No coração de Ho Chi Minh, a maior metrópole financeira do Vietnã, autoridades desmantelaram uma rede criminosa que, nas sombras da madrugada, transformava animais de estimação em mercadoria. Doze homens foram presos após investigações que revelaram o roubo sistemático de aproximadamente 2.700 gatos domésticos, destinados ao abate e à venda ilegal para restaurantes. O caso expõe a tensão entre práticas culturais legalizadas e a proteção de animais que habitam o espaço íntimo das famílias, lembrando que onde há demanda sem regulação, o crime encontra seu caminho.
Polícia prende quadrilha que roubou 2.700 gatos para consumo no Vietnã
Capturavam entre quatro e dez gatos por noite em bairros dormindo
Como é que uma quadrilha consegue roubar 2.700 gatos sem que ninguém perceba?
Eles trabalhavam de madrugada, entre 23h e 4h da manhã, em bairros residenciais. Usavam peixe como isca em armadilhas colocadas fora das casas. Quatro a dez gatos por noite, em pequenos grupos espalhados pela cidade.
Mas espera — 2.700 gatos é um número muito grande. Isso é o que os suspeitos admitiram, ou é uma estimativa da polícia?
Os doze suspeitos admitiram ter roubado e traficado aproximadamente 2.700 gatos. É o que a polícia de Ho Chi Minh informou.
E quanto aos donos? Alguém denunciou os desaparecimentos?
Apenas 13 animais foram resgatados e devolvidos aos tutores. O resto desapareceu.
Então não sabemos exatamente quantos gatos eram roubados por noite versus quantos já tinham sido abatidos quando a polícia agiu em julho.
Correto. A polícia apreendeu 50 gatos vivos em julho, mas o número total de 2.700 é baseado na confissão dos suspeitos.
Por que isso é crime se o consumo de carne de gato é legal no Vietnã?
É legal, mas exige certificado de origem. Esses gatos eram roubados — propriedade alheia — e vendidos ilegalmente para restaurantes por R$ 13,50 por quilo.
Então o crime é roubo, não o consumo em si.
Exatamente. E a polícia descobriu que isso não era um caso isolado — em junho tinham desmantelado outra quadrilha similar com mais de 400 gatos.
Isso sugere que é um negócio organizado, não apenas criminosos ocasionais.
Sim. Eles tinham equipamento especializado — armadilhas, máquinas de remoção de pelos, balanças. Operavam em grupos coordenados com rotas definidas.
Il Polso
- Durante meses, moradores de bairros residenciais de Ho Chi Minh acordavam sem seus gatos — levados silenciosamente entre 23h e 4h por grupos em motocicletas usando iscas de peixe.
- A operação era mais sofisticada do que parecia: os criminosos carregavam 55 armadilhas, balanças e máquinas de remoção de pelos, prontos para processar os animais como mercadoria.
- Com 2.700 gatos roubados e vendidos a R$ 13,50 por quilo para restaurantes, a quadrilha explorava uma brecha legal — o consumo é permitido no Vietnã, mas exige certificado de origem que eles jamais possuíam.
- A prisão dos 12 suspeitos em julho veio após uma apreensão que revelou 50 gatos vivos, mas o saldo é amargo: apenas 13 animais foram resgatados e devolvidos aos tutores.
- Esta não foi uma ocorrência isolada — em junho, outra operação similar havia sido desmantelada, com mais de 400 gatos resgatados, sinalizando que o tráfico de animais domésticos persiste como problema estrutural no país.
No coração de Ho Chi Minh, a maior metrópole financeira do Vietnã, autoridades desmantelaram uma rede criminosa que, nas sombras da madrugada, transformava animais de estimação em mercadoria. Doze homens foram presos após investigações que revelaram o roubo sistemático de aproximadamente 2.700 gatos domésticos, destinados ao abate e à venda ilegal para restaurantes. O caso expõe a tensão entre práticas culturais legalizadas e a proteção de animais que habitam o espaço íntimo das famílias, lembrando que onde há demanda sem regulação, o crime encontra seu caminho.
A polícia do Vietnã prendeu doze homens envolvidos no roubo sistemático de gatos domésticos em Ho Chi Minh, segundo maior centro urbano do país. As investigações revelaram o desaparecimento de aproximadamente 2.700 felinos, destinados ao abate e à venda para restaurantes locais. Em julho, autoridades apreenderam 50 gatos vivos, além de 55 armadilhas, duas balanças e duas máquinas para remoção de pelos — equipamento que revelava a escala industrial da operação.
A quadrilha atuava nas madrugadas, entre 23h e as 4h, dividida em pequenos grupos que percorriam bairros residenciais de motocicleta. O método era simples e eficaz: pedaços de peixe serviam de isca para atrair os animais até armadilhas posicionadas do lado de fora das casas. Cada grupo capturava entre quatro e dez gatos por noite.
Os suspeitos admitiram ter vendido os animais a restaurantes por cerca de R$ 13,50 por quilo. Embora o consumo de carne de gato seja legal no Vietnã, a comercialização exige certificado de origem — requisito que a quadrilha ignorava completamente. Eles foram indiciados por roubo de propriedade.
O impacto sobre os animais foi devastador: dos 2.700 gatos roubados, apenas 13 foram resgatados e devolvidos aos tutores. O caso não foi isolado — em junho, outra operação semelhante havia sido desmantelada, com mais de 400 animais resgatados. A recorrência dos casos sugere que o tráfico de animais domésticos permanece um problema persistente no país, apesar dos esforços das autoridades.
A polícia do Vietnã desmantelou uma operação criminosa dedicada ao roubo sistemático de gatos domésticos. Doze homens foram presos após investigações que revelaram o desaparecimento de aproximadamente 2.700 felinos, animais que seriam abatidos e vendidos para consumo em restaurantes locais. A descoberta ocorreu em julho, quando autoridades apreenderam 50 gatos vivos junto com equipamento especializado: 55 armadilhas, duas balanças e duas máquinas para remoção de pelos.
A quadrilha operava na cidade de Ho Chi Minh, segundo maior centro urbano do Vietnã e importante polo financeiro do país. O método era direto e eficiente. Os criminosos se dividiam em pequenos grupos e se deslocavam de motocicleta até bairros residenciais durante as madrugadas, entre as 23h e as 4h da manhã. Usavam pedaços de peixe como isca para atrair os gatos para armadilhas colocadas do lado de fora das casas. Cada grupo conseguia capturar entre quatro e dez animais por noite, conforme informou a polícia de Ho Chi Minh.
Os doze suspeitos admitiram ter roubado e traficado aproximadamente 2.700 gatos de vários tipos. O destino era claro: a venda para restaurantes. De acordo com a imprensa local, os animais roubados eram comercializados por cerca de R$ 13,50 por quilo. Embora o consumo de carne de gato seja legalizado no Vietnã, a venda exige um certificado que comprove a origem dos animais — um requisito que a quadrilha claramente não atendia. Os suspeitos foram presos sob acusação de roubo de propriedade.
O impacto sobre os animais foi devastador. Apenas 13 dos 2.700 gatos roubados foram resgatados e devolvidos aos seus tutores, segundo informações da BBC. O restante permanece desaparecido, presumivelmente já abatido. A descoberta desta quadrilha não foi isolada. Em junho, autoridades haviam desmantelado outra operação similar, resgatando mais de 400 gatos destinados ao abate, conforme relatou o grupo de proteção animal HavePaws.
A operação de julho que levou às prisões revelou a sofisticação da rede criminosa. Além das armadilhas e da isca de peixe, os criminosos possuíam equipamento para processar os animais — máquinas de remoção de pelos e balanças para pesar a mercadoria. Tudo estava pronto para transformar animais de estimação roubados em produto comercial. A polícia de Ho Chi Minh confirmou que cada grupo operava de forma coordenada, sugerindo uma estrutura organizacional que ia além de crimes oportunistas. O desmantelamento desta quadrilha marca um passo na tentativa das autoridades vietnamitas de conter o tráfico de animais domésticos, embora a frequência de operações similares indique que o problema persiste.
Citazioni salienti
Os doze suspeitos admitiram ter roubado e traficado aproximadamente 2.700 gatos de vários tipos— Polícia de Ho Chi Minh
Cada grupo teria roubado, em média, de quatro a dez gatos por noite— Comunicado da polícia de Ho Chi Minh