance que gerou questionamento. O português caiu durante um duelo com Roberto Di Benedetto e pareceu atingir o francês com o patim. Após consulta do VAR, a equipa de arbitragem mostrou o cartão vermelho, deixando Portugal em inferioridade numérica nos momentos finais. Pedro Chambell fez duas grandes defesas para tentar evitar o empate, mas Marc Rouzé marcou aos 58 minutos e Carlo Di Benedetto fechou a contagem aos 59 minutos com um hat-trick.

Portugal falha assim o regresso à final do Campeonato do Mundo, onde esteve pela última vez em 2018. França vai disputar o título com o vencedor do encontro entre Espanha e Argentina, que se jogaria na madrugada seguinte. O perdedor desse duelo enfrentará Portugal no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares.

A expulsão de Zé Miranda aos 53 minutos foi considerada questionável pela equipa portuguesa, alterando o andamento do prolongamento
— Análise do jogo
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