Polícias da PSP e guardas da GNR voltam a protestar em Lisboa por salários e condições de trabalho

"Respeito" e "Cumpram": duas palavras em camisolas negras
Os manifestantes referem-se ao acordo de 2024 que dizem por cumprir.
Mark

Porque é que as palavras "Respeito" e "Cumpram" são tão centrais neste protesto?

Mimi

Porque apontam para o acordo de 2024. Os sindicatos dizem que está por cumprir desde então e que o objetivo era aproximar os subsídios dos 700 euros dados aos inspetores da PJ.

Luke

Mas isso é a versão dos sindicatos. A reportagem não traz resposta do Governo sobre o cumprimento do acordo.

Mark

E a GNR, o que pede em concreto?

Mimi

Aumentos "já em 2027" e revisão do estatuto remuneratório, que não muda desde 2009. César Nogueira fala em "pseudonegociação".

Luke

Convém notar que "pseudonegociação" é uma classificação do dirigente. O que a fonte confirma é que, segundo ele, nada de concreto foi apresentado.

Mark

A habitação também entra na conversa?

Mimi

Sim, as estruturas dizem que afeta sobretudo quem começa a carreira.

Luke

Não há números sobre isso no texto, é um alerta, não um dado medido.

Mark

E a direção da PSP, onde fica?

Mimi

Pedro Moura diz que valorização e condições de trabalho são prioridades também da direção, tal como dos sindicatos.

Luke

Diz que são prioridades, mas não indica medidas nem prazos. Isso continua em aberto.

  • Mais de mil agentes da PSP e militares da GNR marcharam de Camões até São Bento, com apitos e camisolas a exigir "Respeito" e "Cumpram".
  • Os sindicatos acusam o Governo de não cumprir o acordo de 2024 e de não apresentar qualquer proposta formal concreta.
  • A GNR fala em "pseudonegociação" e exige aumentos já em 2027, enquanto o estatuto remuneratório está congelado desde 2009.
  • Os guardas e polícias perdem poder de compra e a crise da habitação pesa sobretudo nos que começaram a carreira agora.
  • Sem avanço na mesa negocial, o documento entregue em São Bento fica sem resposta e a contestação pode voltar a intensificar-se.

Numa quinta-feira de outono, em Lisboa, a paciência de quem zela pela segurança pública chegou ao limite visível: mais de mil polícias da PSP e guardas da GNR desceram do Largo de Camões até São Bento, levando nas camisolas as palavras "Respeito" e "Cumpram". Há na cena algo de antigo na relação entre quem protege e quem governa, feita de promessas que se pedem recordar. O que está em causa é um acordo de 2024 que, segundo os próprios manifestantes, continua por cumprir, e uma carreira cujo estatuto remuneratório não muda desde 2009. A pergunta que a marcha deixa ao país é simples e antiga: quanto vale, na prática, o compromisso assumido com quem assume o risco de todos.

Camisolas negras, apitos e duas palavras repetidas ao longo do percurso: "Respeito" e "Cumpram". Foi assim que mais de mil polícias da PSP e guardas da GNR saíram do Largo de Camões, numa quinta-feira, em direção à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento. A manifestação nacional foi organizada pela ASPP/PSP e pela APG/GNR, e levava consigo um documento com reivindicações que os manifestantes queriam entregar ao Governo.

As palavras de ordem remetem para o acordo assinado em 2024, que atualizava os subsídios das duas forças de segurança e pretendia aproximá-los dos 700 euros atribuídos aos inspetores da Polícia Judiciária. Para os sindicatos, esse compromisso continua por cumprir. Paulo Santos, presidente da ASPP, afirmou que não se vislumbra qualquer avanço concreto de uma proposta formal.

Do lado da GNR, César Nogueira exigiu aumentos salariais já em 2027 e a revisão de um estatuto que não muda desde 2009, o que, segundo ele, deixa os militares desmotivados e a perder dezenas de euros por mês. Chamou "pseudonegociação" ao processo em curso, por nada de concreto ter sido apresentado. As estruturas alertam ainda para a crise da habitação, que pesa sobretudo nos profissionais em início de carreira.

O diretor nacional da PSP, Pedro Moura, reconheceu à RTP que a valorização dos profissionais é prioridade da direção, na mesma medida em que os sindicatos a reivindicam. Entretanto, sem proposta formal em cima da mesa, fica por saber se o documento entregue em São Bento terá resposta e se os protestos voltarão a repetir-se.

Camisolas negras, apitos e duas palavras repetidas à saída do Largo de Camões, em Lisboa: "Respeito" e "Cumpram". Foi assim que mais de mil polícias da PSP e guardas da GNR se juntaram numa manifestação nacional, numa quinta-feira, com destino à residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

O protesto foi organizado pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e pela Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR). Os manifestantes levavam um documento com as suas reivindicações, que pretendiam entregar em São Bento. A lista inclui melhores salários, revisão das carreiras e melhores condições de trabalho.

As duas palavras de ordem estampadas nas camisolas remetem para o acordo assinado em 2024. Esse entendimento atualizava valores nos subsídios das duas forças de segurança, com o objetivo de as aproximar dos 700 euros atribuídos, ainda nos executivos de António Costa, aos inspetores da Polícia Judiciária.

Paulo Santos, presidente da ASPP, disse à RTP, na partida da marcha, que o acordo "está por cumprir desde 2024" e que "não se vislumbra qualquer avanço concreto de uma proposta formal por parte do Governo".

Do lado da GNR, o presidente da APG, César Nogueira, afirmou à Lusa que os guardas exigem aumentos salariais "já em 2027" e a revisão do estatuto remuneratório. Lembrou que este não é alterado desde 2009, o que deixa os militares desmotivados e a "perder dezenas de euros". Sobre o processo negocial em curso com o Governo, falou de "pseudonegociação", por nada de concreto ter sido apresentado.

As estruturas sindicais alertam ainda que a crise da habitação afeta as forças de segurança, em especial os profissionais em início de carreira.

Em entrevista à RTP, o diretor nacional da PSP, Pedro Moura, disse que a valorização dos profissionais e a melhoria das condições de trabalho são prioridades da direção da polícia, na mesma medida em que são reivindicadas pelos sindicatos.

Sem proposta formal do Governo em cima da mesa, fica por saber se o documento entregue em São Bento terá resposta e se os protestos voltarão a repetir-se.

O acordo está por cumprir desde 2024 e não se vislumbra qualquer avanço concreto de uma proposta formal por parte do Governo.
— Paulo Santos, presidente da ASPP/PSP
Os guardas exigem aumentos já em 2027; fala em pseudonegociação por nada de concreto ter sido apresentado.
— César Nogueira, presidente da APG/GNR
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