No coração de uma Europa que procura transformar o conhecimento em cuidado, o Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca foi distinguido com o Prémio do Público dos REGIOSTARS Awards 2026 da Comissão Europeia — o único projeto português e o único na área da saúde entre 25 finalistas de 274 candidaturas. Nascida da parceria entre o i3S e o IPO Porto, esta iniciativa recorda-nos que a ciência só cumpre o seu propósito mais profundo quando atravessa a distância entre o laboratório e o leito do doente. Mais de 1500 pessoas beneficiaram diretamente desse atravessamento, tornando-se, elas própr
Porto.CCC vence Prémio do Público nos REGIOSTARS Awards 2026
A ciência chega mais rápido aos doentes quando há parcerias sólidas
O que torna este prémio particularmente significativo para Portugal?
É a primeira vez que um projeto português vence o Prémio do Público dos REGIOSTARS Awards, e é ainda mais notável porque é o único projeto na área da saúde entre 25 finalistas europeus. Isso coloca Portugal num patamar de visibilidade europeia que não é comum.
Mas convém esclarecer: o prémio foi votado pelo público, não por um júri de especialistas. Isso muda a natureza da distinção — reflete o que as pessoas reconhecem como impactante, não necessariamente o que os pares científicos consideram mais inovador.
Como é que um projeto de investigação consegue envolver mais de 1500 doentes?
O TeamUp4Cancer funcionou como um intermediário entre o laboratório e a clínica. Criou ensaios clínicos de fase precoce onde doentes com cancro podiam aceder a tratamentos inovadores enquanto contribuíam para a investigação. Não era apenas ciência teórica — tinha aplicação imediata.
Importante notar que esses 1500 doentes foram beneficiários de ensaios clínicos, não de um tratamento único. Alguns podem ter beneficiado, outros podem ter sido grupo de controlo. A fonte não detalha os resultados clínicos específicos, apenas o acesso.
Qual é a diferença entre este modelo e o que se fazia antes?
Antes havia uma separação clara: investigadores num lado, clínicos no outro. Este modelo força o diálogo permanente. Os investigadores ouvem as perguntas que os médicos fazem todos os dias aos doentes, e os médicos têm acesso imediato às descobertas do laboratório.
A fonte atribui essa inovação ao TeamUp4Cancer, mas não explica se outras instituições portuguesas já tinham tentado modelos semelhantes. É possível que a novidade seja mais regional do que nacional.
Quanto custou isto tudo?
O financiamento veio do programa NORTE 2020, gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. A fonte não especifica o montante total investido no TeamUp4Cancer.
Isso é uma lacuna importante. Sabemos que gerou 53 publicações e 5 patentes, mas sem saber o investimento, é difícil avaliar o retorno. A fonte também não diz quanto desse investimento veio de fundos europeus versus nacionais.
O que acontece agora com o projeto?
O prémio reforça o modelo e dá-lhe visibilidade europeia. Isso pode atrair mais colaborações internacionais e mais financiamento. O Porto.CCC continua a funcionar como estrutura permanente.
A fonte não deixa claro se o TeamUp4Cancer terminou ou continua. Há uma diferença entre um projeto com data de fim e uma estrutura institucional permanente. O Porto.CCC parece ser permanente, mas o TeamUp4Cancer pode ter sido uma fase inicial.
Il Polso
- O cancro continua a ser um dos maiores desafios das sociedades contemporâneas, e a distância entre a descoberta científica e o tratamento real custa vidas — foi precisamente essa urgência que motivou o projeto TeamUp4Cancer.
- Entre 274 candidaturas europeias, o projeto portuense destacou-se como o único português e o único da área da saúde a chegar à final, gerando uma mobilização nacional de votos que refletiu o impacto sentido por doentes, famílias e profissionais.
- A parceria entre o i3S e o IPO Porto criou o primeiro Programa de Oncologia de Precisão em Portugal, encurtando o caminho entre a investigação de ponta e o acesso dos doentes a ensaios clínicos inovadores.
- O projeto gerou 53 publicações científicas e cinco patentes internacionais, consolidando uma rede que inclui outras unidades de saúde, a Liga Portuguesa Contra o Cancro e instituições da Galiza.
- A distinção europeia posiciona o modelo portuense como referência para a transferência rápida de conhecimento científico aos doentes, reforçando a responsabilidade das instituições em continuar este caminho.
No coração de uma Europa que procura transformar o conhecimento em cuidado, o Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca foi distinguido com o Prémio do Público dos REGIOSTARS Awards 2026 da Comissão Europeia — o único projeto português e o único na área da saúde entre 25 finalistas de 274 candidaturas. Nascida da parceria entre o i3S e o IPO Porto, esta iniciativa recorda-nos que a ciência só cumpre o seu propósito mais profundo quando atravessa a distância entre o laboratório e o leito do doente. Mais de 1500 pessoas beneficiaram diretamente desse atravessamento, tornando-se, elas próprias, parte da história que este prémio celebra.
O Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca venceu o Prémio do Público dos REGIOSTARS Awards 2026, atribuído pela Comissão Europeia a projetos financiados pela Política de Coesão europeia. Entre 274 candidaturas de toda a Europa, o projeto portuense foi o mais votado pelo público — e o único português, bem como o único na área da saúde entre os 25 finalistas selecionados.
A iniciativa resulta de uma parceria entre o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto e o IPO Porto, concretizada através do projeto TeamUp4Cancer, financiado pelo NORTE 2020. O objetivo era claro: aproximar a investigação científica da prática clínica em oncologia. Desse esforço nasceu o primeiro Programa de Oncologia de Precisão em Portugal, que permitiu a mais de 1500 doentes o acesso a ensaios clínicos de fase precoce e a diagnóstico avançado. O trabalho conjunto produziu ainda 53 publicações científicas e cinco patentes internacionais.
Claudio Sunkel, diretor do i3S, sublinhou que o prémio confirma que parcerias sólidas permitem levar o conhecimento científico mais rapidamente aos doentes, e que muitos dos desafios que movem a investigação nascem das perguntas de quem trata pessoas todos os dias no IPO Porto. Júlio Oliveira, presidente do Conselho de Administração do IPO Porto, viu na distinção um voto de confiança que honra e responsabiliza as duas instituições. Álvaro Santos, presidente da CCDR-N, celebrou o reconhecimento como um orgulho para toda a região Norte.
O modelo de cooperação entre o i3S e o IPO Porto — alargado a outras unidades de saúde, à Liga Portuguesa Contra o Cancro e a instituições da Galiza — procura encurtar a distância entre a descoberta científica e a sua aplicação clínica. A distinção europeia dá visibilidade a esse modelo e reforça que a investigação orientada para as necessidades dos doentes é, também, uma forma de cuidado.
O Porto Comprehensive Cancer Centre Raquel Seruca conquistou o Prémio do Público dos REGIOSTARS Awards 2026, uma distinção atribuída pela Comissão Europeia a projetos de referência financiados pela Política de Coesão europeia. Entre 25 finalistas selecionados de 274 candidaturas de toda a Europa, o projeto portuense foi o mais votado pelo público — e o único português, bem como o único na área da saúde entre os concorrentes.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto e o Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto). Nasceu do projeto TeamUp4Cancer, financiado pelo programa NORTE 2020 e gerido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, com o objetivo de aproximar a investigação científica da prática clínica em oncologia. O resultado foi a criação do primeiro Programa de Oncologia de Precisão em Portugal, reforço das infraestruturas de investigação clínica e ampliação do acesso dos doentes a diagnóstico avançado e ensaios clínicos inovadores.
Ao longo do seu desenvolvimento, o TeamUp4Cancer permitiu que mais de 1500 doentes tivessem acesso a ensaios clínicos de fase precoce, alargando significativamente as oportunidades de cuidados oncológicos diferenciados. O projeto contribuiu ainda para o crescimento da atividade de investigação clínica, qualificação de profissionais e produção de conhecimento científico. Os números falam por si: 53 publicações científicas e cinco patentes internacionais resultaram deste trabalho conjunto.
Para Claudio Sunkel, diretor do i3S, o prémio representa um motivo de grande orgulho e confirma a importância de aproximar a investigação científica da prática clínica. Sublinhou que, embora a ciência seja por natureza um caminho longo, o TeamUp4Cancer demonstra que parcerias sólidas permitem que o conhecimento e a tecnologia desenvolvidos no instituto cheguem mais rapidamente aos doentes. Acrescentou que muitos dos desafios que impulsionam a investigação nascem no IPO Porto, das perguntas de quem acompanha e trata os doentes todos os dias. Sunkel agradeceu aos profissionais das duas instituições que tornaram esta colaboração possível, considerando que o prémio pertence tanto a eles como a quem votou.
Júlio Oliveira, presidente do Conselho de Administração do IPO Porto, viu na distinção um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas equipas. Destacou que milhares de pessoas — desde profissionais de saúde e investigadores a doentes, famílias e cidadãos de todo o país e do estrangeiro — escolheram o Porto.CCC entre os 25 melhores projetos europeus financiados pela Política de Coesão. Considerou a distinção um voto de confiança que honra e responsabiliza as instituições.
Álvaro Santos, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, destacou o significado da distinção para a região, considerando-a um orgulho para o Norte. Felicitou o i3S, o IPO Porto e os profissionais e investigadores envolvidos, sublinhando que o prémio reconhece a excelência da investigação que se faz na região e a sua capacidade de responder a um dos maiores desafios das sociedades contemporâneas. Agradeceu ainda a todos os cidadãos que votaram e se mobilizaram em torno do projeto.
O modelo de cooperação entre o i3S e o IPO Porto procura encurtar a distância entre a descoberta científica e a sua aplicação na prática clínica. Ao promover o diálogo entre investigadores e profissionais de saúde, o Porto.CCC cria condições para acelerar a transferência de conhecimento, desenvolver abordagens mais personalizadas e ampliar as oportunidades de acesso à inovação em oncologia. O trabalho desenvolvido consolidou ainda uma rede de colaboração com outras unidades de saúde, a Liga Portuguesa Contra o Cancro e instituições da Galiza.
A conquista do Prémio do Público dos REGIOSTARS Awards 2026 dá visibilidade europeia a este modelo de cooperação e reforça a importância de uma investigação científica orientada para as necessidades dos doentes. Mais do que distinguir um projeto, o prémio celebra o trabalho conjunto de investigadores, médicos e outros profissionais que procuram fazer chegar os avanços da ciência a quem mais deles precisa.
Citazioni salienti
Quando existem parcerias sólidas, o conhecimento e a tecnologia desenvolvidos no i3S podem chegar mais rapidamente aos doentes— Claudio Sunkel, diretor do i3S
Este prémio reflete o mérito e a qualidade do trabalho que fazemos. É um voto de confiança que nos honra e nos responsabiliza— Júlio Oliveira, presidente do Conselho de Administração do IPO Porto